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EM13CHS106Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica, diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais, incluindo as escolares, para se comunicar, acessar e difundir informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS106 da BNCC, confesso que dá um trabalhinho, mas é essencial pro desenvolvimento dos meninos. É o seguinte, o que a gente quer é que eles usem essas linguagens aí – cartográfica, gráfica, iconográfica – de um jeito crítico e significativo. Isso significa que não adianta só saber olhar um mapa ou gráfico, mas entender o que aquilo representa, poder discutir sobre, tirar conclusões e até usar pra resolver problemas da vida real. E claro, tem todo aquele lance das tecnologias digitais também. A molecada já chega no Ensino Médio sabendo mexer no celular e no computador, mas o desafio é fazer com que eles usem essas ferramentas de forma ética e reflexiva. Não é só saber usar a internet pra achar informação, mas saber filtrar o que é relevante e verdadeiro.

Quando eles saem do Ensino Fundamental, muitos já têm noção básica de leitura de gráficos e mapas, mas dar aquele passo a mais é importante. Eles precisam ser capazes de se comunicar bem usando essas linguagens em contextos sociais, resolver problemas com elas, e principalmente serem protagonistas das próprias ideias, usando essas ferramentas para criar e inovar.

Agora vou contar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade com a galera do 1º ano.

Primeira atividade: a gente trabalha com mapas temáticos. Eu costumo levar uns mapas impressos bem grandões que mostrem dados como distribuição de renda pelo Brasil ou índices de educação nas diferentes regiões. Primeiro eu deixo os alunos darem uma olhada geral nos mapas, sempre surgem umas perguntas do tipo “por que essa região aqui tá marcada assim?” Aí eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco (acho que assim eles interagem melhor) e dou um tempinho pra discutirem entre eles. Depois cada grupo apresenta suas conclusões pra turma toda. Da última vez que fiz isso, a Júlia perguntou algo muito interessante sobre por que certas áreas pareciam mais desenvolvidas e começamos uma discussão super rica sobre história e economia regional. Em uns 50 minutos dá pra fazer tudo isso.

A segunda atividade envolve transformar dados em gráficos. Eu levo pro laboratório de informática da escola (que não é lá grandes coisas, mas dá pro gasto) alguns dados públicos do IBGE sobre emprego e desemprego no Brasil. Os alunos têm um tempinho pra escolher quais dados querem transformar em gráficos usando o Excel ou Google Sheets. Depois disso, cada um explica porque escolheu aquele conjunto de dados e o que o gráfico deles pode nos contar sobre a realidade do Brasil. Aí rola uma conversa coletiva sobre as tendências que os gráficos mostram. É legal ver como o Pedro se empolga quando vê os números virando figuras visuais poderosas que ele consegue interpretar. Essa atividade leva uns 90 minutos porque precisa de mais tempo pros alunos mexerem nos computadores.

Por fim, gosto de propor uma atividade baseada em fotos de notícias reais. Trago algumas notícias impressas – sem as imagens – relacionadas ao meio ambiente, economia ou política atual. Cada aluno escolhe uma notícia e tenta encontrar imagens online que poderiam ilustrar bem aquele texto. Nesse processo, eles têm que explicar porque escolheram aquelas imagens e o que elas agregam à compreensão da notícia. Uma vez o João trouxe uma imagem chocante sobre desmatamento na Amazônia e isso gerou uma discussão intensa sobre como as imagens podem evocar emoções e por isso são poderosas formas de comunicação. Essa atividade geralmente dura uma aula normal de 50 minutos.

Eu acho bonito ver como esses meninos se transformam nessas situações práticas. No início alguns ficam tímidos ou inseguros com tanta informação nova pra lidar, mas aos poucos vão ganhando confiança e se tornam mais críticos e autônomos nas escolhas deles. E eu fico ali no cantinho da sala fechando a aula com um sorriso bobo no rosto porque vejo eles crescendo como cidadãos conscientes.

Bom, essas foram algumas das formas práticas que encontrei pra aplicar essa habilidade da BNCC na minha sala de aula. Isso aí dá bastante trabalho? Dá! Mas o retorno em ver os alunos evoluindo faz tudo valer muito a pena. E é isso aí galera, bora continuar trocando ideia por aqui!

Agora, sobre como eu sei que os meninos estão pegando a habilidade, olha, é bem mais observação do que aplicar prova, sabe? Tipo, quando tô circulando pela sala, eu percebo se eles realmente entenderam a parada quando começam a usar os termos certos nas conversas entre eles ou mesmo quando um aluno explica pro outro. Aí tem aquele brilho no olho de quem sacou. Lembro uma vez que o Pedro tava lá explicando pra Ana como entender um gráfico de população. Ele tava tão empolgado, falava com segurança, e a Ana também tava ali, prestando atenção, fazendo perguntas que faziam sentido. Na hora pensei, "ah, moleque pegou direitinho!"

Outra situação foi quando a Júlia veio me mostrar um trabalho que tava fazendo em dupla com o Lucas. Eles tinham que analisar um infográfico sobre desmatamento e, em vez de só repetir o que tava ali, eles começaram a discutir entre si as causas e consequências que o infográfico mostrava. Disseram: "Professor, mas se a gente pensar desse jeito aqui dá pra entender melhor por que tá rolando tanto desmate". Poxa, aí você vê que tão ligando os pontos, né?

Os erros comuns... ah, tem uns clássicos. O Ricardo, por exemplo, sempre confunde latitude com longitude. Toda vez! E isso acontece porque ele tenta decorar sem entender realmente o conceito. Ou seja, na hora de aplicar, ele dá essa escorregada. Já a Mariana tem dificuldade em perceber a escala nos mapas. Já expliquei pra ela que é tipo você ver um mapa-múndi e achar que a distância entre duas cidades é só um "pulo" porque parece perto no papel. Então sempre faço ela pensar na escala como uma régua gigante pra ter noção real das distâncias.

Quando aparecem esses deslizes durante a aula ou nos exercícios em grupo, paro tudo e faço uma recapitulação rápida ou dou uma dica prática. Tipo pro Ricardo, fiz ele associar latitude com "lateral" pra lembrar que são as linhas laterais da Terra. Com a Mariana, trouxe mapas com diferentes escalas pra ela manusear e perceber as diferenças na prática. É aquela coisa: aprender errando também faz parte!

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e no começo era super complicado manter ele focado nas atividades mais longas ou chatas. O segredo foi dividir as atividades em pequenas etapas e dar pausas pra ele se mexer ou fazer algo mais dinâmico. Outro dia fizemos um jogo de tabuleiro sobre geografia onde ele podia se movimentar pela sala enquanto jogava. Deu super certo! Ele até me pediu pra fazermos de novo.

A Clara tem TEA e comigo funcionou usar materiais visuais mais claros e objetivos. Aí gosto de usar bastante infográfico e vídeos curtos explicativos que ela pode assistir sozinha se precisar de mais tempo pra entender. Ah, e organizo muito a rotina dela com horários fixos pras atividades porque ela precisa dessa previsibilidade. Já tentamos uma atividade prática de cartografia em grupo, mas ela ficou meio perdida com o barulho e agitação dos outros. A partir daí, combinei com ela momentos específicos pra essas práticas num ambiente mais tranquilo.

No fim das contas, é um ajuste contínuo tanto pras demanda deles quanto pras dos outros alunos. Tem dia que parece tudo fora do lugar e outros em que tudo flui perfeitamente. Mas é isso aí mesmo! Faz parte do nosso trabalho adaptar e encontrar formas de fazer cada aluno brilhar do seu jeito.

É isso pessoal! Espero ter ajudado com essas histórias aí da sala de aula. A gente vai aprendendo junto com eles e cada dia é um novo desafio. E vocês? Como lidam com essas situações por aí? Vamos compartilhar mais ideias! Abraço!

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