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EM13CNT309Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar questões socioambientais, políticas e econômicas relativas à dependência do mundo atual em relação aos recursos não renováveis e discutir a necessidade de introdução de alternativas e novas tecnologias energéticas e de materiais, comparando diferentes tipos de motores e processos de produção de novos materiais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Bom, pessoal, vamos bater um papo sobre a habilidade EM13CNT309 da BNCC. Essa habilidade é um tanto complexa, mas se a gente for quebrar em partes, fica mais fácil de entender. Basicamente, o que a galera precisa fazer é analisar questões que envolvem meio ambiente, política e economia, principalmente no que diz respeito à dependência dos recursos não renováveis. E aí discutir como é importante a gente pensar em alternativas e novas tecnologias energéticas e de materiais. Isso significa que os alunos precisam não só entender o impacto do uso de combustíveis fósseis, por exemplo, mas também estar por dentro de como os carros elétricos funcionam ou o que são os biocombustíveis. E além disso, têm que conseguir comparar diferentes tipos de motores e processos de produção de novos materiais. É um baita desafio!

Quando a garotada chega no 2º ano do Ensino Médio, eles já devem ter algum conhecimento sobre essas questões de sustentabilidade e energias renováveis lá do 1º ano. O básico tipo: o que são recursos renováveis e não renováveis, por exemplo. Então, eu tento trazer essa base e expandir um pouco mais, colocando uma pitada de realidade no meio. Porque na nossa sala de aula o importante é conectar o conteúdo ao mundo real deles.

A primeira atividade que eu faço com eles é uma pesquisa de campo bem prática. Eu divido a turma em grupos e eles têm que entrevistar pessoas da comunidade sobre como elas veem o uso de energia na vida cotidiana delas e quais alternativas conhecem ou já usam. A gente usa gravadores simples ou até mesmo os celulares da galera pra coletar os depoimentos. Essa atividade costuma levar umas duas semanas pra ser bem feita, contando com o tempo das entrevistas e das análises dos resultados. A reação dos alunos é interessante, porque muitos nunca pararam pra perguntar pros pais ou vizinhos sobre isso. Na última vez que fizemos isso, o Pedro ficou surpreso ao descobrir que o avô dele ainda usa fogão a lenha na chácara e isso levou a discussão pra questão dos impactos ambientais desse tipo de prática mais tradicional.

Depois dessa atividade, levo a turma pra uma sala de vídeo da escola, onde a gente assiste documentários curtos sobre energias alternativas como solar, eólica e biocombustíveis. Aqui, os alunos podem ver na prática como essas tecnologias funcionam e são aplicadas em outros lugares do mundo. Normalmente, reservo umas três aulas pra isso: uma aula pra cada tipo de energia alternativa. O legal é que depois de cada vídeo a gente abre uma roda de conversa pra discutir o que viram. A última vez foi bem bacana porque a Mariana ficou encantada com a ideia das casas sustentáveis apresentadas num dos vídeos e começou a perguntar sobre como aplicar isso na comunidade dela.

Por fim, faço uma atividade mais teórica e prática ao mesmo tempo: um projeto em que eles têm que criar um modelo simples de carro movido a energias alternativas. Os materiais são coletados ao longo do mês: garrafas PETs, elásticos, pequenas hélices (que às vezes eu consigo como doação ou empresto da escola). A galera trabalha em grupos pequenos e têm umas quatro semanas pro projeto inteiro - desde a ideia até a apresentação final. Eles precisam pesquisar sobre tipos diferentes de motores (como motores elétricos simples) e escolher um pra implementar no protótipo deles. Os resultados são sempre criativos! Da última vez, o Lucas e a Beatriz criaram um carro movido a elástico e explicaram direitinho como pensaram no mecanismo comparando com motores reais.

Uma situação engraçada aconteceu quando estávamos montando os protótipos: o carro do João simplesmente não saía do lugar! A gente descobriu que eles tinham montado os elásticos do jeito errado. No fim das contas, foi uma ótima oportunidade pra discutir conceitos físicos como força e tração.

O interessante dessas atividades é ver como cada aluno reage de maneira diferente ao conteúdo prático. Alguns curtem mais as entrevistas, outros preferem os vídeos ou se empolgam nos projetos manuais. Mas no geral, dá pra sentir que estão aprendendo coisas novas sobre nosso impacto no planeta e as possibilidades de mudança.

Acho super importante trazer essas habilidades pro dia-a-dia deles porque ajuda a construir uma consciência crítica sobre as questões ambientais e energéticas. Tenho percebido que quando eles veem a aplicação real do que estão estudando, acabam se interessando mais pelo assunto.

Então é isso, galera! Qualquer dúvida ou sugestão de como trabalhar essa habilidade diferente na sala tô por aqui! Abraço!

Isso significa que os alunos precisam não só entender o impacto do uso de combustíveis fósseis, por exemplo, mas também estar por dentro das alternativas que existem e como essas alternativas podem ser implementadas na prática. Agora, como é que eu percebo que um aluno realmente aprendeu isso sem aplicar uma prova formal? Olha, vou te contar, tem vários jeitos.

Quando tô circulando pela sala, logo depois de uma atividade em que eles tiveram que pesquisar sobre energia solar e eólica, eu gosto de prestar atenção nas conversas entre eles. Teve um dia que eu ouvi a Sofia explicando pro Rafael que "a energia solar pode ser mais cara pra começar, mas no longo prazo é mais barata porque o sol é de graça". Aí eu pensei: "Opa, isso aí tá certo!". Esse tipo de comentário mostra que ela captou a essência da coisa. Outro exemplo bacana foi quando o Lucas tava mostrando pro colega dele como calcular a quantidade de CO2 que deixaria de ser emitida se a gente usasse tal tecnologia em vez dos combustíveis fósseis. Quando um aluno consegue explicar pro outro de forma clara e ainda aplicar os conceitos numa situação prática, é um sinal claro de que ele entendeu.

Mas nem tudo são flores, né? Tem uns erros comuns que a galera comete nesse tipo de conteúdo. Um erro clássico é quando a Ana fala que "a energia nuclear é sempre ruim". Aí preciso explicar pra ela que não é bem assim, que existem formas seguras de trabalhar com energia nuclear e que ela emite muito menos CO2 comparado ao carvão e petróleo. Esse tipo de erro geralmente acontece porque muita gente só vê o lado negativo nas notícias e acaba formando uma opinião incompleta. Quando pego esse erro na hora, procuro dar um exemplo concreto: falo sobre as usinas nucleares na França ou sobre o uso médico da radiação. Isso ajuda a expandir a visão deles.

Agora, falando sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de algumas adaptações pra manter o foco. O que funciona bem pra ele são as atividades curtas e divididas em etapas. Eu dou uma tarefa e depois faço check-ins com ele pra ver se tá indo bem e se precisa de ajuda. Ele também se dá bem com vídeos curtos explicativos antes de começar alguma discussão em sala, tipo aqueles vídeos animados sobre energias renováveis. O que não rolou legal foi quando tentei dar atividades muito abertas sem uma orientação mais clara; ele ficava perdido.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela se beneficia bastante com rotinas previsíveis e instruções bem claras. Pra ajudar, costumo usar materiais visuais como gráficos e tabelas coloridas quando tô explicando esses conceitos mais complexos. Ela adora listas e diagramas porque ajudam a organizar as informações na cabeça dela. Uma vez tentei uma dinâmica em grupo sem avisar antes, e não deu tão certo porque ela ficou desconfortável com a mudança súbita. Então agora eu sempre aviso com antecedência quando vai rolar algo diferente.

E assim vamos seguindo com a turma, cada dia aprendendo um pouco mais sobre como ensinar melhor. Acredito que é importante estar sempre atento às necessidades individuais dos alunos e buscar novas maneiras de apresentar o conteúdo. Cada aluno aprende de um jeito, né? E isso é o grande barato da educação: a gente tá sempre se reinventando.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado vocês com essas experiências da sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas histórias também, tô aqui pra ouvir. Até a próxima!

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