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EM13CHS302Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar e avaliar criticamente os impactos econômicos e socioambientais de cadeias produtivas ligadas à exploração de recursos naturais e às atividades agropecuárias em diferentes ambientes e escalas de análise, considerando o modo de vida das populações locais - entre elas as indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais -, suas práticas agroextrativistas e o compromisso com a sustentabilidade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS302 da BNCC é um troço que exige da gente um olhar bem crítico sobre o mundo que a gente vive, né? A ideia é levar os meninos a analisar e avaliar os impactos econômicos, sociais e ambientais das cadeias produtivas, tipo quando a gente fala em como a soja é plantada lá no interiorzão do Brasil e vai parar lá na China. A galera tem que entender como isso impacta o modo de vida de várias comunidades, principalmente as indígenas e quilombolas, e pensar na sustentabilidade, que é um "tem que ser" de hoje em dia.

Na prática, a turma precisa conseguir olhar pra uma região ou um produto e perceber o que tá rolando ali em termos de economia e sociedade. Eles têm que saber que por trás de um bife de boi tem o rebanho, tem desmatamento, tem gente trabalhando em condições ruins às vezes, mas também tem emprego, tem grana entrando em cidades pequenas. É tipo juntar as peças do quebra-cabeça da produção até o impacto final. Isso não é novidade total pra eles porque lá no 1º Ano a gente já começou a falar sobre como diferentes lugares do Brasil se desenvolvem economicamente, mas agora o bicho pega na profundidade da análise.

Bom, uma das atividades que faço é um debate sobre a cadeia produtiva do café. É clássico, mas sempre rende muita discussão. Eu começo distribuindo alguns textos curtos que pego na internet mesmo, nada além de duas páginas por aluno. Sempre dou uma olhada em sites como EcoDebate ou BBC Brasil, coisas assim. A turma se divide em grupos: alguns defendem os impactos "positivos" da produção de café (emprego, exportação etc.) enquanto outros falam dos "negativos" (uso de agrotóxicos, desmatamento). Dá pra fazer essa atividade em duas aulas de 50 minutos. Eles sempre se empolgam nessa parte porque gostam de defender suas ideias. Da última vez, o Pedroca quase subiu na mesa defendendo que "o café é a salvação das pequenas cidades". A turma gargalhou com ele, mas também ponderaram bastante sobre os impactos reais.

Outra atividade legal foi uma visita virtual a uma comunidade quilombola. Com as restrições de pandemia e tudo mais, tive que me adaptar. Usei vídeos do YouTube e alguns depoimentos que encontrei em blogs dessas comunidades. Projetei na sala e fizemos uma roda de conversa sobre o que vimos. Durou uma aula inteira e foi ótimo ver como a galera ficou impactada ao ver a realidade dessas pessoas tão de perto. Depois do vídeo da Dona Maria falando sobre como vivem da pesca e do cultivo de mandioca sustentavelmente, a Carol ficou super reflexiva e disse: "Professor, essa maneira deles viverem, tão simples e respeitosa com a natureza, faz a gente repensar o jeito que estamos vivendo aqui na cidade". Fiquei todo orgulhoso de ver a ficha caindo pros meninos.

A última atividade foi criar um mapa mental coletivo sobre uma cadeia produtiva local aqui de Goiás: a soja. Cada aluno trouxe informações sobre uma parte do processo - alguns falaram dos campos de plantação, outros focaram no transporte até o porto, outros no impacto nas cidades etc. A ideia era construir um mapa gigante na parede da sala com papel kraft e post-its coloridos pra relacionar as partes todas dessa cadeia produtiva. Levamos umas três aulas pra concluir isso tudo porque cada encontro era um mundo novo de informações. No final, eles perceberam como tudo tava interligado e até ficaram meio assustados com o tamanho da coisa toda. O Lucas disse: "Caramba, professor! Nem imaginava que tinha tanta coisa envolvida só pra mandar soja pra fora!".

Essas atividades sempre me dão prazer porque vejo que os alunos saem diferentes do que entraram. Conseguem perceber melhor o impacto das coisas ao redor deles com mais clareza e criticidade. E isso não tem preço! E vocês aí? Como têm trabalhado essa habilidade com os seus alunos? Valeu por ler até aqui!

Olha, pra saber se o aluno realmente aprendeu sem precisar de uma prova formal, é preciso estar sempre de olho na dinâmica da sala. Tipo assim, enquanto eu circulo pela turma durante as atividades, eu presto muita atenção nas conversas dos meninos. Dá pra notar quando eles começam a usar o vocabulário certo ou quando fazem perguntas mais profundas. É ali que a gente percebe quem tá pegando a ideia.

Teve um dia em que eu tava circulando e ouvi o João explicando pro amigo dele, o Marcos, como a exportação de soja pode prejudicar o meio ambiente se não for feita de forma sustentável. Ele tava usando exemplos de desmatamento na Amazônia que a gente tinha discutido na aula anterior. Aí, pensei: "Ah, esse entendeu mesmo." Outro exemplo foi quando vi a Letícia questionando a turma sobre os efeitos sociais nas comunidades locais por causa da monocultura. Ela começou a dar exemplos de cidades que ficam dependentes de um único produto e as consequências disso. É nesses momentos que a gente vê que a galera tá sacando o recado.

Agora, quanto aos erros mais comuns, olha, sempre tem. A Ana Clara, por exemplo, uma vez falou que todo impacto ambiental é ruim. Ela não tava considerando os esforços de algumas empresas em tentar minimizar esses impactos com tecnologias mais limpas. Aí, expliquei pra ela que, embora muitos impactos sejam negativos, existem iniciativas positivas e que o ideal é buscar balancear isso. Tem também o Gustavo. Ele sempre generaliza tudo. Uma vez ele disse que "todo produtor rural só pensa em lucro". Chamei ele de lado e mostrei casos de pequenos produtores que trabalham em cooperativas e se preocupam com a sustentabilidade. É importante mostrar pra eles que o mundo não é preto no branco.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, tento sempre deixar as atividades mais dinâmicas pra ele. Coisa parada não funciona com ele, então uso recursos visuais e vídeos curtos pra captar melhor a atenção dele. Às vezes ele precisa sair da sala um pouco pra respirar, e tá tudo bem. Eu também dou mais tempo pra ele terminar as atividades quando precisa. Já a Clara, que tem TEA, precisa de instruções bem claras e organizadas. Uma coisa que funciona é dar um roteiro do que vamos fazer na aula no início do dia. Eu faço isso em formato visual porque ajuda muito ela a se localizar no tempo. E olha, às vezes rolam uns momentos em que ela se perde mesmo assim, aí procuro estar sempre perto pra dar aquele apoio.

Agora, falando do que não funcionou... já tentei usar jogos online com o Matheus achando que ele ia curtir e ficar focado, mas acabou sendo uma distração gigante. Com a Clara, uma vez eu dei um texto muito extenso sem divisões claras e ela ficou bem confusa. Aprendi que é melhor fracionar o conteúdo em partes menores e mais visuais.

Bom, é isso. No fim das contas, cada aluno tem seu ritmo e sua forma de aprender e cabe à gente achar esse caminho junto com eles. E aí no fórum, como vocês lidam com essas questões? Adoro trocar ideia aqui porque sempre surge uma dica nova! Valeu galera!

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