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EF04MA15Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Determinar o número desconhecido que torna verdadeira uma igualdade que envolve as operações fundamentais com números naturais.

ÁlgebraPropriedades da igualdade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF04MA15 da BNCC é meio que descobrir um mistério, sabe? Tipo, quando os meninos têm que encontrar o número que falta pra fazer uma conta dar certinho. Se a gente pensa em operações básicas — adição, subtração, multiplicação e divisão — é como se os alunos precisassem brincar de detetive das contas. Se eu falasse isso pros meus alunos, diria: "Ó, vocês têm uma balança com dois pratos. Se de um lado tem 5 e do outro uma caixinha misteriosa mais 7, quanto tem que ter na caixinha pra balança ficar equilibrada?"

Na prática, é fazer eles entenderem que a igualdade é como uma balança e descobrir o número escondido é a missão deles. Não é só saber calcular, mas entender que 5 + x = 12 significa que x é o número que deixa os dois lados iguais. Aí, quando eles vêm do 3º ano, a gente parte do básico: eles já sabem somar e subtrair bem, então começo daí. Primeiro reviso essas operações pra garantir que tá todo mundo na mesma página.

Agora vamos às atividades. A primeira coisa que faço é o jogo do "número escondido". Uso cartões simples com números e sinais de operações básicas. Cada dupla de alunos recebe um conjunto de cartões e eu escrevo no quadro alguma equação simples como 8 + _ = 15. Eles escolhem entre os cartões quem vai no espaço em branco pra fazer a conta dar certo. Dura uns 15 minutos cada rodada e é super legal porque eles ficam engajados mesmo.

Uma vez, quando apliquei isso, o Lucas tava agoniado porque não achava o número certo pro colega dele. Aí disse: "Calma aí, Lucas! Tenta fazer a conta ao contrário!" E não é que ele descobriu rapidinho? O sorriso de vitória dele foi impagável.

Outra atividade que faço é uma gincana de operações. Meus materiais são papel-cartão e marcadores coloridos. Eu divido a sala em grupos e cada grupo tem um tabuleiro com várias equações incompletas espalhadas por ele. O desafio é completar essas equações no menor tempo possível. Cada grupo disputa contra o relógio e os outros grupos. Dá uns 25 minutos essa atividade, contando as explicações e a brincadeira toda.

Um dia, o grupo da Sofia tava empacado numa equação: 9 x _ = 36. Eles estavam meio perdidos até perceberem que era só pensar em quantas vezes o 9 cabia no 36. Foi incrível ver a cara deles quando perceberam que era só pensar na tabuada!

E tem também a troca-troca de problemas! Uso folhas de papel com contas incompletas em formato de história. Por exemplo: "João tinha algumas maçãs. Ele comprou mais 3 e agora tem 10. Quantas ele tinha no começo?" Os alunos escrevem suas próprias histórias de "número misterioso" em duplas e depois trocam com outras duplas pra resolverem as dos colegas.

Essa atividade leva uns 40 minutos porque eles têm tempo pra criar as histórias, resolver as dos outros e depois discutirem em sala o processo de resolução. Da última vez, o Pedro escreveu uma história sobre quantos jogos de videogame ele tinha comprado durante o ano, o que fez todos os amigos quererem resolver essa conta específica!

O legal desse tipo de atividade é que eles não só resolvem mas também criam os desafios, então ficam mais motivados e acabam aprendendo mais.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é preparar a galera não só pra matemática mas pra vida: pensar criticamente, quebrar problemas grandes em menores, ver diferentes caminhos pra uma solução. É isso aí! Espero ter ajudado quem tá começando ou procurando novas ideias! E vocês, como têm trabalhado essa habilidade?

Na prática, é fazer eles entenderem que a igualdade é tipo uma balança que precisa estar sempre em equilíbrio. E olha, a gente vai percebendo que os alunos aprenderam isso não só quando eles acertam os exercícios, mas no jeito como eles falam sobre os problemas entre si. Tem vezes que tô circulando pela sala e ouço o Joãozinho explicando pro Pedro: "Cara, se você tem 8 de um lado e do outro tem uma caixa mais 4, então a caixa tem que ser 4 pra tudo ficar igual." Quando eu escuto essas coisas, fico pensando: "Ah, esse aí pegou o espírito da coisa!" É nessas interações que a gente vê a coisa acontecendo de verdade.

Outro dia, tava lá andando pela sala enquanto a galera trabalhava nos exercícios, e de repente escuto a Mariana dizendo pra amiga: "Não é só colocar qualquer número aí. A gente tem que pensar qual número faz sentido pra ficar igual dos dois lados!" Aí, quando você percebe que eles estão explicando o raciocínio assim, é sinal de que entenderam o conceito por trás do conteúdo.

Agora, claro que nem sempre é tão fácil assim. Tem uns erros comuns que aparecem bastante. Tipo a Sofia, que às vezes acha que qualquer número serve desde que encaixe na conta que ela tá vendo na hora. Então se ela tá resolvendo 5 + x = 9, ela vai e coloca um 3 só porque quer chegar no 9 sem pensar no equilíbrio dos lados. Esse erro é bem comum porque às vezes eles focam mais na operação do que no conceito de igualdade. Quando eu vejo isso acontecendo, paro tudo e tento trazer o raciocínio de novo: "Sofia, pensa na balança. Se do lado esquerdo tá dando 9, o lado direito precisa somar 9 também. O que você precisa aqui?"

E aí tem o Matheus, que tem TDAH. Com ele, preciso adaptar algumas coisas pra ajudá-lo a manter a atenção e não se perder no meio dos números. Pra ele, faço atividades mais curtas e com passos bem definidos. Eu uso umas fichas coloridas que ajudam a segmentar cada parte do problema. Tipo assim: uma ficha pra montar o problema, outra pra pensar o equilíbrio da balança e uma última pra resolver e conferir o resultado. Isso ajuda ele a focar em uma coisa de cada vez sem se sobrecarregar.

Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso me certificar de que as instruções estão super claras e sem ambiguidades. Muitas vezes ela se perde quando as coisas ficam muito abertas ou subjetivas. Então comigo funciona usar materiais visuais bem claros — tipo cartazes com passo-a-passo bem desenhado ou até mesmo vídeos curtos mostrando exemplos de como resolver os problemas. Para ela funciona melhor também rotinas bem estruturadas e previsíveis. A Clara gosta quando sabe exatamente o que esperar na aula.

Mas olha, nem tudo é perfeito sempre. Já tentei usar jogos de tabuleiro pra ensinar esse conceito achando que ia engajar todo mundo — e foi um caos! O Matheus até curtiu, mas se perdeu nas regras do jogo na primeira rodada mesmo com as instruções desenhadas. E a Clara ficou tão focada nas peças do tabuleiro que esqueceu completamente da matemática por trás.

Então é isso, pessoal! No dia a dia da sala de aula é muito sobre observar as interações e adaptar o ensino pras necessidades dos meninos. Cada um tem seu jeito de aprender e entender as coisas — e cabe a nós dar aquele empurrãozinho na direção certa! Espero ter ajudado um pouco com essas reflexões e práticas da sala de aula! Até mais!

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