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EM13CNT106Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Avaliar, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais, tecnologias e possíveis soluções para as demandas que envolvem a geração, o transporte, a distribuição e o consumo de energia elétrica, considerando a disponibilidade de recursos, a eficiência energética, a relação custo/benefício, as características geográficas e ambientais, a produção de resíduos e os impactos socioambientais e culturais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente pega pra trabalhar essa habilidade da BNCC, a EM13CNT106, lá na prática mesmo, o que eu vejo é que a ideia é a turma entender direitinho como funciona essa questão da energia elétrica, desde a geração até o consumo. A ideia é os meninos conseguirem pensar criticamente sobre como usamos energia e como isso impacta o mundo ao nosso redor. E olha, isso é mais do que só saber que a luz acende quando aperta o interruptor; é entender tudo que tá por trás disso.

Aí, pra fazer isso, eles precisam avaliar as tecnologias que usamos pra gerar energia, tipo hidrelétricas, eólicas, solares, e pensar na eficiência disso. Por exemplo, não é só saber que a hidrelétrica gera energia, mas também perceber quais são os impactos ambientais disso, se vale mais a pena em termos de custo e benefício quando comparado com outras fontes. E também tem toda uma coisa de entender os impactos sociais e culturais dessa geração de energia.

Lá no 9º ano eles já vinham estudando um pouco sobre tipos diferentes de fontes de energia e os impactos ambientais básicos. Então eles chegam no 1º ano do ensino médio com uma ideia geral sobre como a natureza e a tecnologia se encontram aí na geração de energia, mas ainda sem entrar fundo nessa coisa de avaliar e criticar as escolhas que fazemos. Cabe a nós dar esse empurrão pra eles pensarem além.

Agora, falando das atividades na sala de aula:

Primeira atividade que eu faço com eles é tipo uma roda de conversa sobre as fontes de energia que eles conhecem e usam no dia a dia. Eu levo algumas imagens impressas de diferentes usinas (hidrelétrica, usina solar, usina eólica) e uns gráficos simples sobre consumo de energia do Brasil. A turma se divide em grupos pequenos e cada grupo pega uma imagem e tem uns 10 minutos pra conversar sobre o que sabem daquilo. Depois voltamos pro círculo maior e cada grupo compartilha suas ideias. Isso leva uns 45 minutos no total. Na última vez que fiz isso, o João se empolgou falando sobre como viu uma reportagem sobre energia solar no YouTube. Aí ele puxou a turma pro debate se a energia solar seria viável aqui em Goiânia, considerando o clima. Foi bem legal ver essa conexão com o mundo real.

Outra atividade que faço é um jogo de simulação chamado "Cidade Sustentável". Eu criei um tabuleiro simples onde cada grupo representa uma cidade com diferentes recursos financeiros e desafios ambientais. Eles têm que escolher como vão investir em energia: renovável ou não-renovável. Pra isso uso papel cartão e fichinhas coloridas que representam dinheiro e recursos naturais. Cada rodada é tipo um ano na cidade deles e eles precisam justificar cada escolha que fazem. A turma leva umas duas aulas pra completar tudo isso – são ali umas 2 horas. Os meninos ficam doidinhos! A última vez que jogamos, a Maria Laura insistiu em usar toda a verba da cidade dela em energia solar porque "tem sol demais aqui". E aí o grupo dela ganhou o jogo porque conseguiram manter o balanço entre custos e impacto ambiental.

A terceira atividade é mais visual: eu levo eles pra fazer um passeio no parque Flamboyant aqui em Goiânia pra observar onde tem aquelas estações de energia solar instaladas nas lâmpadas do parque. Antes da visita, peço pra cada um fazer perguntas sobre eficiência energética e impactos visuais dessas instalações. No parque fico guiando eles enquanto observamos as instalações ao vivo. Isso toma uma manhã inteira, mas vale muito a pena. Na última vez fomos com o professor de Geografia junto, ele ajudou a galera a entender melhor o impacto geográfico dessas instalações num espaço urbano. O Rafael ficou surpreso quando percebeu que essas lâmpadas solares reduzem muito o custo com eletricidade do parque.

Enfim, trabalhar essa habilidade é ajudar os alunos a ligarem os pontinhos entre tecnologia, economia e meio ambiente. Quando você vê um aluno como a Marina questionando se pode instalar painel solar na casa dela por causa dos custos e benefícios, você percebe que eles tão começando a pensar criticamente mesmo sobre as escolhas energéticas deles – é aí que tá o ouro! E assim vamos seguindo nesse desafio constante de preparar os meninos não só pro vestibular mas também pra vida cidadã consciente.

E aí, vocês têm alguma estratégia diferente pra abordar esse tema? Gosto sempre de ouvir novas ideias!

Olha, quando a gente pensa em perceber se os meninos entenderam mesmo sem colocar uma prova formal na frente deles, eu vou te falar que é questão de ficar esperto nos detalhes do dia a dia. Tipo assim, enquanto eu tô circulando pela sala, observando as atividades que cada um tá fazendo, você começa a sacar umas coisas. Por exemplo, quando eu vejo a Aline explicando pro Joãozinho porque que não dá pra só consumir energia desenfreadamente sem pensar nas consequências, eu percebo que ela pegou o espírito da coisa. Ela tá ali, usando argumentos que a gente discutiu em aula e relacionando com exemplos do cotidiano deles. Outro momento é na hora das discussões em grupo. A galera se empolga, começa a debater qual seria a fonte de energia mais viável pra determinada situação. Quando eles começam a defender seus pontos de vista com base no que aprenderam, é sinal de que tão internalizando.

Agora, os erros mais comuns que eu vejo... Cara, tem uns que são clássicos. Vou te dar um exemplo. Teve um dia que o Lucas estava convencido de que energia solar era totalmente limpa e sem impacto nenhum no meio ambiente. Ele tava super empolgado, sabe? Mas aí eu precisei puxar ele e explicar que, apesar de ser uma fonte renovável e super importante hoje em dia, existe todo um impacto ambiental na fabricação dos painéis solares. É aquele lance de ver o lado bom e o lado ruim das coisas. E isso acontece porque às vezes eles recebem uma informação mais superficial da internet ou mesmo do senso comum e acabam ficando só com aquela visão simplista.

Pra corrigir esses erros na hora, o que eu faço é sempre tentar trazer mais informações e questionar eles sobre coisas que eles não pensaram ainda. Pergunto sobre o processo de fabricação dos painéis solares ou como funciona a mineração dos materiais necessários. Desafio eles a pensar um pouco além do óbvio.

Agora, falando do Matheus e da Clara, eu tenho que fazer algumas adaptações pra garantir que eles também estejam no barco com a turma toda. O Matheus tem TDAH, então ele precisa de atividades mais dinâmicas e intervalos durante as tarefas. Eu sempre envolvo ele em atividades práticas onde ele possa mexer com as mãos, tipo montar circuitos simples. Isso ajuda ele a focar melhor e participar mais ativamente.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante ter uma rotina bem estruturada e previsível. Eu uso muito recursos visuais com ela – diagramas, esquemas – porque ela responde bem a isso. Além disso, tento sempre dar uma explicação clara antes de qualquer mudança na rotina ou atividade nova pra ela não ficar ansiosa.

Um material diferente que eu uso pros dois é vídeos curtos e animações sobre o tema que estamos estudando. Isso é ótimo porque capta a atenção do Matheus e ajuda a Clara a visualizar conceitos complexos de uma forma mais concreta.

Uma coisa que aprendi é que não adianta querer acelerar o processo. Com o Matheus, se tento forçar muita informação de uma vez só, ele dispersa ainda mais. Com a Clara, já tentei sessões de grupo muito interativas achando que ia ser bom, mas percebi que ela se sobrecarrega rápido com muito estímulo.

Então é isso, galera! No fim das contas, o lance é observar bem cada aluno e ajustar as velas conforme o vento muda. Mais do que seguir um roteiro fixo, a gente precisa ser flexível e prestar atenção nas necessidades individuais de cada um na turma. Isso faz toda a diferença na aprendizagem deles.

Espero ter ajudado de alguma forma! E aí na escola de vocês, como vocês têm trabalhado essas questões? Até mais!

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