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EM13CHS303Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Debater e avaliar o papel da indústria cultural e das culturas de massa no estímulo ao consumismo, seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à percepção crítica das necessidades criadas pelo consumo e à adoção de hábitos sustentáveis.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13CHS303 lá da BNCC, a ideia é que os meninos consigam entender e questionar o papel da indústria cultural e das culturas de massa. Não é só listar as marcas que eles consomem, mas perceber como essas coisas estimulam o consumismo, como afetam a economia e o meio ambiente. A gente quer que eles parem de consumir de forma automática e comecem a pensar no que realmente precisam. É meio que abrir o olho da galera pra eles entenderem que nem tudo que tá na moda ou na vitrine é necessário. Eles precisam conseguir olhar para uma propaganda, por exemplo, e entender o que tá por trás dela. O que a turma já trouxe de bagagem do ano passado ajuda muito: eles já vieram debatendo sobre economia, sobre o que é ser sustentável, então já têm uma noção básica pra começar a discutir.

Bom, vou contar como faço isso em sala. A primeira atividade é meio que um “raio-x das marcas” e é sempre um sucesso! Eu trago materiais de publicidade - pode ser revista velha, folder de supermercado ou até print de Instagram - e distribuo pra galera. A turma se divide em grupos de cinco e cada grupo fica com algumas imagens pra analisar. Eles têm uns 15 minutos pra dar uma olhada e depois mais uns 20 pra discutir entre eles. Aí, cada grupo apresenta o que achou pro restante da sala. Sempre sai coisa boa! Da última vez, o João percebeu que numa propaganda de celular não tinha nenhuma informação útil sobre o aparelho, só um monte de gente bonita usando ele. A Ana pegou uma propaganda de carro e notou como fazia parecer que ter aquele carro era sinônimo de sucesso. A molecada começa a perceber como está sendo influenciada sem perceber.

Outra atividade bacana é o debate sobre consumismo e sustentabilidade. Pra isso, uso artigos curtos de jornal ou sites confiáveis mostrando casos reais de impacto ambiental ou práticas diferentes de consumo ao redor do mundo. Cada aluno pega um texto (geralmente dou esses textos no começo da semana pra eles lerem em casa). No dia do debate, eu organizo as cadeiras em círculo - tipo debate mesmo, cara a cara - e em torno de 40 minutos eles vão trocando ideia sobre as leituras. O interessante é ver como começam a conectar os pontos. Na última vez, o Lucas trouxe um ponto interessante sobre um artigo que falava das ilhas de lixo no oceano e perguntou: “Se a gente sabe disso faz tempo, por que nada muda?”. Aí a Júlia respondeu com outro exemplo de um país onde já se faz coleta seletiva obrigatória há anos. Então você vê que eles não só entendem os problemas como também começam a pensar em soluções.

A terceira atividade é prática: criar um projeto sustentável para a escola ou comunidade. Cada grupo pensa num projeto - pode ser desde uma campanha de coleta seletiva até algo maior como uma horta comunitária. Eles têm duas semanas pra planejar tudo e depois apresentam pra turma toda com cartazes ou slides simples (a maioria gosta mesmo é do cartaz!). As apresentações levam uma aula inteira porque todo mundo quer falar bastante da sua ideia. No ano passado, fizemos isso e o projeto do Miguel e da Gabriela era tão bem pensado que virou realidade: uma campanha de troca de livros usados na escola! Conseguimos montar uma mini biblioteca comunitária só com doações!

O legal dessas atividades é ver como eles vão além do conteúdo do livro e começam a aplicar as coisas no dia a dia deles. Deixam de ser só teoria e passam a ter um papel mais ativo na comunidade. Acho essencial criar esse espaço pra discussão porque são essas trocas, esses debates que realmente fazem os alunos refletirem sobre o mundo ao redor deles.

Enfim, é desafiador mas também muito gratificante ver essa evolução nos meninos. E vocês, como estão trabalhando essa habilidade aí nas suas escolas? Compartilhem as experiências porque sempre dá pra aprender uns com os outros!

E aí, galera, continuando nosso papo sobre a habilidade EM13CHS303, eu vejo que a aprendizagem realmente se consolida no dia a dia da sala de aula, e não só numa prova formal. Olha, é nos pequenos detalhes que a gente nota se os meninos entenderam o recado. Tipo assim, quando tô circulando pela sala enquanto eles fazem alguma atividade em grupo, reparo na forma como discutem entre eles. Se alguém solta um "mas será que a gente precisa mesmo de tudo isso que tá na propaganda?" ou "olha lá, eles tão tentando fazer a gente comprar sem precisar", já me bate aquela sensação boa de que entenderam o espírito da coisa.

Tem também aquelas situações em que um aluno ajuda o outro a entender algo. Teve uma vez que vi a Júlia explicando pro Pedro o conceito de obsolescência programada. Ela falou pra ele: "Pedro, é tipo quando o celular já vem meio que programado pra dar problema depois de uns anos só pra gente comprar um novo. É estratégia deles pra gente continuar gastando grana". Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu mesmo!" É nessas trocas que eu percebo que o aprendizado tá ali, pulsando.

Mas nem tudo são flores. Muitos dos meninos ainda escorregam nos erros comuns desse tema. Às vezes, vejo que o João, por exemplo, acha que saber o nome das marcas ou citar produtos já é suficiente pra discutir cultura de massa. Ele vem todo contente falando do último lançamento de celular, mas aí tenho que puxar ele de volta pro foco: "João, entende porque eles colocam tanto brilho nesse lançamento e como isso afeta nosso jeito de consumir?". Outro erro comum é confundir consumo sustentável com consumo consciente. A Camila já me perguntou se consumir produtos sustentáveis é a mesma coisa que ser consciente. Aí expliquei pra ela: "Camila, um não substitui o outro. O sustentável é mais sobre como o produto é feito e o consciente é sobre quanto e por quê você compra."

Quando pego esses erros na hora, tento corrigir ali no calor do momento pra não deixar passar. Tipo assim, faço perguntas abertas que levam eles a refletirem sobre o erro: "E se você pensasse sobre isso de outra forma? Como seria?". Ajuda bastante porque eles começam a se questionar mais.

Agora, lidar com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, requer um pouco mais de atenção e adaptação nas atividades. No caso do Matheus, eu procuro sempre dividir as tarefas em partes menores e dar intervalos entre elas. Ele funciona bem com checklists visuais; então sempre faço umas listas desenhadas das atividades do dia pra ele riscar conforme vai completando. E olha, vídeos curtos funcionam melhor pra ele do que longos textos ou palestras.

Com a Clara, o lance é criar um ambiente previsível e tranquilo. Deixo as instruções bem claras e uso bastante material visual pra auxiliar. Por exemplo, mapas mentais e esquemas ajudam ela a organizar as informações melhor na cabeça. Uma vez tentei uma atividade em grupo muito agitada e vi que ela ficou sobrecarregada; então agora procuro sempre oferecer uma opção mais individualizada ou deixo ela escolher ficar com grupos menores.

O importante é respeitar o tempo deles e nunca apressar ninguém. Já percebi que às vezes uma atividade barulhenta ou com muita gente não funciona bem nem pro Matheus nem pra Clara; então nesses casos sempre pergunto antes como eles preferem participar.

Bom gente, acho que por hoje é isso. Espero ter conseguido passar um pouco das minhas experiências e práticas aqui da sala de aula com vocês. É sempre bom trocar essas ideias e aprender uns com os outros. Qualquer coisa tô por aqui! Abraço!

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