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EF35LP25Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Escrita autônoma e compartilhada
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF35LP25 da BNCC, que é criar narrativas ficcionais com a garotada do 3º ano, é uma jornada interessante. A ideia é que os meninos e meninas consigam inventar histórias bacanas, do jeito deles, mas já mais estruturadas. Na prática, quer dizer que eles têm que conseguir contar uma história com começo, meio e fim, detalhando bem as coisas, usando aquelas palavrinhas mágicas que mostram o tempo e o espaço, tipo “era uma vez”, “depois disso”, “no dia seguinte”, e por aí vai. E claro, quando os personagens falam, eles têm que saber colocar isso no papel também.

A galera vem do 2º ano já sabendo um pouquinho sobre contar histórias. Eles já entendem o básico de sequência de acontecimentos e sabem que uma história precisa ter certo sentido. Mas no 3º ano a gente entra mais fundo nisso, incentivando eles a serem mais criativos e a prestar atenção nos detalhes. Tipo, não é só "o João foi ao parque", mas sim "o João foi ao parque numa manhã ensolarada de domingo, depois de tomar seu café da manhã favorito". Isso dá cor à história, sabe?

Agora vou contar como faço isso acontecer na sala. Uma das atividades que a gente faz aqui é chamada "História em Quadrinhos Improvisada". É simples: uso papel A4 e lápis de cor. Primeiro a gente conversa sobre alguma historinha famosa que todo mundo conhece, tipo "Chapeuzinho Vermelho", e discutimos como poderíamos mudar ou incrementar a história. A turma é dividida em grupinhos de três ou quatro e cada um tem que criar sua versão da história em quadrinhos. Eles têm uma aula inteira pra fazer isso, cerca de 50 minutos.

Da última vez que fizemos isso, o grupo do Felipe e da Mariana decidiu que na historinha deles o lobo era na verdade um detetive disfarçado tentando encontrar um ladrão de doces. O pessoal se empolgou tanto que quiseram continuar na próxima aula! Os meninos adoram desenhar as cenas e inventar falas pra cada quadrinho. E é legal ver como eles ficam animados pra mostrar pros colegas no final.

Outra atividade que gosto bastante é o "Diário de Aventuras". Cada aluno ganha um caderninho — pode ser até aqueles de brochura simples mesmo. Eles devem escrever pequenas histórias toda semana sobre uma aventura que inventaram. E não precisa ser coisa grandiosa não; pode ser por exemplo "minha aventura no quintal", onde eles usam a imaginação pra criar situações engraçadas ou desafiadoras no dia a dia deles.

O legal é que eu abro alguns minutos da aula pra quem quiser compartilhar sua aventura com os outros. Na última vez, a Ana Clara contou sobre sua aventura com um cachorro falante no jardim da casa dela. Foi ótimo porque ela usou várias expressões de tempo e lugar que discutimos antes, tipo "naquela tarde ensolarada" e "ao lado do velho carvalho". Os amigos sempre pedem detalhes e isso motiva ela — e os outros — a usar cada vez mais imaginação.

Por fim, tem a atividade chamada "Contação de História Coletiva". Funciona assim: começamos com uma frase simples no quadro, tipo "Era uma vez um menino que adorava explorar florestas...". Daí cada aluno vai completando com uma frase nova até termos uma história toda inventada por todos. O interessante aqui é trabalhar mesmo em conjunto pra garantir que a história faça sentido do começo ao fim.

Na última vez que fizemos isso, o Vinícius começou com um dragão aparecendo no meio da floresta e a Júlia adicionou que o dragão era amigo do menino. Aí o Gabriel resolveu criar um vilão na história, enquanto a Letícia trouxe uma fada que ajudava os personagens principais. O resultado foi uma trama cheia de reviravoltas! No fim, eles ficam surpresos com o quanto conseguem criar juntos quando cada um contribui um pouquinho.

Olha, essas atividades são maneiras bem legais de trabalhar essa habilidade da BNCC porque elas vão além da teoria — colocam mesmo os alunos pra praticar e usar a imaginação ao máximo. Eles aprendem brincando e nem percebem o quanto estão melhorando na escrita narrativa. É gratificante ver os olhinhos brilhando quando percebem o quanto conseguem criar só com papel e lápis. Bom demais!

A grande sacada de perceber que o aluno realmente aprendeu sem precisar de uma prova formal é estar presente no dia a dia da sala de aula e ter um olho clínico pra notar as pequenas mudanças nos meninos. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e ouço o Joãozinho contando a história dele pra Maria e ele já começa com "era uma vez" e vai encaixando direitinho o "depois" e "então", isso já me diz muito. Outro dia, tava passando pelas mesas quando ouvi a Ana explicando pro Caio como os personagens da história dela tinham uma missão, e ela usou as expressões temporais certinhas. Ali eu pensei "ah, essa entendeu!". Não tem preço ver essa evolução acontecendo bem ali na nossa frente.

Agora, sobre os erros mais comuns, eles são até previsíveis em certo ponto. Olha, o Vinícius por exemplo, sempre cria umas histórias bem legais, mas ele tem o costume de esquecer de dar um fechamento pro enredo. Ele começa super bem, desenvolve o meio com detalhes, mas aí o fim fica meio perdido. Então, sempre que vejo isso nas atividades dele, puxo ele de lado e falo "E aí Vinícius, o que aconteceu no final mesmo? Vamos pensar numa conclusão?". Isso ajuda ele a perceber que falta algo e incentiva a criar um final mais redondinho.

Outro erro comum é com diálogos. A Sofia adora colocar conversas entre os personagens nas histórias dela, mas muitas vezes esquece de usar as aspas ou travessões. Aí o que faço é mostrar pra ela no próprio texto: "Olha aqui, Sofia, tá faltando um jeito de mostrar que eles tão conversando". A gente pratica junto e ela vai pegando o jeito aos poucos.

Quando se trata do Matheus que tem TDAH, é essencial adaptar algumas estratégias. Ele precisa de um tempo mais espaçado pra pensar nas ideias antes de colocar no papel. Então, antes de começar a escrever a narrativa, deixo ele trabalhar primeiro com desenhos ou esquemas. Assim, ele consegue organizar melhor as ideias antes da escrita propriamente dita. Já tentei usar cronômetros com ele pra gerenciar melhor o tempo das atividades, mas vi que deixava ele mais ansioso do que ajudava. O que funciona mesmo são os intervalos curtos e frequentes; às vezes basta ele levantar pra beber água e já volta mais focado.

A Clara, que tem TEA, se beneficia bastante quando ofereço materiais visuais como apoio. Ela adora usar cartões com figuras de personagens e cenários pra inspirar suas histórias. Isso ajuda ela a visualizar melhor o que quer contar. Também percebi que ambientes muito barulhentos a desconcentram fácil, então procuro dar atividades em momentos mais calmos do dia ou permitir que ela use fones de ouvido com música suave enquanto trabalha. Tentei inicialmente usar histórias em quadrinhos como modelo pra ela seguir, mas eram informação demais em cada página e não deu muito certo.

No fim das contas, cada pequena vitória dos meninos é uma alegria danada pra mim. Ver eles ganhando confiança na escrita e se expressando melhor é o maior retorno que posso ter como professor. E claro, sempre rola aquela troca legal de ideias aqui no fórum com vocês também. Bom terminar esse papo por aqui por hoje. Espero ter ajudado um pouco compartilhando minhas experiências com essa turma cheia de energia e criatividade! Abraço a todos!

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