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EM13CNT206Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Discutir a importância da preservação e conservação da biodiversidade, considerando parâmetros qualitativos e quantitativos, e avaliar os efeitos da ação humana e das políticas ambientais para a garantia da sustentabilidade do planeta.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, essa habilidade EM13CNT206 da BNCC é uma daquelas que parecem meio complicadas à primeira vista, mas quando você vai ver, dá pra trabalhar de um jeito bem prático. O lance é discutir a importância da biodiversidade e como nossas ações e as políticas ambientais impactam isso tudo. Na prática, o aluno tem que conseguir entender a diferença entre preservar e conservar a biodiversidade e o quanto essas ações são essenciais pra sustentabilidade do planeta. Tipo assim, é saber que não é só sobre salvar as plantas e animais, mas garantir que eles continuem vivendo no ecossistema deles sem que a gente cause um estrago maior.

Os meninos já vêm com uma base do primeiro ano sobre questões ambientais, ciclos naturais e impactos da ação humana na natureza. Meu trabalho agora é fazer eles enxergarem o quadro maior: não é só falar dos desmatamentos e das queimadas, mas também dos parâmetros qualitativos e quantitativos que envolvem tudo isso. E o mais importante: como as políticas públicas entram nesse cenário todo.

A primeira atividade que faço com eles é uma roda de conversa sobre notícias recentes relacionadas ao meio ambiente. Eu levo algumas reportagens impressas de jornais e revistas que falam sobre desastres ambientais, medidas de preservação ou efeitos das mudanças climáticas. A turma é dividida em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos, e cada grupo fica responsável por ler e discutir uma das reportagens. Depois de uns 20 minutos discutindo entre eles, a gente se junta numa roda maior pra compartilhar o que cada grupo entendeu. É incrível como essa atividade agita a galera! A última vez que fiz isso, a reportagem sobre a situação do Pantanal pegou fogo, mas no bom sentido! O Lucas ficou indignado com o tanto de queimadas que ainda acontecem por lá e começou a questionar como as leis ambientais funcionam na prática. Foi bem bacana ver ele puxando esse fio.

Outra atividade que rola bem é quando saímos da sala e vamos pro parque mais próximo da escola. Lá os alunos fazem uma espécie de inventário da biodiversidade local. Cada grupinho recebe uma ficha simples pra anotar as espécies de plantas e animais que conseguem identificar. Já aviso: não precisa ser nada muito técnico, o importante é observar e registrar o máximo possível. Passamos cerca de uma hora nessa observação. A reação dos meninos é sempre de surpresa, porque descobrem uma quantidade enorme de vida num espaço que muitas vezes passam batido no dia a dia. A Júlia, por exemplo, ficou encantada ao ver uma abelha numa florzinha qualquer e começou a perguntar sobre polinização, o que acabou levando nossa conversa para um caminho além do planejado. E são essas espontaneidades que mais gosto!

Por último, tem uma atividade em sala de aula mesmo que envolve mapas mundiais. Aqui, usamos mapas simples impressos em preto e branco pra não complicar muito e deixar os meninos colorirem de acordo com as áreas mais críticas em termos de preservação ambiental pelo mundo. Cada grupo escolhe um país ou região específica pra pesquisar e destacar as principais ameaças à biodiversidade local. Essa pesquisa leva uns dois encontros pra ser finalizada – um pra pesquisa e outro pra apresentação dos resultados pros colegas. O interessante dessa atividade foi quando a Mariana escolheu trabalhar com Madagascar e descobriu sobre a alta taxa de endemismo lá, ou seja, espécies que só existem naquele lugarzinho específico do mundo! A pesquisa dela fez todo mundo refletir sobre a responsabilidade global na hora de pensar em preservação.

E aí tá a moral da história: quando os meninos conseguem conectar o que aprendem na escola com o mundo real, tudo faz mais sentido! E nessas atividades eles não só discutem a importância da biodiversidade mas também entendem os efeitos das ações humanas e as políticas ambientais envolvidas nisso tudo.

Trabalhar essa habilidade tem sido um desafio bacana porque é visível como eles começam a ter mais consciência ambiental e interesse pelo tema. Acredito que nosso papel como professores também é despertar esse olhar crítico neles, porque afinal eles são os adultos de amanhã. E se cada um fizer sua parte agora na escola, já imagino um futuro bem mais verde pra todos nós.

Bom, é isso aí! Espero que essas ideias sejam úteis pra vocês também! Sempre é bom poder trocar figurinhas por aqui e ouvir como outros colegas estão lidando com esses temas nas suas salas de aula também. Um abraço!

E aí, continuando... Uma coisa que eu curto muito é observar os meninos no dia a dia, sabe? Sem ser naquela pressão de prova, só vendo como eles lidam com o conteúdo. Dá pra perceber quando eles realmente entenderam o assunto quando você pega eles explicando um pro outro de um jeito que faz sentido. Teve uma vez que eu tava circulando pela sala e vi a Júlia ajudando o Pedro. Eles estavam falando sobre uma atividade de identificar espécies de plantas locais e a Júlia disse algo tipo "Olha, Pedro, se essa árvore não estivesse aqui, o que aconteceria com os bichos que vivem nela? E se a gente só ficasse plantando uma espécie em todo lugar, como seria?" Aí eu pensei: ela entendeu a importância da diversidade e das relações ecológicas.

Outro momento legal foi quando o Lucas durante uma roda de conversa falou algo que me deixou de queixo caído. Ele disse: "Gente, a gente tem que cuidar da água não só porque é importante pra gente beber, mas porque os rios são parte da casa de muitos animais. Se a gente poluir, eles vão morrer ou ter que ir embora." Cara, deu pra ver que ele sacou a relação direta entre as ações humanas e o impacto ambiental.

Agora, sobre os erros mais comuns... A galera às vezes confunde preservar com conservar. A Isabela é um exemplo. Ela chegou e falou "Ah, professor, se não mexer em nada é melhor, né?" E aí eu tive que explicar que preservar geralmente é isso mesmo, deixar intocado, mas conservar é tipo usar os recursos de um jeito que não destrói tudo. Isso vem porque eles acham que as duas palavras são sinônimas no dia a dia e não entendem as nuances científicas e práticas. Quando pego esse erro na hora, eu paro e pergunto pra turma: "E aí, qual a diferença mesmo?" Gosto de fazer eles refletirem e discutirem antes de dar a resposta.

Tem também o caso da Marina que sempre acha que políticas ambientais são só sobre parar de desmatar. Aí eu sempre puxo pra ela pensar nas políticas para energias limpas, tratamento de resíduos e por aí vai. Isso acontece porque muitas vezes eles têm uma visão limitada, baseada no que veem na TV ou nas redes sociais. Quando pego essas confusões logo, costumo trazer exemplos concretos ou dados atuais que mostram a amplitude das ações ambientais.

E sobre o Matheus e a Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de uma abordagem um pouco diferente. Eu tento dividir as atividades em partes menores pra ele não perder o foco. Tipo assim, em vez de uma longa leitura sobre biodiversidade, divido em trechos curtos com perguntas diretas pra ele responder ali na hora. Isso ajuda ele a não se perder no meio do caminho. Às vezes uso vídeos mais curtos e dinâmicos porque seguram melhor a atenção dele.

Com a Clara, que tem TEA, o lance é garantir rotina e clareza nas atividades. Uso materiais visuais bem claros e procuro sempre avisar antecipadamente qualquer mudança na aula. Uma vez mudei o formato do trabalho sem avisar e percebi que ela ficou bastante desconfortável. Desde então, sempre aviso antes e explico direitinho o que vamos fazer. Outra coisa que funciona bem são os infográficos coloridos e bem organizados, ajudam ela a entender melhor os conceitos.

As atividades práticas são ótimas tanto pro Matheus quanto pra Clara. Quando fomos fazer uma saída de campo pra observar plantas, consegui engajar ambos com tarefas específicas: Matheus ficou responsável por tirar fotos e Clara por desenhar o que via. Isso fez muita diferença!

Bom, pessoal, acho que por enquanto é isso! Espero ter dado umas boas ideias aí pra vocês lidarem com esses desafios em sala de aula. Vou ficando por aqui hoje porque já falei demais! Abraços!

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