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EM13CHS401Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Identificar e analisar as relações entre sujeitos, grupos, classes sociais e sociedades com culturas distintas diante das transformações técnicas, tecnológicas e informacionais e das novas formas de trabalho ao longo do tempo, em diferentes espaços (urbanos e rurais) e contextos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EM13CHS401 da BNCC, na prática, é sobre entender como diferentes grupos e classes sociais se relacionam com as mudanças tecnológicas e informacionais ao longo do tempo. É como se a gente pegasse uma lupa e olhasse pro passado e pro presente pra ver como essas transformações afetam a vida das pessoas em diferentes lugares. Os alunos precisam conseguir perceber essas mudanças e entender o que isso significa pras diversas culturas e formas de trabalho. Tipo, como a revolução tecnológica muda o jeito que um agricultor no campo trabalha comparado com alguém que tá numa empresa de TI na cidade.

Aí, quando penso nos meninos do 3º ano, eles já vêm com uma bagagem lá do 2º ano, onde já discutiram sobre transformações sociais e culturais. No 3º ano, a gente aprofunda isso, trazendo mais forte a questão das tecnologias e das mudanças no mundo do trabalho. O desafio é ajudar eles a conectar os pontos entre passado e presente, vendo a tecnologia como um fio condutor dessa história toda.

Uma atividade que eu gosto de fazer é um debate sobre profissões que existiam há 100 anos e as que existem hoje. Eu pego um cartaz bem grandão e divido ele em duas partes: de um lado coloco fotos de profissões antigas, tipo leiteiro, datilógrafo, e do outro lado profissões modernas, como desenvolvedor de aplicativos e influencer digital. Peço pra turma se dividir em grupos pequenos e cada grupo escolhe duas profissões pra pesquisar durante uma aula. Eles usam celulares ou tablets pra isso, porque a ideia é também usar a tecnologia pra aprender sobre tecnologia. O legal é que quando a gente fez isso da última vez, o João descobriu que um dos bisavôs dele era sapateiro e ele ficou super animado pesquisando como era o trabalho do bisavô comparado com alguém que faz sapatos hoje em dia numa fábrica.

Outra atividade que funcionou bem foi fazer os alunos criarem uma linha do tempo interativa com as grandes inovações tecnológicas e suas consequências sociais. Pra isso, só preciso de folhas grandes de papel kraft e canetinhas coloridas. A galera se reúne em grupos novamente e cada grupo pega uma década do século XX pra explorar. Aí eles têm que pesquisar as grandes inovações daquela época (coisa rápida mesmo) e apresentar pra turma as mudanças sociais ocorridas. Na última vez que fiz essa atividade, a Maria ficou super empolgada em falar sobre a invenção da televisão e como ela mudou as relações familiares. Ela trouxe até depoimentos dos avós dela pra enriquecer o trabalho! Essa atividade costuma levar umas duas aulas.

A terceira atividade é mais prática ainda: eu levo eles pra darem uma volta no bairro ao redor da escola pra observar as profissões que existem ali atualmente. Antes de sair, cada aluno recebe um pequeno caderno pra anotar suas observações. Peço que anotem os tipos de comércios que veem, os serviços oferecidos e tentem imaginar como era aquele lugar há 50 anos. Depois dessa caminhada de uns 40 minutos, voltamos pra sala e discutimos o que viram. Os alunos adoram essa parte porque sair da sala sempre anima a turma. Da última vez, o Pedro ficou impressionado ao descobrir uma barbearia super antiga na rua da escola. Ele comentou como hoje as barbearias viraram quase espaços culturais com baristas servindo café enquanto se espera pelo corte de cabelo.

Essas atividades ajudam muito eles a perceberem que as transformações tecnológicas vão muito além de smartphones e redes sociais; elas impactam o dia a dia das pessoas de formas bem concretas. E é interessante ver como eles começam a olhar pro mundo ao redor com outros olhos depois dessas experiências.

Enfim, trabalhar essa habilidade é sempre um desafio gostoso porque envolve conectar história, cultura e tecnologia de um jeito que faz sentido pro pessoal todo da sala. Cada vez que faço essas atividades vejo como eles vão construindo um entendimento mais crítico do mundo em que vivem. E isso é gratificante demais pra mim como professor.

Bom, por hoje é isso! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar experiências sobre essa habilidade aí nas turmas de vocês, tô por aqui! Abração!

Então, galera, uma das maneiras que eu percebo que os alunos entenderam mesmo o conteúdo é observando as interações deles durante as atividades em grupo ou até mesmo nos intervalos. Quando eu passo por entre as mesas, dá pra perceber quem tá só repetindo o que ouviu e quem tá realmente refletindo sobre o assunto. Por exemplo, teve um dia que o Pedro tava explicando pro Gustavo como a tecnologia mudou a vida dos trabalhadores rurais. Ele não só falava das máquinas no campo, mas também mencionava coisas sobre o acesso à informação e como isso impactou a educação dos filhos desses trabalhadores. Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!"

Outra situação que eu me lembro foi quando a Mariana tava discutindo com a Júlia sobre as redes sociais e mencionou como elas influenciam a cultura de consumo entre os jovens. Ela fez uma conexão com o conteúdo da aula sem precisar ser guiada por mim. Ver aquele tipo de conversa acontecendo me mostra que eles tão indo além da superfície e realmente absorvendo o que discutimos em sala.

Agora, falando dos erros, tem alguns bem comuns entre os meninos nesse conteúdo. Um deles é a confusão entre causa e consequência. O João, por exemplo, insistia em dizer que a internet foi criada por causa do aumento das redes sociais, quando na verdade é o contrário, né? Esse tipo de erro acontece muito porque eles têm uma visão um pouco distorcida da cronologia dos eventos, às vezes por falta de contexto ou porque são bombardeados por informações sem ordem lógica nas redes sociais.

Quando pego esse tipo de erro na hora, eu paro tudo e tento corrigir ali mesmo. Chamo atenção para a linha do tempo dos eventos e faço algumas perguntas chaves pra eles irem ligando os pontos. Tipo, eu pergunto: "Mas espera aí, o que veio primeiro, a internet ou as redes sociais? E como uma coisa levou à outra?" Isso geralmente ajuda eles a rearrumar as ideias.

Agora, sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA na minha turma, eu faço algumas adaptações nas atividades pra garantir que eles também consigam acompanhar. Com o Matheus, eu percebi que ele precisa de atividades mais curtas e diretas. Então, quando a gente tá fazendo alguma tarefa escrita ou de leitura mais longa, eu divido em partes menores pra facilitar o foco dele. Às vezes, uso cronômetros visuais no celular pra ele ter uma noção clara do tempo que precisa se concentrar em cada parte.

A Clara é super detalhista e às vezes isso atrapalha porque ela quer entender tudo nos mínimos detalhes antes de passar pro próximo tópico. Eu já percebi que funciona melhor quando dou pra ela um guia de tópicos bem estruturado do que vamos abordar na aula. Isso dá um senso de ordem e previsibilidade pra ela. E quando a gente faz atividades em grupo, eu coloco ela junto com colegas que são mais pacientes e respeitam o ritmo dela.

Já testei algumas coisas que não deram muito certo também. Uma vez tentei usar vídeos muito dinâmicos pra pegar a atenção do Matheus, mas ele acabou ficando mais distraído ainda com tanta informação visual ao mesmo tempo. Com a Clara, levei ela pra fazer uma apresentação em frente à turma inteira achando que ia ser bom pra socialização dela, mas percebi que ela ficou extremamente ansiosa com isso. Então aprendi que apresentações em grupos menores funcionam melhor.

Enfim, cada dia é um aprendizado com esses desafios e oportunidades diferentes na sala de aula. A gente vai ajustando as velas conforme o vento muda, né? E acho que é isso que faz nosso trabalho tão especial e único. Vou ficando por aqui! Espero ter ajudado de alguma forma com minhas experiências e tô sempre aberto a aprender com vocês também! Abraço!

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