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EM13CNT204Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente pega essa habilidade da BNCC, EM13CNT204, a primeira coisa que vem à cabeça é que precisamos ajudar os meninos a entender como os planetas e outros corpos celestes se movem por causa da gravidade. Não é só ficar falando de órbitas e trajetórias, mas sim fazer a galera perceber como tudo tá conectado. Tipo assim, se um aluno conseguir explicar por que a Lua não despenca na Terra ou como os satélites ficam no espaço, já tá no caminho certo.

Eu gosto de ligar isso com o que eles já aprenderam antes. Lá no 1º ano, por exemplo, já falamos de gravidade de forma mais simples. Eles já sabem que tem uma força puxando tudo para o centro da Terra. Agora é o momento de expandir isso para o Sistema Solar e até pro Universo. A ideia é que eles consigam fazer previsões sobre o movimento dos astros, usando ou não tecnologia. Pode ser um software de simulação ou até uma representação simples com bolinhas e barbante. O importante é que eles consigam visualizar as interações gravitacionais.

Uma das atividades que faço é a "Simulação de órbitas com bola e corda". É bem simples e vou te contar como funciona. A gente usa uma bola de tênis pra representar um planeta e uma corda pra simular a força gravitacional. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e levo eles pro pátio da escola. Cada grupo recebe uma bola e uma corda. Um aluno segura a ponta da corda (representando o Sol) e outro faz a bola girar ao redor (o planeta em órbita). Os outros ficam anotando observações sobre o movimento, tipo velocidade e distância da bola em relação ao centro. Isso geralmente leva uns 40 minutos. A reação deles é sempre engraçada; eles se divertem enquanto tentam fazer a bola não sair voando. Da última vez, o João quase acertou a cabeça da Maria com a bola! Mas no fim das contas, eles saem com uma noção prática do que é uma órbita.

Outra atividade que costumo fazer é usar um aplicativo de simulação chamado Stellarium. É um software bem legal que mostra o céu em tempo real. Aí eu pego o projetor da escola, apago as luzes da sala e faço uma imersão com os alunos. Deixo eles explorarem o programa por uns 20 minutos e depois discutimos o que viram: como os planetas se movem, as fases da Lua, essas coisas. Organizamos as cadeiras em círculo pra facilitar a conversa depois. Uma vez, durante essa atividade, a Júlia perguntou por que Marte às vezes parece andar pra trás no céu. Isso aí abriu uma baita discussão sobre movimento retrógrado e foi bacana porque partiu deles.

A terceira atividade é mais voltada pra cálculos e previsões. Chamo de "Desafio das Velocidades". Divido a turma em duplas e dou pra cada uma calculadora, lápis e papel. Eles têm que calcular quanto tempo leva pra um objeto ir daqui até Marte em diferentes velocidades (tipo uma nave espacial). Dou uns dados prontos sobre distâncias e velocidades médias pra eles trabalharem. Essa atividade leva mais tempo, normalmente uns 50 minutos ou até mais dependendo do ritmo da turma. A ideia é eles perceberem a relação entre velocidade, tempo e distância nas viagens espaciais. Teve uma vez que o Carlos ficou super empolgado porque conseguiu calcular certinho quanto tempo uma nave levaria numa velocidade específica. Ele saiu contando pra todo mundo!

Essas atividades ajudam muito porque fazem os alunos entenderem a prática por trás das teorias. Eles saem daquela coisa só teórica de livro e veem como tudo isso tá presente no dia a dia deles ou até nas notícias espaciais que aparecem por aí. E olha, eu vejo que quando eles põem a mão na massa ou participam dessas simulações, conseguem entender melhor as interações gravitacionais.

Claro que tem dia que as coisas não saem exatamente como planejado — bola voando pra tudo quanto é lado, discussão que foge do tema — mas tudo faz parte do aprendizado. E cada vez mais percebo que essa habilidade ajuda eles não só na matéria em si, mas também desenvolve um jeito crítico de olhar pro mundo ao redor.

Bom, espero ter ajudado a entender como eu trabalho essa habilidade na minha turma do 2º ano do Ensino Médio. É sempre bom ouvir experiências diferentes também, então se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar como faz aí na sua escola, vamos trocar ideias! Abraço!

Então, sobre como percebo que os meninos entenderam a habilidade EM13CNT204, eu adoro circular pela sala, ouvir o que eles estão dizendo. Aquele momento em que você tá ali, meio invisível, só escutando e observando como eles lidam com o conteúdo. Tem vezes que eu vejo um grupo discutindo bem animado sobre como a Lua se move em relação à Terra e aí um deles fala algo tipo "Ah, por isso que a gente sempre vê a mesma face da Lua!", dá pra ver na hora aquele clique, sabe? Ou então quando um aluno tenta explicar pro outro usando um exemplo do dia a dia, tipo dizendo que a Terra é como um pião girando e a gravidade é o fio invisível que segura ele. É nesses momentos que você percebe que eles não tão só decorando, mas entendendo o conceito na prática.

Teve uma vez que o João tava ajudando a Luana com uma dúvida sobre as órbitas elípticas. Ela tava meio perdida e ele falou algo como "Imagina se a Terra fosse uma pista de corrida oval, e o Sol tá ali no meio. A gente fica correndo em volta dele sem parar". Além de achar fofo, eu vi que ele realmente tinha compreendido como as órbitas funcionam!

Agora, falando dos erros comuns, tem uns padrões que a gente vai percebendo. Por exemplo, o Lucas vive confundindo massa com peso. Ele fala "Ah, mas na Lua eu vou pesar mais", e aí eu tenho que lembrar ele que na verdade ele vai pesar menos porque a gravidade lá é menor, mas a massa dele vai continuar igual. Esse erro acontece direto porque essa diferença entre massa e peso não é intuitiva pra todo mundo. Quando vejo essas confusões surgindo, costumo parar tudo e fazer uma demonstração prática na hora. Tipo assim, pegar um objeto pesado e um leve e perguntar quem pesa mais aqui e quem pesaria mais na Lua.

Outra confusão comum é sobre o movimento dos satélites. Alguns alunos acham que eles tão parados no espaço porque não veem eles caindo. Aí preciso explicar que eles tão sim caindo, mas tão se movendo tão rápido horizontalmente que nunca chegam a tocar o solo porque a Terra tá sempre "caindo" abaixo deles também. É meio mind-blowing pra alguns deles!

Agora sobre lidar com o Matheus e a Clara, cada um tem suas particularidades né? O Matheus tem TDAH, então manter ele focado é um desafio. Eu tento dividir as atividades em partes menores e mais rápidas pra ele não perder o interesse. Criar jogos rápidos ou desafios curtos funciona bem com ele. Tipo assim, faço ele ser "o detetive das órbitas" por 10 minutos. Dou perguntas curtas e diretas pra ele achar as respostas.

Com a Clara, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista), o esquema é diferente. Preciso de um plano mais previsível e rotineiro. Ela se beneficia muito quando eu uso imagens visuais claras e mapas conceituais pra explicar os movimentos celestes. E apesar de ela preferir ficar mais distante das interações em grupo, quando ela participa, eu percebo que ela gosta de atividades onde cada um tem seu papel bem definido. Trabalhar com modelos tridimensionais dos planetas também foi um sucesso, já que ela consegue tocar e visualizar melhor as coisas.

Uma coisa que não deu certo com nenhum dos dois foi uma vez tentar fazer uma competição em grupo sobre o conteúdo. O Matheus ficou ansioso demais com as regras e a Clara se sentiu desconfortável com o barulho e agitação da galera. Aprendi que preciso adaptar até esse tipo de dinâmica.

Aí, olha só, acho que tá tudo aí sobre como eu lido com essa habilidade no dia a dia da sala. Cada aluno é um universo próprio né? E a gente vai aprendendo junto com eles também. É isso! Até a próxima, galera! brigado por lerem minhas histórias de sala de aula!

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