Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF69AR08 da BNCC, a ideia é ajudar os meninos a entenderem que dentro do mundo das artes tem um monte de profissões diferentes e cada uma delas tem um papel específico. Tipo assim, tem o artista que cria a obra, o artesão que faz peças mais manuais e muitas vezes funcionais, o produtor cultural que organiza eventos e exposições, o curador que escolhe e organiza as obras num museu ou galeria, e o designer que pensa na estética e funcionalidade dos objetos. A gente quer que eles consigam diferenciar essas funções e perceber como cada uma se encaixa no sistema das artes visuais.
Na prática, os alunos precisam ser capazes de identificar essas categorias nas exposições de arte ou mesmo quando veem alguma obra na internet. Eles têm que conseguir dizer algo como "Ah, isso aqui foi feito por um artesão" ou "Esse evento tem dedo de um produtor cultural". O legal é que no 6º ano eles já começaram a ter um contato com o básico das artes visuais, então agora no 7º ano a gente pode aprofundar mais nessas questões das carreiras e papéis no mundo da arte.
Bom, vou contar como eu trabalho isso com a galera aqui na escola. Uma atividade que eu adoro fazer é chamada "Dia dos Profissionais da Arte". E olha só, não precisa de muita coisa: uns cartazes grandes de papel kraft, canetinhas e imagens impressas de obras de artistas conhecidos, peças de artesanato, algumas imagens de eventos culturais famosos e fotos de museus e exposições. Eu divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo fica responsável por um tipo de profissional. A ideia é eles pesquisarem sobre aquele papel, fazerem um cartaz bem legal explicando e apresentarem pros colegas.
Essa atividade leva umas duas aulas, porque primeiro eles pesquisam e montam o cartaz, aí na segunda aula apresentam. Na última vez que fizemos, a Ana ficou toda empolgada com o grupo dela sobre designers. Ela trouxe até umas revistas de casa pra mostrar uns exemplos pras amigas. Eles costumam reagir bem porque é algo visual e dinâmico. E sempre dá pra ver uns talentos escondidos nas apresentações.
Outra coisa que eu faço é uma visita virtual a museus. Na verdade, a gente usa o projetor da sala pra isso. Tem vários museus que disponibilizam tours virtuais gratuitos na internet. Eu organizo uma lista de perguntas pra eles responderem durante esse passeio virtual: "Quem é o artista dessa obra?", "Qual seria o papel do curador aqui?", coisas assim. A turma toda vê junto no projetor e vai anotando as respostas no caderno. Leva uma aula inteira essa atividade.
O legal é que os meninos ficam fascinados com aquelas obras grandiosas e lendárias. Outro dia, durante uma dessas visitas, o Pedro ficou surpreso em saber que tinha gente cujo trabalho era só escolher onde cada quadro ia ficar numa exposição. Ele disse "Professor, isso deve ser mó legal!" Dá pra ver que abre a mente deles para novas possibilidades.
A terceira atividade é um debate em sala sobre as diferenças entre artista e artesão. Pra isso, só preciso de dois vídeos curtos: um mostrando um artista famoso pintando um quadro numa galeria moderna e outro mostrando um artesão local trabalhando com barro numa feira. Eles assistem os vídeos – dá uns 10 minutos no total – e depois eu divido a turma em dois grupos pra debater sobre as diferenças que perceberam.
Essa atividade gera discussões bem interessantes. Por exemplo, da última vez o João levantou a questão se um artesão poderia ser considerado um artista também. Isso deu pano pra manga! Os meninos começam a questionar rótulos e pensar fora da caixinha.
No final dessas atividades, dá pra ver como eles começaram a perceber melhor as diferenças entre as profissões ligadas às artes visuais. E não é só entender os nomes bonitos não. É realmente entender o que cada profissional faz no dia a dia e como eles se conectam dentro desse universo todo.
E olha, eu sempre digo pros meninos que explorar essas profissões é importante porque pode ser uma inspiração pro futuro deles. A gente nunca sabe quem vai se apaixonar por alguma dessas áreas e seguir carreira aí.
Por fim, acho importante reforçar que essas atividades não exigem muito recurso nem nada super elaborado. Com criatividade dá pra trabalhar tudo isso mesmo com os poucos materiais que temos na escola pública. E os alunos ficam felizes porque sentem que estão aprendendo algo significativo sobre o mundo ao seu redor.
Então é isso! Espero ter ajudado vocês aí com umas ideias pra trabalhar essa habilidade na sala de aula. Qualquer coisa estamos aqui pra trocar experiências!
Aí, pessoal, quando a gente tá na sala de aula, dá pra perceber direitinho quando os meninos começam a entender a tal da habilidade EF69AR08. Não precisa nem de prova formal, é algo que vai acontecendo ali no dia a dia. Vou explicar como é que eu percebo isso. Quando eu tô andando pela sala e vejo os alunos conversando entre si, muitas vezes eles começam a usar o vocabulário correto, falam em "curador", "produtor cultural", com naturalidade. Como uma vez que a Ana Clara tava explicando pro João que o papel do designer não era só fazer algo bonito, mas também funcional. E ela ressaltou isso com exemplos de objetos do cotidiano. Aí você vê que a coisa tá entrando na cabecinha deles.
Outra situação legal é quando um aluno ajuda o outro a entender alguma coisa. Tipo o Lucas, que é bom em tecnologia, mostrando pro Pedro como o curador usa programas digitais pra organizar exposições virtuais. Isso aí é aprendizado que não tá no livro, mas que mostra que eles captaram o espírito da coisa. Às vezes eu vejo isso acontecer e fico só ouvindo de canto de ouvido, tentando não atrapalhar esse momento mágico.
Agora, nem tudo são flores, né? Sempre tem aqueles erros que a galera comete e que a gente tem que corrigir no caminho. Um erro comum é confundir um pouco os papéis entre artista e artesão. Teve uma vez que a Sofia tava falando sobre um escultor famoso e chamou ele de artesão. Aí eu parei e expliquei que enquanto o artesão trabalha mais com peças utilitárias, o artista geralmente tá focado na expressão pessoal e estética. Mas olha, esses erros acontecem porque é tudo muito novo pra eles e às vezes as definições se misturam na cabeça dos meninos.
E quando eu pego esses erros no pulo, procuro sempre corrigir de uma maneira que eles consigam visualizar a diferença. Uma coisa que funciona bem é usar exemplos concretos do dia a dia deles. Então falo de coisas como um vaso de cerâmica feito por um artesão e uma escultura de mármore num museu feita por um artista, pra ajudar a clarear as ideias.
E temos também uns desafios dentro da sala de aula com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara que tem TEA. Cada um tem suas necessidades específicas e a gente precisa tá atento pra ajudá-los da melhor forma possível. Pro Matheus, eu tento sempre fazer atividades mais dinâmicas e dividir o tempo em blocos menores pra manter ele focado. Jogos rápidos ou discussões em grupos pequenos funcionam bem com ele porque ele pode se movimentar e interagir mais.
Já com a Clara, o negócio é diferente. Ela gosta de uma rotina bem definida e atividades mais previsíveis. Então sempre aviso antes quando vamos mudar de atividade ou quando algo diferente vai acontecer. Uso recursos visuais mais claros pra ajudar ela a entender o conteúdo, tipo cartazes com imagens grandes e coloridas.
Uma coisa que deu certo foi usar fones de ouvido com música ambiente para os dois em certas atividades, isso ajuda eles a se concentrarem no próprio ritmo sem tantas distrações externas. Mas uma vez tentei uma atividade ao ar livre achando que ia ser bacana pra todo mundo espairecer e acabou sendo caos total pro Matheus porque ele ficou agitado demais sem as paredes da sala pra se sentir seguro.
Bom, pessoal, compartilhar essas experiências sempre me faz refletir sobre como cada aluno tem seu jeito único de aprender e como nós professores precisamos ser flexíveis nas nossas estratégias. Cada dia na sala é uma nova aventura e é isso que mantém a paixão por ensinar viva dentro da gente. Espero ter ajudado vocês com essas histórias do dia a dia. Vamos trocando ideias por aqui! Um abraço!