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EF05LP26Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas.

OralidadeForma de composição dos textos Adequação do texto às normas de escrita
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF05LP26 com os meninos do 5º Ano é um desafio gostoso. Basicamente, é sobre eles conseguirem escrever um texto certinho, usando as regras de português que a gente tá careca de saber que são difíceis. Isso envolve concordância nominal e verbal, pontuação, e também aquelas regrinhas chatas de ortografia. Mas não é só sobre decorar regras, sabe? Eles precisam aplicar isso nos textos deles. Tipo assim, se vão escrever uma redação sobre o que fizeram no fim de semana, tem que saber usar bem a pontuação pra deixar o texto claro. A concordância é pra não sair nada do tipo "a gente fomos". O mais legal é que muitos já vêm com uma boa base do 4º ano, então a gente só vai lapidando.

Uma das atividades que eu curto fazer é o "Detetive Gramatical". Faço assim: trago uns textos curtos de livros infantis ou crônicas leves, nada muito pesado. O material é simples: só xeroco o texto e distribuo. Primeiro, leio o texto com a galera e depois desafio cada dupla a encontrar erros que eu coloquei ali de propósito. Tipo, erro de concordância, uma vírgula fora do lugar ou um "por quê" no lugar errado. Eles têm uns 20 minutos pra isso. Os meninos ficam super animados, parece até uma competição saudável pra ver quem acha mais erro. Na última vez que fizemos isso, a Ana Julia ficou empolgada porque encontrou um erro que mais ninguém viu. Ela levantou e gritou "Achei! Achei!". A turma toda caiu na risada e foi uma bagunça. Mas é isso que faz a atividade ser legal e educativa.

Outra atividade que rola bem é o "Escrevendo Cartas". Primeiro explico como se escreve uma carta formal e uma informal. Esse material eu mesmo monto: faço um exemplo de cada tipo e coloco alguns pontos importantes na lousa. Depois disso, cada aluno escolhe se quer escrever uma carta para um amigo ou para um personagem famoso que eles admiram. Dou uns 30 minutos pra eles escreverem, aí eles entregam pra gente corrigir junto. No final, eles lêem as cartas em voz alta. Da última vez, o João Pedro escreveu uma carta pro Neymar pedindo dicas de futebol e até desenhou uma bola no final. Ele ficou todo tímido na hora de ler, mas a turma apoiou muito e até aplaudiu no final.

A terceira atividade é a "Oficina do Diálogo". Aqui a ideia é trabalhar mesmo a pontuação nos diálogos, já que é algo que eles usam bastante nas histórias que inventam. Eu coloco algumas falas no quadro sem pontuação nenhuma e peço pra turma ajudar a colocar aí as vírgulas, travessões e tudo mais onde acham certo. Aí dividimos em grupos pequenos pra criarem seus próprios diálogos sobre temas dados por mim ou por eles mesmos — pode ser sobre um passeio no parque ou um jogo de futebol entre amigos. Eles têm uns 15 minutos pra isso. Depois cada grupo apresenta seu diálogo pra turma toda ver como ficou. Uma vez a Mariana e o Lucas fizeram uma cena super engraçada sobre dois amigos jogando videogame e discutindo qual era o melhor jogo. A turma se divertiu demais e ainda aprendemos juntos como usar direitinho os sinais de pontuação.

Essas atividades não só ajudam eles a aprenderem as regras como também tornam o processo todo muito mais leve e divertido. Acredito que quando eles veem a aplicação prática daquilo tudo, fica mais fácil de internalizar. E claro, às vezes sai uma bagunça, mas faz parte do aprendizado.

Enfim, pessoal, acho que integrar essas regras gramaticais de uma forma mais prática no dia a dia deles faz toda diferença no aprendizado. Sempre digo pros meninos: pode errar à vontade aqui na sala, porque é errando que se aprende mesmo! E vamos seguindo assim, com muita conversa e risada que tudo vai fluindo. Um abraço aí pra todo mundo!

da ordem, né? E a ortografia pra não encher o texto de palavras erradas."

Bom, aí que entra a parte divertida pra gente ver se eles realmente entenderam. Eu não sou muito fã de ficar só aplicando prova formal, porque, olha, tem hora que o menino pode até saber a matéria, mas na hora da prova trava, fica nervoso e acaba errando. Prefiro observar no dia a dia mesmo. Quando eu circulo pela sala enquanto eles estão fazendo alguma atividade ou trabalhando em grupo, dá pra pegar uns sinais. Tipo assim, quando um aluno tá explicando pro outro uma regra de concordância e usa exemplos próprios, aí eu já penso: "Ah, esse tá ligado no conteúdo". Lembro do dia que o Pedro estava ajudando a Ana. Ele dizia algo como: "Olha, Ana, quando você fala 'as meninas brincaram', tem que ser 'brincaram' e não 'brincou' porque é plural". Na hora vi que ele tinha pegado a ideia.

E as conversas que eles têm entre eles também são preciosas. Às vezes passo pelas mesas e ouço alguém corrigindo o coleguinha de um jeito natural. Tipo a Mariana um dia falou pro Lucas: "Ei, você escreveu 'iscola', com S? Não é 'escola', com E?" Essas trocas que eles fazem são ouro puro, porque mostram que estão refletindo sobre o que aprenderam.

Agora, erro vai acontecer, né? É normal e faz parte do aprendizado. Um erro comum é confundir concordância verbal. Teve um dia que o João escreveu: "os pássaros cantou no jardim". Mais tarde fui conversar com ele e expliquei: "João, se são os pássaros, muitos, eles cantaram juntos. Tenta pensar sempre se é um ou mais de um." A confusão geralmente vem porque falamos rápido e nem percebemos esses detalhes no dia a dia. Então gosto de fazer uns exercícios orais com eles onde a gente vai devagar, frase por frase.

Outra confusão comum tá na ortografia. A Sara sempre misturava C com S, tipo "sidade" em vez de "cidade". Isso acontece muito porque na fala não fazemos essa distinção. Sempre que vejo isso na hora, chamo o aluno de canto e faço ele pensar em outras palavras parecidas. No caso da Sara, falei: "Sara, pensa em 'cidadão', começa igual a 'cidade', né? Como você escreveria 'cidadão'?"

Agora falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA. Com o Matheus, preciso ser mais dinâmico nas atividades. Ele tem uma energia danada! Então faço atividades mais curtas e variadas pra prender a atenção dele. Às vezes usamos jogos de palavras ou atividades em dupla que deixam ele mais engajado. Tipo um bingo de palavras onde ele tem que prestar atenção na ortografia correta pra marcar as palavras no cartão.

Já com a Clara que tem TEA, preciso adaptar de outro jeito. Ela gosta de rotina e previsibilidade, então faço questão de ter um cronograma bem visual pra ela saber o que vem depois do quê. Ajuda também quando uso materiais visuais como cartazes com regras bem claras de gramática ou vídeos curtos explicativos. Um dia fizemos um cartaz coletivo onde cada um contribuiu com uma regra de gramática que entendeu bem e desenhamos algo sobre isso. Ela adorou essa atividade porque era bem visual e ela sabia exatamente qual seria sua parte do cartaz.

Tem coisa que não dá certo também. Já tentei usar aquelas tabelas cheias de categorias gramaticais pro Matheus e ele simplesmente perdeu o interesse rápido demais. Com a Clara tentei uma discussão em grupo sobre texto e ela ficou desconfortável com o barulho e as interrupções do pessoal falando ao mesmo tempo.

Bom gente, é isso aí por hoje. Ensinar essa habilidade é um desafio daqueles bons porque cada aluno tem seu jeitinho especial de aprender. A gente vai ajustando conforme percebe o que rola ou não na prática. E vocês aí, como fazem pra garantir que os alunos realmente entenderam sem ficar só nas provas? Tô curioso pra saber das experiências de vocês também!

Um abraço!

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