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EM13CHS301Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS301 da BNCC é aquele tipo de coisa que parece complicada quando você lê na teoria, mas na prática a gente consegue desdobrar numa boa. O que a BNCC tá pedindo aqui é que os alunos consigam olhar pro mundo ao redor deles — seja na cidade grande, no interior, nas comunidades — e pensar sobre como a gente produz e descarta coisas no nosso dia a dia. Eles têm que perceber que as ações individuais e coletivas têm impacto no meio ambiente e precisam aprender a sugerir soluções pra melhorar isso, promovendo sustentabilidade e consumindo de forma responsável.

Então, o que eu preciso que os alunos entendam é: se eu jogo uma garrafinha de plástico no lixo comum, o que acontece com ela? Dá pra reaproveitar? Tem algum jeito melhor de lidar com esse resíduo? Eles precisam conectar essas práticas com o que já aprendem desde sempre: cuidar do planeta, reciclar, reduzir desperdício. E aí, trazer isso pro nível de projetar soluções e pensar em ações concretas.

Pra chegar nesse entendimento, eu faço algumas atividades que funcionam bem com os meninos do 2º ano do Ensino Médio. De cara, uma coisa que deixo clara é que não precisa de material sofisticado ou high-tech. Olha só como eu costumo conduzir:

Primeira atividade, chamamos de “Mapa do Lixo”. Pegamos cartolinas grandes, papel kraft e canetas coloridas. Divido a sala em grupos de cinco ou seis. Cada grupo escolhe uma área da cidade: pode ser o bairro onde moram, a escola ou até um lugar que visitaram recentemente. Eles desenham um mapa e identificam pontos onde há produção e descarte de resíduos: lixeiras públicas, ruas com muito lixo no chão, locais de reciclagem. Essa atividade leva umas duas aulas. Na última vez que fizemos isso, a Camila pegou firme na pesquisa sobre o bairro dela e descobriu um ponto de coleta de resíduos eletrônicos que ninguém conhecia. Isso gerou uma boa discussão em sala sobre como usamos eletrônicos e descartamos eles.

A segunda atividade é o “Diário Sustentável”. Os alunos mantêm um diário por uma semana onde registram todo resíduo sólido que produzem: embalagem de lanche, canudos, garrafas PET, entre outros. Depois dessa semana, fazemos uma roda de conversa. Eles compartilham o que observaram e pensamos juntos em alternativas mais sustentáveis. Essa atividade é bem reveladora! A última vez que fizemos isso, o Gustavo ficou impressionado com a quantidade de plástico que usava só pra embalar o lanche da tarde dele. Isso abriu um debate sobre como podemos substituir os plásticos por materiais mais sustentáveis no cotidiano.

Por último, tenho uma atividade chamada “Projeto Eco-Soluções”. Depois dessas discussões iniciais e observações práticas do dia a dia deles, os alunos se reúnem em grupos novamente pra propor uma ação concreta pra tornar alguma prática mais sustentável. Pode ser desenvolver uma campanha na escola pra reduzir o uso de plástico, ou criar um sistema de compostagem comunitária. Isso leva mais umas três ou quatro aulas porque envolve planejamento e execução. Da última vez, a Letícia propôs criar hortas verticais nos corredores da escola usando garrafas PET como vasos. A ideia era reutilizar materiais e ainda trazer um pouco de verde pro ambiente escolar.

O legal dessas atividades é ver como os alunos começam a criar um senso crítico sobre suas próprias práticas e as do entorno deles. Aí tem sempre aqueles momentos impagáveis, né? Tipo quando o João percebeu que tava jogando fora todos os dias tampinhas de garrafa que poderiam ser doadas pra instituições que as usam em ações sociais. Ele ficou tão empolgado que começou a juntar tampinhas em casa pra doar.

O importante é lembrar que cada aluno vem com um background diferente. Alguns já têm uma consciência ambiental grande porque isso foi trabalhado em casa ou em séries anteriores; outros estão começando agora a pensar nisso mais a fundo. Então é sempre um processo enriquecedor ver eles trocando experiências e aprendendo uns com os outros também.

Bom, é assim que tento trabalhar essa habilidade com os meninos aqui na escola. Sempre buscando conectar teoria com prática e fazendo eles enxergarem o impacto das ações deles no mundo real. Qualquer dúvida ou sugestão nova pra essas atividades, tô por aqui!

Então, o que eu faço é algo bem prático mesmo. Prefiro atividades em que os meninos possam ver e fazer. Tem uma atividade que adoro, a gente sai pela escola com sacos de lixo reciclável e não reciclável e faz um mutirão de limpeza ali mesmo, nos arredores. Eles sempre ficam surpresos com a quantidade de lixo que os próprios alunos deixam jogado por aí. Aí, a galera começa a pensar: "Se tá assim aqui, imagina na cidade toda". E quando eu percebo que eles estão entendendo mesmo o assunto, é naquelas horas em que tô circulando pela sala e ouço um aluno explicando pro outro o porquê de separar o lixo de uma certa forma ou quando eles começam a discutir entre si sobre como poderiam reduzir o uso de plástico na cantina.

Teve uma vez que a Júlia tava explicando pro Pedro sobre as cores das lixeiras de reciclagem e porque era importante seguir aquilo direitinho. Ela disse algo tipo: "Olha, se a gente mistura tudo, não dá pra reciclar nada direito depois". Nessa hora pensei: "Ah, essa entendeu". É nessas conversas espontâneas que a gente percebe que tá dando certo. Outra coisa é quando algum deles traz de casa uma ideia nova, tipo o Felipe que apareceu todo animado porque convenceu a mãe a começar uma composteira no quintal pra aproveitar os restos de comida.

Agora, falando dos erros mais comuns... Ah, tem alguns! O André, por exemplo, sempre confunde os conceitos de reciclagem e reutilização. Aí ele fala que reusar uma garrafa PET é reciclagem. Tive que sentar com ele e explicar: "André, reusar é quando você usa o mesmo objeto várias vezes. Reciclagem é quando você transforma esse objeto em matéria-prima pra criar algo novo". Ele ficou meio confuso no início, mas depois pegou a ideia.

Outra situação é com a Ana Clara, que às vezes acha que só o governo é responsável pelo meio ambiente. E eu digo: "Ana Clara, a gente faz parte da solução também. Cada um pode fazer sua parte". Esses erros acontecem porque muitos deles crescem ouvindo coisas soltas sobre sustentabilidade sem uma sequência lógica ou prática. Quando pego um erro desses na hora, costumo usar exemplos do dia a dia deles pra esclarecer.

E sobre o Matheus e a Clara, bom... eles são especiais e merecem aquele cuidado extra. O Matheus tem TDAH, então precisa de atividades mais dinâmicas e menos tempo parado. Quando faço dinâmicas em grupo ou jogos educativos sobre o tema, ele se sai bem melhor. Tento sempre envolver ele nas partes práticas da aula e dou tarefas curtas mas frequentes pra manter o foco dele. Já teve vez que ele ajudou a organizar uma coleta seletiva aqui na escola e ficou super engajado.

A Clara tem TEA, então precisa muito da rotina e das instruções visuais. Eu sempre preparo cartões com passo-a-passo das atividades e uso imagens coloridas pra ajudar ela a entender melhor o que precisa ser feito. Descobri que ela adora trabalhar com as mãos, então tudo que envolve modelagem ou artesanato sustentável é ideal pra ela. Uma vez fizemos vasos de garrafa PET e ela ficou super empolgada.

O que não deu certo foi uma vez que tentei fazer uma discussão em roda com a turma toda sem ter separado o tempo direito. O Matheus se perdeu no meio da conversa e a Clara não conseguiu acompanhar as falas rápidas dos colegas. Aprendi então a importância de planejar atividades que respeitem o tempo e as necessidades deles.

E assim vamos seguindo aqui na escola, tentando adaptar e aprender junto com os meninos. Nada como ver eles pensando por conta própria e trazendo ideias novas pra ajudar nosso planeta. A gente continua na luta por aqui, firme e forte! Espero que essas experiências possam inspirar outros professores também. Até mais galera!

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