Parecer descritivo para crianças de 5 anos (Pré II)

Guia de escrita + 5 modelos prontos para adaptar

EP
Equipe Pedagógica Profez
Atualizado em julho de 2026Usado por 12.000+ professores

O Pré II fecha a Educação Infantil e prepara a transição para o 1º ano — o parecer desse período é também um documento de passagem, que a professora do Fundamental vai ler.

Como escrever esse parecer (antes de copiar qualquer modelo)

Olha, minha gente, o parecer descritivo de uma criança de 5 anos no Pré II é um documento muito importante. Ele fala direto com a família, com a professora que vai receber essa criança no 1º ano e também compõe o dossiê da criança na escola. É um registro valioso que ajuda a entender como essa criança está se desenvolvendo, suas conquistas e os desafios que ainda enfrenta. Mas vamos lembrar: o parecer descritivo não é um relatório clínico nem um espaço pra etiquetas ou rótulos. Ele não deve ser usado pra diagnosticar ou classificar a criança. Já vi muitos pareceres voltarem pra reescrita, viu? Às vezes, porque eram só uma lista de habilidades sem vida ou porque traziam julgamentos subjetivos do tipo "ele é muito inteligente" ou "ela é preguiçosa". Parecer assim não ajuda ninguém.

Então, como fazer um bom parecer? Começa lá na observação do dia a dia. Ao longo do período, é essencial registrar cenas concretas e falas das crianças, além de produções e tentativas delas. Por exemplo, na escrita espontânea, observe se a criança rabisca, desenha letras soltas ou forma palavras que vê no cotidiano. Já vi crianças desenhando cardápios de brinquedo e na hora de brincar de lanchonete escrevem "suco" na sua própria grafia — esse tipo de coisa que dá riqueza ao parecer. Nas noções matemáticas do cotidiano, repare se durante uma brincadeira ela conta os passos até chegar à bolinha ou se organiza elementos por cor ou tamanho. A convivência também é um ponto chave — observe como se comunica com os colegas ou como reage em situações de conflito. E a autonomia? Veja se ela já consegue guardar seus materiais, arrumar a mochila ou pedir ajuda quando precisa.

Agora vamos aos erros mais comuns que vejo por aí. Primeiro, frases vazias do tipo "Ela se desenvolve bem". O que isso quer dizer? Melhor seria algo como: "Maria demonstra interesse pelas propostas e frequentemente verbaliza suas ideias ao grupo". Outra coisa é o julgamento em vez da descrição, como "João é muito bagunceiro". Que tal substituir por algo concreto? "João tem dificuldade em manter-se focado nas atividades propostas e frequentemente precisa de mediações para retomar a concentração." Outro problema é copiar e colar textos trocando só o nome da criança. Cada criança tem seu próprio caminho; respeitem isso! E cuidado com a linguagem que rotula — nada de chamar a criança de "tímida" ou "agitada". Em vez disso, diga: "Carla prefere observar antes de participar das rodas de conversa."

Pra fechar bem o parecer, é sempre bom indicar continuidades e encaminhamentos. Pense no que virá para aquela criança no 1º ano. Se ela já demonstra curiosidade por letras e números, você pode sugerir que continue explorando essas áreas através de jogos e histórias. Se a convivência é um aspecto em desenvolvimento, proponha experiências para fortalecer a socialização. E lembre-se sempre: o objetivo é dar continuidade ao trabalho já iniciado. Não estamos aqui pra apontar falhas sem solução, mas sim pra propor caminhos.

Espero que essas dicas ajudem vocês a escreverem pareceres ricos e significativos. Vamos lembrar sempre que cada parecer é uma peça única dessa linda jornada que as crianças estão começando. Então vamos caprichar, viu?

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Modelos prontos de parecer descritivo — 5 anos (Pré II)

5 exemplos completos, um por perfil. Os nomes são fictícios — adapte as cenas ao que você observou na sua turma.

Modelo 1Escreve nome e arrisca escritas espontaneas

Durante o primeiro semestre, o Pedro tem demonstrado interesse crescente pelas atividades de escrita. Ele já escreve o próprio nome com segurança e frequentemente se engaja em escritas espontâneas durante as brincadeiras de escritório, criando “cartas” e “listas de compras”. Observa-se que ele explora diferentes letras e tenta combinar sons, revelando curiosidade sobre os usos da linguagem escrita.

No campo das noções matemáticas cotidianas, Pedro identifica quantidades até dez com facilidade e participa ativamente das brincadeiras que envolvem contagem. Na convivência com os colegas, colabora nas atividades em grupo, mostrando-se disponível para ajudar quando solicitado. Para o próximo semestre, será enriquecedor oferecer a Pedro desafios adicionais na área da escrita, como pequenos projetos que envolvam leitura de palavras simples, para apoiar seu desenvolvimento nessa transição para o Ensino Fundamental.

Modelo 2Conta alem de 20 e gosta do calendario

No decorrer do semestre, Isabel revelou grande afinidade com números e conceitos matemáticos. Ela conta até além de vinte sem dificuldade e demonstra habilidade em comparar quantidades nos jogos de tabuleiro. É notório seu fascínio pelo calendário da sala, onde frequentemente marca datas importantes e observa a passagem dos dias.

Isabel participa ativamente das atividades em grupo e demonstra preocupação em dividir os materiais de maneira justa entre os colegas. Ela também expressa interesse em ajudar na organização das atividades diárias da turma. Para fortalecer sua autonomia e prontidão para o Ensino Fundamental, será valioso envolvê-la em propostas que integrem suas habilidades matemáticas com resolução de problemas em contextos variados, promovendo ainda mais sua confiança e segurança.

Modelo 3Ansioso com a ida pro 1o ano

No primeiro semestre, Lucas apresentou algumas inquietações relacionadas à transição para o Ensino Fundamental. Ele expressou ansiedade sobre as mudanças que virão e como será a nova rotina. Durante as rodas de conversa, seus colegas têm desempenhado um papel importante ao acolhê-lo com paciência, compartilhando experiências e expectativas sobre o próximo ano.

Lucas participou das atividades propostas com interesse, embora às vezes necessite de auxílio para lidar com suas inseguranças. Ele se beneficia muito de ambientes estruturados e previsíveis. Nas brincadeiras coletivas, é afetuoso e gosta de colaborar com os amigos. Para apoiá-lo na continuidade desse processo de transição, é importante manter um diálogo aberto sobre suas dúvidas, além de introduzir gradualmente elementos da nova dinâmica que ele encontrará no 1º ano.

Modelo 4Lider positiva media conflitos entre colegas

Sofia destacou-se ao longo do semestre como uma referência positiva entre seus pares. Ela frequentemente assume a liderança nas atividades em grupo e demonstra habilidade em mediar conflitos entre os colegas de forma respeitosa e assertiva. Sofia é cuidadosa com os combinados estabelecidos pelo grupo, garantindo que todos tenham voz nas decisões.

Além disso, Sofia participa das vivências propostas com entusiasmo e criatividade. Ela também é observadora das regras do grupo e incentiva os amigos a seguirem-nas, promovendo um ambiente harmonioso. Ao se aproximar da transição para o Ensino Fundamental, será importante continuar estimulando suas habilidades de liderança por meio de projetos colaborativos que possibilitem a expressão do seu potencial comunicativo.

Modelo 5Criativo nas artes

Durante o primeiro semestre, Artur demonstrou um talento notável para as artes visuais. Ele se concentra intensamente nas propostas de pintura e construção, criando obras detalhadas que revelam sua criatividade única. Muitas vezes prefere trabalhar sozinho nessas atividades, explorando cores e formas com dedicação.

Artur mostra entusiasmo ao compartilhar suas criações com os colegas e gosta de explicar seu processo criativo. Ele participa das rotinas diárias da turma com tranquilidade e coopera quando solicitado a integrar-se em atividades coletivas. Para fortalecer essa transição para o Ensino Fundamental, será benéfico oferecer a Artur oportunidades que integrem suas habilidades artísticas com outras áreas do conhecimento, incentivando-o a comunicar suas ideias e sentimentos através de múltiplas linguagens.

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