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EM13CNT208Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Aplicar os princípios da evolução biológica para analisar a história humana, considerando sua origem, diversificação, dispersão pelo planeta e diferentes formas de interação com a natureza, valorizando e respeitando a diversidade étnica e cultural humana.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal. Hoje eu queria compartilhar como eu trabalho essa habilidade EM13CNT208 da BNCC com a minha turma do 2º ano do Ensino Médio, que é sobre aplicar os princípios da evolução biológica pra entender a história humana. Olha, é um tema que parece complicado à primeira vista, mas quando a gente descomplica e traz pro dia a dia, fica mais interessante e próximo da realidade dos meninos.

Na prática, essa habilidade é sobre entender como a gente chegou até aqui como espécie, sabe? A ideia é que os alunos consigam olhar pra história humana e enxergar as mudanças que ocorreram ao longo do tempo, desde a origem lá atrás até como a gente vive hoje em diferentes partes do mundo. Eles precisam entender, por exemplo, como nós evoluímos biologicamente e como isso tá relacionado com a nossa cultura e com o ambiente onde vivemos. A conexão disso com o que eles já viram no ano passado é grande porque eles já tiveram uma introdução à teoria da evolução, então agora ampliamos isso para incluir o aspecto humano, cultural e de interação com a natureza.

Pra deixar isso mais concreto pra galera, faço algumas atividades bem práticas. Uma delas é uma linha do tempo humana. Eu trago papel pardo e canetinhas coloridas (básico mesmo) e divido a turma em grupos de quatro ou cinco. Dou uns bons 40 minutos pra eles pesquisarem na internet sobre momentos-chave da evolução humana: desde os primeiros hominídeos até as grandes migrações humanas. Então, eles colocam tudo isso numa linha do tempo desenhada no papel pardo. A última vez que fizemos isso, a turma ficou super animada. A Ana e o João estavam discutindo se deveriam colocar o Homo habilis antes ou depois da era glacial (foi engraçado porque acabou virando uma discussão acalorada mas produtiva). No final, a turma toda se envolveu e foi legal ver como eles começaram a ver a história humana de forma integrada.

Outra atividade que gosto de fazer é um debate sobre diversidade cultural. Pra essa atividade, não precisa de muito além do quadro e uma lista de temas que já preparei antes. Divido a turma em dois grupos e cada um defende um ponto de vista sobre como diferentes culturas se adaptaram ao meio ambiente em que vivem. O debate dura uns 30 minutos. A última vez que fizemos isso foi bem marcante: o Pedro levantou uma questão sobre como os aborígenes australianos usam o conhecimento passado de geração em geração pra sobreviver num ambiente tão inóspito quanto o deserto australiano. Isso gerou um debate super rico sobre conhecimento ancestral e adaptação cultural. Os meninos saíram da sala ainda discutindo, foi muito positivo ver esse engajamento.

Por fim, uma das atividades que sempre tem um impacto legal é uma pesquisa de campo (bem simples). Organizo uma saída ao museu local onde tem uma exposição sobre a evolução humana. A visita dura cerca de duas horas, então é importante planejar bem o horário pra não atrapalhar as outras aulas. Durante a visita, peço que os alunos anotem tudo que acharem interessante relacionado à evolução e à diversidade humana. Depois, na sala de aula, discutimos as anotações deles em grupos pequenos. Na última visita, o Lucas e a Júlia ficaram fascinados por uma seção sobre o DNA mitocondrial e suas implicações em rastrear as origens da humanidade. Eles trouxeram isso pra discussão em sala e tivemos uma conversa incrível sobre genética e identidade.

Essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem melhor não só a nossa biologia como espécie, mas também as nossas interações culturais e ambientais ao longo do tempo. O bacana é ver o quanto eles se envolvem quando percebem que isso tudo tem a ver com as próprias histórias deles também. No fim das contas, conseguir fazer essa ponte entre o conteúdo acadêmico e a vida real é o que realmente conta.

E aí, se algum de vocês tiver outra ideia ou sugestão pra trabalhar essa habilidade, compartilha aqui no fórum! Sempre bom trocar experiências.

Até mais!

Olha, quando a gente tá falando de perceber se o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal, é um pouco sobre estar atento aos detalhes. Tipo assim, no dia a dia, quando eu tô circulando pela sala, dá pra sacar umas coisas. Às vezes, só de escutar a conversa da galera já dá pra entender se eles pegaram a ideia ou não.

Por exemplo, uma vez eu tava passando entre as fileiras e ouvi o Lucas explicando pro João que o que faz uma espécie evoluir não é só a sobrevivência do mais forte, mas também a adaptação às mudanças do ambiente. Ele tava usando aquele exemplo clássico dos pássaros de Darwin nas Ilhas Galápagos. Aí eu pensei: "Ah, esse menino entendeu!" E é na naturalidade dessas conversas que você vê que eles internalizaram o assunto.

Outro momento foi quando a Mariana levantou a mão pra perguntar se os humanos continuam evoluindo e começou a discutir sobre como as novas tecnologias podem estar influenciando isso. Foi uma conversa rica e que saiu daquele contexto da aula tradicional, sabe? Aí você vê que ela tá fazendo conexões e pensando além do que tá no livro.

Agora, sobre os erros mais comuns, olha, tem bastante coisa que os meninos confundem. Um erro clássico é misturar evolução biológica com progresso tecnológico. Tipo, teve um dia que o Caio tava argumentando que os humanos são mais evoluídos porque temos smartphones e computadores modernos. É um erro comum porque a galera tende a associar evolução com melhorias tecnológicas, mas na verdade são conceitos bem diferentes.

Esse tipo de confusão acontece porque eles são muito expostos a essa ideia de progresso linear na mídia. Quando pego esse erro na hora, eu costumo pedir pra eles voltarem ao conceito de seleção natural e pensar nas mudanças genéticas ao longo das gerações. Eu faço eles darem exemplos de adaptações biológicas que não têm nada a ver com tecnologia.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, bom, com eles eu preciso ter um cuidado extra e adaptar algumas coisas. Pro Matheus, que tem dificuldade em manter a atenção por muito tempo, eu uso atividades mais curtas e divido o conteúdo em partes menores. Se a turma tá trabalhando numa pesquisa longa, por exemplo, eu dou pra ele algumas tarefas menores dentro do mesmo tema pra manter ele focado e motivado.

Um material diferente que uso com ele é um aplicativo de flashcards no celular que tem ajudado bastante. Ele consegue revisar tópicos importantes em tempos curtos e isso tem dado certo.

Com a Clara, é um pouco diferente. Ela tem TEA e às vezes precisa de um ambiente um pouco mais controlado. Eu tento usar esquemas visuais e mapas mentais pra facilitar o entendimento dela. Na hora das discussões em grupo, se vejo que ela tá ficando sobrecarregada com muita gente falando ao mesmo tempo, dou um tempinho pra ela processar as informações antes de responder ou contribuir.

Ah, algo que não deu certo foi tentar fazer uma atividade de simulação com muitos estímulos sensoriais – luzes piscando e sons – pra explicar as mudanças ambientais rápidas. A Clara ficou bem desconfortável. Aprendi rápido que preciso limitar esse tipo de estímulo quando ela está envolvida.

Então é isso, pessoal! O segredo é sempre estar atento ao que cada aluno precisa e ajustar as velas conforme o vento vai mudando. Cada aluno é único e às vezes é na tentativa e erro que a gente encontra o melhor caminho.

Espero ter ajudado aí com essas ideias! Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar figurinhas sobre essas experiências em sala de aula, tô por aqui! Abraço!

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