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EM13CNT303Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Interpretar textos de divulgação científica que tratem de temáticas das Ciências da Natureza, disponíveis em diferentes mídias, considerando a apresentação dos dados, tanto na forma de textos como em equações, gráficos e/ou tabelas, a consistência dos argumentos e a coerência das conclusões, visando construir estratégias de seleção de fontes confiáveis de informações.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CNT303 da BNCC é um negócio que a gente precisa trabalhar bem com os meninos do 3º ano do ensino médio. Na prática, isso significa que eles precisam olhar pra um texto de divulgação científica e sacar o que tá rolando ali. Eles têm que entender os dados, os gráficos, as tabelas, e ver se a coisa faz sentido mesmo. Se a conclusão que o autor tirou tá batendo com o que ele apresentou antes, sabe? A ideia é que eles consigam decidir se aquela fonte é confiável ou não. Se o artigo tá falando sobre mudança climática, por exemplo, eles têm que ver se os dados apresentados estão corretos e se o autor não tá puxando a sardinha pra um lado só.

No 2º ano, os alunos já começam a ter contato com alguns desses textos, mas é mais na superfície. Eles veem gráficos e tabelas nas aulas de matemática e começam a trabalhar com interpretação de texto em português. Quando chegam no 3º ano, já sabem bastante sobre como ler dados e gráficos, mas ainda precisam juntar tudo isso numa análise mais crítica.

Uma atividade que faço direto é trazer artigos de revistas como a Superinteressante ou a Ciência Hoje. Olha, eu escolho textos que falam de temas atuais, tipo mudanças climáticas ou avanços na medicina. Aí, peço pros meninos lerem em duplas e sublinharem partes importantes. Uso só as fotocópias dos artigos – coisa simples mesmo. Essa atividade leva umas duas aulas. Na última vez que fiz isso, o João e o Pedro estavam lendo sobre energia solar e discutiram bastante sobre se era viável ou não. O Pedro até falou: "Ah, professor, acho que esse autor aqui tá muito otimista." Foi legal ver eles questionando.

Outra coisa que faço é usar vídeos do YouTube ou documentários curtos. Mostro pra eles e depois peço pra escreverem um parágrafo dizendo o que entenderam e se acharam a fonte confiável. Divido eles em grupos de quatro ou cinco pra discutirem entre si antes de escrever. Isso leva uma aula inteira. Da última vez, usei um vídeo sobre a exploração espacial e a Maria ficou fascinada. Ela disse: "Cara, eu não sabia que tinha tanta coisa acontecendo no espaço agora!" Mas também questionou alguns dados apresentados no vídeo sobre custos das missões espaciais.

E tem uma atividade prática também: levo os meninos pro laboratório de informática quando dá. Lá, peço pra pesquisarem sobre um tema específico – tipo assim, biodiversidade na Amazônia – e encontrarem três fontes diferentes sobre o assunto. Eles têm que analisar as fontes e apresentar pros colegas por que acham que cada uma é confiável (ou não). Essa leva duas aulas: uma pra pesquisa e outra pra apresentação. Uma vez, o Lucas encontrou um site todo duvidoso dizendo que desmatamento era mito e aí levou pro debate na sala! A turma toda ficou meio chocada e foi ótimo pra discutir como identificar fontes ruins.

O bacana de trabalhar essa habilidade é ver como os alunos vão ganhando autonomia na hora de escolher o que acreditar ou não. No começo do ano letivo, muitos aceitam qualquer coisa como verdade só porque tá escrito num site bonito ou numa revista famosa. Mas conforme avançamos nessas atividades, eles começam a perceber as nuances. Tipo a Amanda: ela agora pega qualquer notícia meio sensacionalista e já quer saber das referências por trás.

Bom, ensinar essa habilidade não é só importante pras provas ou pros vestibulares – é essencial pra vida mesmo! Com tanta informação circulando aí na internet, os meninos têm que saber separar o joio do trigo. E cada atividade dessa que faço tem trazido bons resultados nesse sentido. Eles saem mais preparados pra questionar o mundo à volta deles.

Enfim, é isso aí galera! Espero que esse relato ajude vocês a pensar em maneiras de trabalhar essa habilidade com os alunos de vocês também. Se tiverem outras ideias ou sugestões, compartilhem aí! Valeu!

E aí, como é que eu percebo que os meninos estão realmente pegando a habilidade EM13CNT303 sem ter que fazer uma prova formal? Olha, tem muito do olhar atento ali no dia a dia da sala de aula. Quando eu tô circulando entre as mesas, prestando atenção nas conversas e no jeito que eles lidam com as atividades, dá pra sacar bastante coisa. Às vezes, é só ver que eles estão discutindo entre si. Tipo, outro dia o Lucas tava explicando pro Bruno um gráfico de um estudo sobre desmatamento na Amazônia. Ele falava com tanta firmeza e segurança que eu pensei: "Ah, esse entendeu". Ele conseguiu identificar as relações entre os dados e a conclusão do artigo sem tropeçar.

Outro momento que me deu essa sensação foi quando a Mariana virou pra mim e disse: "Professor, acho que esse autor tá puxando sardinha pro lado dele aqui. Tá meio tendencioso." Aí eu soube que ela tinha captado a mensagem: não só leu o texto como também questionou o que tava ali, comparou com o conhecimento prévio dela.

Agora, falando dos erros mais comuns que a galera comete nesse conteúdo... Olha, um erro frequente é confundir correlação com causa. O Pedro, por exemplo, uma vez leu um texto sobre consumo de açúcar e aumento de doenças cardíacas. Ele veio todo animado me dizendo que um causa o outro diretamente. Eu tive que explicar que uma coisa pode estar relacionada à outra sem ser a causa direta. E é normal isso acontecer porque essas nuances muitas vezes não são óbvias pra quem tá começando a se aventurar nesse mundo de leitura crítica. Outro erro comum é não verificar as fontes direito. A Ana pegou um artigo sobre energia renovável e não percebeu que era de um site sensacionalista! Eu sempre digo pra eles darem uma olhada nas referências e na reputação da publicação.

Quando pego esses erros na hora, tento trazer os alunos pro lado crítico da coisa. Pergunto: "Mas você já deu uma olhada no histórico desse autor? Tem mais estudos sobre isso dizendo a mesma coisa?". Esse tipo de questionamento faz eles pensarem e irem além do texto em si.

Agora sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Bom, com o Matheus eu preciso fazer algumas adaptações nas atividades. Tipo assim, eu sempre deixo algumas instruções mais claras e separo as tarefas em blocos menores pra ele não se perder no meio do caminho. E vou te falar, funciona bem quando eu uso material visual com ele. Mapas conceituais e esquemas ajudam bastante porque dão um norte sem muita distração.

Com a Clara, o desafio é um pouco diferente. Ela tem TEA e precisa de rotina e previsibilidade. Então eu tento manter a aula bem estruturada e aviso sempre que vai ter alguma mudança na programação. Uma coisa que dá certo é usar vídeos curtos pra ilustrar os conceitos, ela responde bem a esse tipo de estímulo visual auditivo. E tenho também cuidado nas interações sociais durante as atividades em grupo; às vezes ela prefere observar antes de participar diretamente e tá tudo bem.

Claro que nem sempre tudo funciona de primeira. Teve uma vez que eu achei que seria legal usar um jogo educativo online com a turma toda… e foi meio desastre pro Matheus porque tinha muita animação na tela e ele ficou super agitado. Já com a Clara, foi numa atividade em grupo onde todo mundo falava ao mesmo tempo; ela ficou muito desconfortável com o barulho.

No fim das contas, é tudo questão de observar e ajustar conforme necessário. Cada aluno tem seu jeito e suas necessidades específicas, né? E a gente vai aprendendo junto como fazer dar certo.

É isso aí pessoal! Espero ter ajudado vocês com essas dicas do dia a dia na sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências semelhantes, tô por aqui! Valeu galera! Abraço!

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