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EM13CNT203Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Avaliar e prever efeitos de intervenções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanismos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CNT203 da BNCC é um negócio que, na prática, é tipo a gente ajudar os meninos a entender como nossas ações impactam o meio ambiente e, por tabela, a nossa própria vida. Não é só sobre saber o que acontece quando desmatamos uma floresta ou jogamos lixo no rio, mas também prever as consequências dessas ações e entender os processos por trás disso tudo. Aí a ideia é eles conseguirem visualizar e simular esses impactos, seja no caderninho ou usando um software bacana de simulação. Isso se conecta bastante com o que eles já viram em anos anteriores sobre ecossistemas, ciclos da água e do carbono, mas agora a coisa vai um pouco mais fundo. Eles precisam ver como tudo isso afeta de verdade o dia-a-dia deles e das outras formas de vida.

Então, pra trabalhar essa habilidade na minha turma do 2º ano do ensino médio, faz um tempinho que eu venho testando umas atividades. Vou contar algumas que deram certo.

A primeira atividade é uma simulação de impacto ambiental usando uma ferramenta online simples chamada EcoSim. É tipo um joguinho onde eles podem simular o que acontece com o meio ambiente se eles fizerem certas intervenções, tipo desmatar uma área ou construir uma fábrica. O material é basicamente um computador ou tablet com internet – a gente não tem muitos na escola, então os meninos têm que dividir e ir revezando. Eu costumo dividir a turma em duplas ou trios, porque assim eles discutem entre si e trocam ideias. Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos cada. Quando fiz essa atividade pela última vez, a Maria e o Pedro ficaram super empolgados porque conseguiram ver como a qualidade do ar piorava quando colocavam uma indústria perto de uma área residencial no simulador. Eles até brincaram dizendo que nunca mais reclamariam tanto das árvores na rua deles.

Outra coisa que gosto de fazer é uma discussão em sala sobre casos reais de impacto ambiental, tipo assim: falo sobre o desastre em Mariana e como isso afeta tudo — não só o meio ambiente, mas também as comunidades locais e a saúde das pessoas. Não preciso de muito material pra isso, geralmente uso notícias impressas ou vídeos curtos do YouTube sobre o caso. Eu coloco a turma em círculo pra facilitar a conversa e faço algumas perguntas pra guiar a discussão. Dura uma aula inteira de 50 minutos. A última vez que fiz isso com a galera, o Lucas comentou como ele não tinha ideia de que um rio poluído podia impactar tanto na vida das pessoas, tipo dificultando até o acesso à água potável e prejudicando a plantação dos agricultores.

A terceira coisa que faço é levar os alunos para uma atividade prática fora da sala de aula, tipo assim: uma visita ao parque municipal aqui perto da escola. Aí eu peço pra eles observarem as diferentes camadas do ecossistema do parque — as plantas, os insetos, os pássaros — e pensar sobre como cada elemento interage com os outros. Não tem muito material envolvido além de caderninhos pra anotação. Faço grupos maiores pra essa atividade, uns cinco ou seis alunos juntos, porque fica mais fácil acompanhar todo mundo em um espaço aberto. Isso leva umas duas horas no total — incluindo ida e volta até o parque. Na última visita que fizemos, a Ana ficou encantada ao perceber como as árvores grandes ofereciam abrigo para várias espécies menores. Ela até disse que era como se cada árvore fosse um prédio cheio de apartamentos!

Essas atividades ajudam bastante porque tiram um pouco da abstração do que está no livro didático e trazem pra realidade concreta dos meninos. É bacana ver eles conectando o que estudam com o mundo ao redor deles e entendendo a importância de cuidar do meio ambiente.

Bom, espero ter dado uma clareada em como essa habilidade pode ser trabalhada na prática com os meninos! Qualquer dúvida ou ideia nova aí pra compartilhar, estamos aí!

E aí, galera, continuando o papo sobre essa habilidade EM13CNT203. Então, como a gente sabe que a turma tá pegando o conteúdo sem precisar fazer aquela prova formal? Olha, eu percebo isso no dia a dia, quando tô ali circulando pela sala e escutando as conversas deles. Tipo, sabe quando você tá passando pelos grupos e escuta um aluno explicando pro outro? Isso é ouro! Semana passada mesmo, eu tava ouvindo o Joãozinho explicar pra Maria sobre como a poluição de um rio pode afetar não só os peixes, mas todo o ecossistema ao redor. Ele usou uns exemplos que a gente tinha discutido na aula anterior e ainda acrescentou umas ideias dele. Nessa hora, eu pensei: "Ah, esse entendeu."

Outra coisa que eu faço é observar como eles interagem com as atividades práticas. Tem uma que eu gosto muito, que é a simulação de impactos ambientais com um software que a escola tem. Quando vejo que eles estão ajustando as variáveis no programa e discutindo entre eles sobre o que muda quando aumentam a temperatura ou quando reduzem a área verde, dá pra perceber quem tá sacando o negócio. E às vezes, é só questão de olhar pro brilho nos olhos deles quando eles veem os resultados das simulações. Isso mostra compreensão.

Mas olha, nem sempre é perfeito. Tem erros que a galera comete direto nesse conteúdo. Um dos mais comuns é subestimar o impacto das pequenas ações no meio ambiente. Tipo, o Lucas sempre fala: "Ah, mas só uma garrafinha de plástico não vai fazer diferença." E aí eu explico que cada "só uma" acaba se somando e virando um problema gigante. Erros assim acontecem porque eles ainda estão formando essa consciência ambiental. Quando pego esse tipo de erro na hora, tento puxar uma discussão ali mesmo, às vezes envolvendo toda a turma pra eles mesmos se questionarem.

Outra coisa que vejo muito é confundir causa e consequência. A Juliana, por exemplo, já confundiu várias vezes a poluição do ar com o efeito estufa em si. Aí a gente precisa voltar uns passos e esclarecer que uma coisa leva à outra, mas não são exatamente a mesma coisa. O jeito é sempre voltar pro exemplo prático: "Imagina um cobertor pesado de gases ao redor da Terra", aí fica mais fácil entender.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Cada um tem suas necessidades e a gente precisa estar atento a isso. O Matheus tem TDAH e o lance com ele é manter as atividades bem dinâmicas. Se eu deixar ele muito tempo numa atividade só, ele perde o foco fácil. Então, procuro intercalar tarefas curtas e variadas, tipo uma discussão em grupo seguida de uma pequena pesquisa na internet. E também divido as atividades em partes menores pra ele não se sentir sobrecarregado.

Com a Clara, que tem TEA, preciso ajustar algumas coisas também. Pra ela, funciona muito bem ter um roteiro claro do que vai acontecer na aula. Tipo assim: "Primeiro vamos discutir tal coisa, depois vamos fazer isso..." Isso ajuda ela a se organizar mentalmente. E também tento usar materiais visuais bem atrativos porque sei que ela responde melhor a isso do que só texto.

Uma coisa que não funcionou muito bem foi tentar colocar os dois no mesmo grupo pra atividades de cooperação. Achei que ia ser bom eles trabalharem juntos por terem necessidades específicas mas foi confuso demais pros dois. Acabou sendo melhor quando coloquei cada um com colegas que conseguiam integrar e ajudar sem forçar demais.

Bom gente, é isso por hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês de alguma forma aí nas salas de aula por esse Brasil afora. E qualquer dúvida ou ideia nova que vocês tiverem sobre esse tema ou outros, bora trocar figurinha! Abraço!

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