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EM13CHS206Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar a ocupação humana e a produção do espaço em diferentes tempos, aplicando os princípios de localização, distribuição, ordem, extensão, conexão, arranjos, casualidade, entre outros que contribuem para o raciocínio geográfico.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS206 da BNCC, eu vejo como uma oportunidade pra gente colocar os meninos pra pensar no quanto a forma como ocupamos e transformamos o espaço diz sobre a nossa história e o nosso jeito de viver. Não é só sobre saber onde as coisas estão, mas entender o porquê delas estarem lá e como isso muda com o tempo. É tipo assim... eles precisam conseguir olhar pro bairro onde moram, por exemplo, e perceber como ele foi crescendo, por que tem mais prédios em umas áreas que em outras, por que tem tanto comércio em algumas ruas específicas. E como isso tá ligado ao passado, às decisões que foram tomadas ao longo do tempo.

No ano passado, quando eles estavam no 1º ano do Ensino Médio, já começamos a discutir algumas dessas coisas, mas de uma forma mais superficial. Estávamos falando mais sobre localização e espaço mesmo. Agora, a coisa aprofunda. A gente quer que eles consigam fazer conexões entre diferentes tempos e espaços, entendam arranjos e causalidades. Não é só saber que Goiânia tem um monte de parques, mas entender por que, e como isso se conecta com a história da cidade e as escolhas urbanísticas lá atrás.

Uma das atividades que rola bem com a turma é o "Mapa Vivo". Eu pego um mapa grande de Goiânia, aqueles bem detalhados, e junto com a turma em grupos pequenos de uns cinco alunos. Cada grupo fica responsável por uma parte da cidade. Eu levo canetinhas coloridas e adesivos para eles marcarem coisas no mapa: onde tem mais comércio, onde fica mais residencial, áreas verdes etc. A ideia é eles discutirem entre si e depois apresentarem pro resto da turma o que descobriram sobre aquele pedaço da cidade.

Na última vez que fizemos isso, o Pedro ficou encantado em descobrir como o bairro dele era cortado por antigas fazendas e como isso ainda influencia na forma das ruas hoje em dia. Ele trouxe até umas fotos antigas que achou com o avô dele pra mostrar pra turma. Isso deu um outro nível de profundidade pro trabalho porque começaram a aparecer histórias pessoais nesse processo.

Outra atividade bem legal é a "Linha do Tempo Espacial". Pra essa eu uso papel pardo daqueles grandes que estico pela sala. Aí a turma vai colando imagens que acham na internet ou recortam de revistas antigas. A ideia é eles construírem uma linha do tempo visual mostrando como diferentes áreas de Goiânia foram se transformando ao longo dos anos. Eles têm umas duas aulas pra pesquisar essas imagens e pensar nas conexões entre elas.

A turma reage super bem porque são eles que trazem as imagens e histórias pra sala, então começa a surgir aquele sentimento de pertencimento ao lugar onde vivem. Na última vez que fizemos isso, a Ana ficou surpresa ao descobrir uma foto da construção do prédio onde ela mora hoje. Isso gerou uma baita discussão sobre como as construções mudaram na última década e as razões disso.

E a terceira atividade é o "Diário do Espaço". Cada aluno escolhe um lugar específico pra visitar — pode ser um parque, uma praça ou até mesmo uma rua movimentada — e passa um tempo observando, fazendo anotações sobre o que vê. Depois eles trazem essas observações pra sala num formato meio diário mesmo, com data, hora e tudo mais. A ideia é eles perceberem os movimentos do lugar: quem frequenta, como as pessoas se deslocam, qual é o ritmo daquele espaço durante diferentes momentos do dia.

Na última vez que fizemos isso, tinha o Luiz que escolheu observar uma praça perto da casa dele. Ele começou a reparar em coisas que nunca tinha percebido antes — tipo os horários que as mães costumam levar as crianças pra brincar ou quando os vendedores ambulantes fazem mais sucesso. Ele ficou tão animado com as descobertas dele que quis propor umas melhorias pra praça depois.

Essas atividades não são complicadas nem precisam de um monte de material caro ou difícil de achar. É mais sobre incentivar os alunos a observar e pensar criticamente sobre o espaço à volta deles e dar ferramentas pra isso. E olha... quando eles começam a fazer essas conexões entre passado e presente, entre decisão e consequência, aí sim dá pra ver esse raciocínio geográfico florescendo.

Por fim, é assim que eu tento trabalhar essa habilidade com minha turma do 2º ano do Ensino Médio. Claro que nem sempre a gente acerta de primeira, mas é aquele negócio: vamos ajustando conforme vamos vendo o envolvimento deles. E confesso pra vocês… às vezes aprendo tanto quanto os meninos. Enfim... espero que esse relato ajude vocês aí também! Um abraço!

Olha, perceber que os alunos entenderam esse lance de ciências humanas é um exercício de observação constante, sabe? Não é só na hora da prova que a gente vê, não. Eu vou contar algumas situações que mostram como eu percebo que eles captaram a mensagem. Tipo, enquanto eu estou circulando pela sala, prestando atenção nas conversas deles, dá pra sentir quando a luzinha acendeu na cabeça da galera. Uma vez, o João tava explicando pro Pedro que o bairro deles era cheio de prédios porque era uma área valorizada nos anos 90, quando muita gente veio trabalhar numa fábrica nova que abriu. Nessa hora pensei: "Ah, o João já tá ligando os pontos, ele entendeu!"

Também tem vezes que na discussão em grupo ou quando tão apresentando um trabalho, alguém solta uma frase certeira que mostra que eles entenderam o conceito. A Júlia, por exemplo, estava falando sobre como a presença de um hospital no bairro dela influenciou o tipo de comércio e serviços ao redor. Ela explicou pros colegas que tudo isso era parte do desenvolvimento urbano e histórico da região. Essas sacadas são melhores do que qualquer resposta de prova pra mim.

Agora, sobre os erros mais comuns que eles cometem... Ah rapaz, tem alguns! Um erro clássico é achar que tudo acontece do nada ou só por razões econômicas simplórias. O Carlos uma vez comentou que só tem tanto comércio no bairro dele porque “dá dinheiro”. Aí eu precisei intervir e explicar pra ele e pro resto da galera que tem toda uma história por trás disso: desenvolvimento, migração, políticas públicas... Outro erro recorrente é simplificar demais a história da ocupação dos espaços. Como a Maria, que disse que o centro da cidade só virou centro porque “sempre foi assim”. Nessa hora eu paro e procuro puxar mais contexto histórico pra eles entenderem as transformações sociais envolvidas.

Quando eu pego esses erros na hora, procuro sempre trazer eles pra realidade deles. Pergunto coisas do tipo: “Você já parou pra pensar por que aquele terreno lá perto de casa ficou vazio tanto tempo?” ou “Imagina se não tivesse nenhuma linha de ônibus naquele bairro”. Isso faz eles refletirem e corrigirem os conceitos na prática.

Sobre lidar com o Matheus e a Clara... cada um deles tem suas particularidades e é um desafio bom adaptar as atividades pra engajar todo mundo. O Matheus tem TDAH e precisa de bastante estímulo pra manter o foco. O que funciona bem com ele é dividir as atividades em partes menores e mais curtas. Tipo, ao invés de pedir uma pesquisa longa, a gente faz várias pesquisas curtas com tempo cronometrado e com pausas pra ele se movimentar um pouco.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante ter uma rotina mais previsível e materiais visuais bem estruturados. Com ela eu uso muito mapas coloridos e gráficos bem legíveis pra explicar os conceitos. Também faço questão de avisar antes das mudanças de atividade pra ela conseguir se preparar mentalmente. Uma coisa que não funcionou foi mudar a disposição das carteiras constantemente... percebi que ela ficava desconfortável com isso.

E olha só, falando nisso tudo eu vejo como cada detalhe faz diferença no processo de aprendizagem dos meninos. Como professor a gente vai aprendendo junto com eles, adaptando, ajustando e sempre tentando trazer o melhor de cada um. É um desafio diário mas também é muito gratificante ver eles conectando ideias e crescendo no entendimento do mundo ao redor deles.

Bom galera, vou ficando por aqui. Espero ter ajudado vocês com essas experiências da sala de aula e como cada detalhe pode ser importante no ensino das ciências humanas. Continuem partilhando suas dicas aí também! Abraço a todos!

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