Voltar para Ciências da Natureza e suas Tecnologias 2º EM Ano
EM13CHS606Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar as características socioeconômicas da sociedade brasileira - com base na análise de documentos (dados, tabelas, mapas etc.) de diferentes fontes - e propor medidas para enfrentar os problemas identificados e construir uma sociedade mais próspera, justa e inclusiva, que valorize o protagonismo de seus cidadãos e promova o autoconhecimento, a autoestima, a autoconfiança e a empatia.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu vejo essa habilidade EM13CHS606 da BNCC, eu penso assim: a gente tá falando de ajudar os meninos a entenderem como o Brasil funciona em termos de economia e sociedade. Eles precisam pegar dados, mapas, e outras informações, e não só entender o que tá ali, mas também pensar em como melhorar as coisas. Vai além de só saber que existe pobreza ou desigualdade. Eles têm que propor soluções práticas e pensar em como isso tudo afeta a vida real deles. É meio como se eles fossem pequenos planejadores do futuro, sabe?

E aí, tem uma ligação forte com o que eles já trazem do 9º ano, que é quando começam a mexer com gráficos e tabelas de forma mais intensa. Então, quando chegam no 1º ano do Ensino Médio, já dá pra aprofundar essa questão de análise crítica. O desafio é fazer a transição de só olhar pros números pra começar a questionar o porquê das coisas e como dar um jeito nisso.

Vou compartilhar três atividades que eu faço aqui na sala pra trabalhar isso tudo. A primeira é um "análise de dados com recorte local". Eu pego dados socioeconômicos do IBGE ou de sites confiáveis sobre Goiânia e Goiás. Coisa simples, tipo acesso à educação, saneamento básico, emprego. Aí divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos pra eles discutirem esses dados. Cada grupo tem que identificar um problema específico e sugerir soluções viáveis. Eles têm uma aula pra isso, e depois apresentam pra classe.

Na última vez que fiz essa atividade, o grupo da Ana Clara trouxe uma ideia super interessante sobre melhorar o transporte público aqui em Goiânia pra facilitar o acesso ao trabalho em outras áreas da cidade. O mais legal foi ver a Ana Clara defendendo o ponto dela com tanta paixão que os colegas ficaram super engajados na discussão. Isso mostra o quanto eles se sentem parte do processo.

Outra atividade é o "mapa da empatia". É mais prática e leva duas aulas. Primeiro, dou um mapa do Brasil dividido por regiões e alguns dados socioeconômicos básicos sobre cada uma delas. Peço pra turma imaginar como seria viver em cada uma dessas regiões, considerando as condições apresentadas. Dessa vez cada aluno faz individualmente um pequeno texto ou cartinha colocando-se no lugar de alguém daquela região.

É incrível como essa atividade mexe com eles. O último que me vem à cabeça foi o João Pedro, que escolheu falar sobre viver na Amazônia com dificuldades no acesso à saúde. Ele trouxe um texto tão bem feito e cheio de empatia que nós lemos na sala e virou tema de debate por quase meia aula!

A terceira atividade é uma espécie de "projeto social fictício". Dou liberdade total pra eles criarem um projeto que pudesse melhorar algum aspecto socioeconômico da cidade ou até mesmo da escola. Aqui eles têm mais tempo – geralmente umas três aulas – porque precisam pesquisar bastante e desenvolver uma apresentação com slides.

Da última vez, a Maria Eduarda e o grupo dela inventaram um projeto voltado para reciclagem na escola que envolvia até os moradores do entorno da escola. Eles pensaram num jeito de envolver todo mundo e ainda fazer parcerias com empresas locais. Foi muito bacana ver eles pensando grande assim. E olha que a galera ficou tão animada com a ideia que até estamos tentando ver se não dá pra implementar algo parecido na real!

O interessante dessas atividades é ver a evolução dos alunos ao longo do tempo. No começo, muitos ficam perdidos com tantos dados e informações. Mas conforme vão se engajando nas discussões e atividades práticas, eles começam a desenvolver um olhar crítico sobre os problemas sociais e econômicos ao seu redor. Além disso, dá pra perceber um grande crescimento na capacidade deles de trabalhar em equipe e apresentar suas ideias com clareza.

E o mais gratificante é ver como essas discussões e projetos ajudam a despertar neles uma vontade de serem agentes de mudança na sociedade. Dá um orgulho danado! Enfim, é sempre um aprendizado mútuo e cada aula é única com essa moçada.

Bom, é isso aí galera! Espero que essas ideias possam ser úteis pra vocês nas salas de aula também. Vamos continuar trocando experiências por aqui porque sempre tem coisa nova pra aprender e ensinar! Abraços!

e lá do 9º ano eles já vêm com uma noçãozinha de mapa, gráfico, essas coisas, mas aqui no ensino médio a gente aprofunda mesmo. E vou te falar, a maneira que eu vejo que um aluno entendeu de verdade não é só pela prova formal. A gente, professor, acaba desenvolvendo um faro pra essas coisas, né? Quando tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas, dá pra perceber aquele momento em que a ficha caiu pra eles.

Teve uma vez que eu tava andando entre as mesas e o Pedro e a Luana estavam discutindo um gráfico de distribuição de renda. Eu escutei o Pedro falando "Ah, mas se a gente pensar em como o governo gasta com educação, dá pra ver que tem muita coisa que podia ser melhorada aqui". Naquele momento, eu pensei "ahá, esse entendeu". Eles estavam pegando aquela informação crua e transformando em algo que faz sentido na realidade deles.

E quando um aluno explica pro outro é mágico também. A Ana é ótima nisso, adora ajudar os colegas. Na semana passada, ela tava explicando pro Lucas sobre um mapa de desenvolvimento humano e usou exemplos da própria cidade pra ele entender melhor. Ver ela articulando tudo aquilo me deu a certeza de que ela não só decorou o conteúdo, mas realmente internalizou.

Agora, os erros comuns... Ah, esses são clássicos! Muita gente tem dificuldade com interpretação de gráficos e mapas. O João quase sempre confunde as escalas dos mapas. Ele olha um mapa do Brasil e acha que cada centímetro representa a mesma coisa em todos os mapas. Tenho que lembrar ele que depende do tipo de mapa. É uma confusão que acontece porque às vezes eles não entendem que cada mapa tem sua própria escala e propósito. Quando pego esse erro na hora, geralmente paro tudo e faço uma comparação bem visual na lousa pra todo mundo. Isso sempre ajuda.

Outro erro comum é quando eles pegam estatísticas de um jeito muito literal. A Carla uma vez leu um número sobre desemprego e achou que aquilo representava todo mundo na mesma situação sem considerar as diferenças regionais ou demográficas. Daí eu aproveito pra discutir com a turma toda sobre o contexto por trás dos números, porque entender o contexto é tão importante quanto saber os números.

Com o Matheus que tem TDAH, eu preciso adaptar algumas atividades pra manter ele focado. Eu uso muito quebra-cabeças ou jogos de cartas com informações. Isso faz ele se envolver mais porque precisa agir rápido e prestar atenção no que tá fazendo. E dou umas pausas pras atividades mais longas, pra ele não se perder no meio do caminho.

E com a Clara, que tem TEA, eu já descobri que ela funciona bem com rotinas bem definidas e previsíveis. Então sempre explico como será cada atividade antes de começar, usando cartões visuais com passos bem claros. Uma vez tentei usar um aplicativo de mapas interativos na aula achando que ia ser super legal, mas ela ficou mais confusa do que empolgada porque as coisas mudavam muito rápido na tela. Depois disso, voltei pras atividades mais simples e previsíveis pra ela.

Bom, acho que é isso por hoje! Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências também, tô aqui pra trocar ideias! Até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13CHS606 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.