Oi pessoal, tudo bem? Hoje eu vim aqui pra compartilhar como ando trabalhando a habilidade EF69AR22 da BNCC com a minha turma do 7º ano. Essa habilidade fala sobre explorar e identificar diferentes formas de registro musical. Vou explicar com as minhas palavras: a coisa é fazer os meninos entenderem que música não é só aquela partitura clássica que a gente vê em livros de música, sabe? Tem outros jeitos de registrar música, tipo partituras criativas e as maluquices da música contemporânea, além de mexer com gravação em áudio e vídeo.
Na prática, o que o aluno precisa conseguir fazer? Bom, eles têm que saber não só ler uma partitura tradicional, mas também criar as próprias partituras de formas diferentes. É como transformar a ideia deles em algo que pode ser lido e tocado por outra pessoa. O pessoal já vem do 6º ano com uma noção de notas musicais e sabe reconhecer uma partitura básica. Então, agora, a gente estica isso pra incluir formas mais criativas de registro.
Vamos pras atividades que eu costumo fazer. A primeira é o "Desafio da Partitura Criativa". Eu dou pra eles papel A3 em branco e lápis de cor. A ideia é cada grupo criar uma partitura usando símbolos inventados por eles mesmos. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 pessoas e deixo eles se esbaldarem por uns 40 minutos. Olha, é impressionante como cada grupo tem uma ideia diferente! Teve uma vez que o grupo da Mariana fez uma partitura usando emojis, e até que fez sentido quando tocaram (ou tentaram tocar) depois. Eles reagem super bem porque solta um pouco as amarras da leitura tradicional. Sem contar que rola muita risada na hora de tocar a música.
Aí tem também a atividade do "Clube da Partitura". Essa envolve pesquisa e é um pouco mais técnica. Eu levo alguns livros e cópias de partituras famosas – tanto tradicionais quanto contemporâneas – tipo Stravinsky e John Cage. Divido a sala em duplas e peço pra analisarem as diferenças entre elas. Depois, cada dupla tem que apresentar suas conclusões pro resto da turma. Essa leva uns 50 minutos, porque eles precisam de tempo pra pesquisar e preparar a apresentação. Quando fiz isso pela última vez, o Pedro e a Ana descobriram uma partitura do John Cage que parecia um rabisco! Rendeu ótimas discussões sobre o que é música.
Por último, faço a "Oficina de Gravação". Eu trago meu violão, mas também peço pros alunos trazerem instrumentos se tiverem (até mesmo reciclados). A gente forma uma bandinha improvisada e grava uma música usando o celular mesmo. Aqui o lance é mostrar como gravar pode ser parte do processo criativo. A turma adora porque a aula vira quase um showzinho particular. Demora cerca de uma hora, porque além de gravar, eles ouvem as gravações pra ver o que deu certo ou não. Lembro que numa dessas o Lucas improvisou um rap no meio da gravação e todos adoraram.
O legal dessas atividades é ver como os meninos vão além das expectativas e começam a entender música em outra dimensão. E nessas horas eu me lembro por que me apaixonei pela docência: é maravilhoso ver essa evolução acontecendo bem diante dos nossos olhos. E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade com suas turmas? Vamos trocar umas ideias!
E aí vamos seguindo juntos nessa jornada, porque ensinar arte nunca é só sobre música ou desenho; é sobre abrir caminhos pra galera se expressar melhor no mundo. Abraço!
Na prática, o que o aluno precisa conseguir fazer? Bom, ele precisa se sentir à vontade pra criar e interpretar a música no papel ou em qualquer suporte que a gente use. Agora, vocês vão me perguntar: “Carlos, como você sabe que o aluno aprendeu isso sem aplicar uma prova?" Olha, é muito mais sobre percepção do que qualquer outra coisa.
Quando eu tô circulando pela sala e ouço os meninos conversando, às vezes vejo o João explicando pra Maria como ele conseguiu desenhar músicas engraçadas usando símbolos estranhos que só ele entende. É ali que eu vejo que ele pegou o espírito da coisa. Ou quando a Camila inventa um jeito novo de anotar a melodia que ela criou porque não gostou da forma tradicional. Ela me mostra e, mesmo que não esteja “certo” nos padrões tradicionais, ela entendeu que pode expressar a música de uma forma pessoal.
E eu amo quando vejo um aluno ajudando outro. Dia desses, o Pedro tava com dificuldade de entender como fazer uma anotação de ritmo. A Beatriz foi lá e disse: "Pensa como se você estivesse batendo na mesa seguindo aquela música do TikTok que você adora." Pronto! O Pedro fez na hora, entendeu rapidinho. Nesses momentos, sei que eles estão entendendo mais do que só decorar teoria.
Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, os meninos muitas vezes confundem os sinais de pausa com os de som. O Lucas é famoso por isso. Ele faz uma linha cheia de pausas achando que são notas. Quando pego esse erro na hora, vou lá e faço uma brincadeira: "Lucas, vamos transformar essas pausas em som? Como se fosse um filme mudo virando musical!" Aí ele ri e consegue corrigir.
Outro erro comum é quando tentam fazer tudo muito certinho e ficam frustrados quando não conseguem. A Letícia já chegou chorando porque a partitura dela tava cheia de rabiscos. Expliquei pra ela que música também é bagunça organizada e que tá tudo bem errar e tentar novamente. Com isso, ela relaxou e começou a ser mais criativa.
Agora, falando do Matheus e da Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente... Com o Matheus, preciso estar sempre atento pra variar as atividades. Se a aula fica muito monótona, ele começa a se distrair fácil. Pra ele, eu sempre planejo intervalos ativos onde ele pode fazer atividades físicas rápidas entre as tarefas musicais. Também uso materiais coloridos pra chamar atenção dele nas partituras criativas. Funcionou super bem quando deixei ele usar canetinhas coloridas pra destacar diferentes partes da música.
Já com a Clara, faço adaptações no ritmo e no ambiente. Ela se sente mais confortável quando sabe exatamente qual será o próximo passo. Então eu costumo dar um roteiro da aula pra ela antes de começar qualquer atividade nova. Isso ajuda a Clara a se preparar mentalmente e evita surpresas que possam deixá-la desconfortável. Pra melhorar o foco dela, uso fones com música ambiente suave enquanto ela trabalha nas partituras. Ajuda bastante a reduzir estímulos externos.
Teve uma vez que achei que seria legal misturar todo mundo em grupos grandes pra fazer um projeto musical conjunto. Achei que ia ser interessante pra integração de todos, mas percebi que pro Matheus e pra Clara foi um pouco caótico demais. Depois disso, voltei a usar grupos menores ou duplas para essas atividades maiores.
Bom pessoal, é isso! É desafiador às vezes, mas gratificante ver eles explorando novas formas de expressar música e se ajudando mutuamente no processo. Espero ter dado boas ideias aí pra vocês também! Abraço!