Voltar para Ciências Humanas e Sociais Aplicadas 2º EM Ano
EM13CHS403Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Caracterizar e analisar os impactos das transformações tecnológicas nas relações sociais e de trabalho próprias da contemporaneidade, promovendo ações voltadas à superação das desigualdades sociais, da opressão e da violação dos Direitos Humanos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EM13CHS403 com a galera do 3º ano do ensino médio é um desafio, mas também é uma oportunidade incrível de ver os meninos se envolvendo e refletindo sobre o mundo em que vivem. A BNCC fala sobre caracterizar e analisar os impactos das transformações tecnológicas nas relações sociais e de trabalho, mas na prática, isso significa fazer os alunos perceberem como a tecnologia tá mudando a vida deles e das pessoas ao redor. É sobre como essas mudanças afetam as formas de trabalho, as relações entre as pessoas e até questões de direitos humanos. Tipo assim, o aluno precisa olhar pro celular dele e pensar em como isso altera a forma como ele se comunica com os amigos, mas também como essas tecnologias podem gerar desigualdades ou até opressão. Eles já vêm do 2º ano com uma noção básica de transformações tecnológicas, mas agora é hora de aprofundar mais.

Bom, vou contar três atividades que eu costumo fazer com a turma para desenvolver essa habilidade. A primeira é um debate sobre o impacto dos aplicativos de transporte na sociedade. A gente usa algumas notícias recentes, prints de discussões em redes sociais e também depoimentos que eles podem pegar na internet. Divido a turma em pequenos grupos e cada um tem que defender um ponto de vista: tem o grupo que defende os motoristas, outro que defende os usuários, e um terceiro que defende as empresas dos aplicativos. Essa atividade leva umas duas aulas, porque a primeira é mais pra pesquisa e preparação e a segunda pro debate em si. Os alunos adoram, porque envolve algo que tá muito presente no dia a dia deles. Na última vez que fizemos isso, o Pedro trouxe uns dados impressionantes sobre o quanto esses aplicativos têm crescido na cidade e como isso afeta os motoristas de táxi. Aí rolou uma discussão acalorada entre ele e a Júlia, que defendia que esses apps são essenciais para ela chegar na escola.

Outra atividade que dá super certo é a análise de filmes ou séries que abordam temas tecnológicos. Eu peguei algumas cenas do filme "Her" e da série "Black Mirror", sabe? Aí a gente discute como esses produtos refletem ou exageram as mudanças tecnológicas pelas quais estamos passando. Costumo fazer isso em uma aula só, porque não dá pra assistir tudo, né? Então eu seleciono as partes mais importantes pra discutirmos. Os alunos ficam vidrados! Na última vez, a Ana ficou super impressionada com a ideia do episódio "Nosedive" de Black Mirror, onde tudo gira em torno de pontuações sociais. Isso gerou uma baita discussão sobre como eles próprios agem nas redes sociais e às vezes julgam os outros só pela aparência online.

Por último, uma atividade prática que gosto muito é desenvolver um projeto de intervenção social usando tecnologia. A gente faz isso em grupos também, aí eles têm umas três aulas pra discutir ideias, pesquisar e montar uma apresentação. A ideia é pensar numa solução tecnológica pra algum problema social da comunidade deles. Durante a última apresentação, o grupo do Lucas teve uma ideia sensacional: criar um aplicativo pra conectar pequenos produtores locais com consumidores da cidade. Ele falou com tanto entusiasmo que acabou contagiando todo mundo! No final da apresentação, a Mariana sugeriu pensar também em incluir dicas de cultivo sustentável no app.

Pra mim, essas atividades são legais porque não precisam de materiais caros ou difíceis de achar — só uns textos impressos, acesso a internet e criatividade. E os alunos reagem super bem porque sentem que estão falando sobre a própria vida deles. É muito bom ver quando eles conseguem conectar esses temas mais complexos com as experiências próprias do dia a dia.

Acho bacana também porque essas discussões ajudam eles a perceberem que têm poder de mudança no contexto deles. Não é só sobre entender o impacto das tecnologias, mas também refletir sobre como podem ser parte ativa na sociedade utilizando essas mesmas tecnologias de maneira consciente e responsável.

Enfim, trabalhar essa habilidade é sempre um aprendizado mútuo – tanto pros alunos quanto pra mim mesmo. E ver eles se empolgando nos debates ou criando soluções inovadoras me faz acreditar cada vez mais no potencial dessa galera nova.

E aí, alguém tem outras ideias aí pra compartilhar? Gosto muito de ouvir novas sugestões pra trazer pras minhas aulas também!

Então, além de aplicar prova, pra perceber se os alunos entenderam mesmo essa habilidade, eu fico de olho no dia a dia com eles. Tipo, enquanto eu circulo pela sala, dá pra ver nos olhares e nas reações quando eles pescam a ideia. Quando um aluno começa a puxar conversa com o outro sobre o tema e você percebe que ele tá colocando em palavras aquilo que a gente discutiu, aí já é um sinal claro de que ele sacou. E tem também quando o aluno explica pro outro, sabe? Outro dia, o Pedro tava comentando com a Larissa sobre como a automação nas fábricas pode impactar o emprego do pai dele. Ele falou de um jeito tão claro que ficou evidente que entendeu o conceito e conseguiu trazer pra realidade dele.

Agora, os erros comuns... Ah, esses acontecem aos montes. A Júlia uma vez achou que todas as transformações tecnológicas eram ruins porque só via pelo lado das demissões. Ela não tava considerando as novas oportunidades que surgem. E isso é comum porque a mídia muitas vezes foca nas perdas e eles acabam comprando essa ideia sem analisar todos os lados. Quando pego esse tipo de erro na hora, eu paro e faço uma pergunta aberta tipo: "E vocês acham que tem algum lado bom nisso?" Aí, na discussão, eles começam a ver as nuances.

O Lucas já confundiu tecnologia com algo que só tem a ver com eletrônicos, tipo celular e computador. Ele esqueceu que coisas como a máquina de lavar ou até mesmo uma roda são tecnologia e têm um impacto social enorme. Nessas horas, tento trazer exemplos do cotidiano deles pra ampliar essa visão.

E tem também o Matheus e a Clara, cada um com suas particularidades. O Matheus tem TDAH, então ele se dispersa fácil. O que funciona com ele é dividir as atividades em etapas menores e mais objetivas. Tipo, ao invés de dar uma tarefa grande pra fazer em casa, faço com eles em partes na sala mesmo, com intervalos pra ele respirar e voltar o foco. E materiais visuais ajudam muito, ele responde bem a vídeos curtos explicando conceitos.

A Clara tem TEA e ela precisa de uma rotina bem estabelecida, gosta de saber o que vai acontecer na aula antes mesmo de chegar na sala. Com ela, eu uso cartões com passo-a-passo das atividades. Tipo um roteiro mesmo. Isso dá segurança de saber o que vem depois e diminui a ansiedade. Ah, e o uso de imagens é ótimo! Ela capta mais rápido quando tem algo visual pra associar.

Claro que nem tudo funciona sempre. Tentei usar jogos competitivos pra engajar mais o Matheus e não deu certo. Ele ficou mais agitado ainda. Mas aí fui ajustando pras brincadeiras serem colaborativas em vez de competitivas, e aí sim ele se envolveu bem. Com a Clara, tentei fazer atividades bem abertas e criativas sem muita estrutura num dia e percebi que ela ficou perdida, então voltei com as instruções claras já no outro dia.

Enfim, cada turma tem suas particularidades e é esse pulso do dia a dia que faz a diferença pra perceber o quanto eles estão aprendendo de fato. A gente vai ajustando as velas conforme os ventos vão mudando por aqui.

Bom, é isso por hoje! Espero que essas minhas experiências ajudem vocês aí também nas salas de aula de vocês. Qualquer novidade ou dúvida, estamos aqui pra trocar ideia! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13CHS403 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.