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EF05LP23Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar informações apresentadas em gráficos ou tabelas.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Imagens analíticas em textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05LP23 da BNCC, de comparar informações em gráficos ou tabelas, é uma parada que parece meio complicada à primeira vista, mas na prática é bem mais simples do que a galera imagina. O lance é fazer com que os meninos consigam olhar para um gráfico ou uma tabela e tirar alguma informação dali, não só olhando e entendendo os números ou dados soltos, mas também comparando as informações entre si. Eles precisam saber interpretar o que está ali e explicar por que uma coisa é diferente da outra, tipo: "Ah, esse gráfico aqui mostra que em janeiro choveu mais do que em fevereiro, porque tá vendo essa barra mais alta?" É um jeito de ler dados que eles já começam a aprender desde o 4º ano, quando estão só começando a entender como essas imagens analíticas podem contar uma história. É como se fosse aprender uma nova língua, só que visual.

Então, vamos lá. Uma das primeiras atividades que eu faço com a turma é trazer gráficos de coisas do cotidiano deles. A ideia é usar algo que eles já conhecem pra não ficar aquele negócio chato ou muito distante da realidade. Um exemplo: gráficos sobre quantos alunos gostam de cada sabor de sorvete. Eu trago esse gráfico impresso em folha A4 (nada muito elaborado) e distribuo pra galera. A gente faz isso em roda, todo mundo junto pra poder discutir e tirar dúvidas na hora. Essa atividade leva uns 30 minutos, e as crianças reagem super bem porque é direto e elas conseguem se ver naquilo ali. Teve uma vez que a Ana comentou: "Nossa, eu achei que mais gente gostasse de chocolate!" E aí a gente aproveitou pra discutir por que ela achava isso e o que o gráfico realmente mostrava.

Outra atividade legal é usar tabelas com dados reais sobre coisas atuais ou do cotidiano deles, tipo temperatura da semana toda ou quantos alunos vieram de ônibus, a pé ou de carro. Primeiro, peço para eles observarem individualmente as informações, depois divido a sala em pequenos grupos de três ou quatro alunos para discutirem entre eles e anotarem o que perceberam. Essa parte dura uns 40 minutos. A última vez que fizemos isso, usei uma tabela sobre os filmes mais assistidos no cinema no último mês. Teve um grupo onde o Pedro falou: "Eu pensei que aquele filme novo tava bombando, mas olha só, ele nem é o mais assistido." Isso gerou uma discussão ótima sobre como percepção e realidade podem ser bem diferentes.

A terceira atividade é um pouco mais elaborada. A gente faz um projeto mensal onde eles mesmos criam gráficos e tabelas a partir de pesquisas simples na escola. Eu levo papel milimetrado e canetinhas coloridas pra turma dividir. Primeiro explico como funciona, dou umas dicas de como coletar dados (tipo contar quantos meninos têm cachorro ou gato em casa), e depois deixo a turma livre pra escolher o tema da pesquisa deles. Cada grupo fica responsável por um tema diferente e prepara uma apresentação rápida dos resultados. Esse projeto leva umas duas semanas, já que fazemos aos poucos durante as aulas. Na última apresentação, a Maria Luiza fez um gráfico incrível sobre os lanches preferidos durante o recreio e até usou cores diferentes pras barras dos gráficos; foi uma surpresa ver a turma tão empolgada! A reação sempre é positiva porque eles se sentem donos do processo todo.

Essas atividades ajudam demais porque as crianças começam a ver gráfico e tabela como algo útil e não só mais um monte de números no papel. Eles entendem que essas ferramentas estão contando histórias visuais que podem ser tão interessantes quanto um texto escrito. O importante mesmo é deixar todo mundo à vontade pra errar, tentar de novo, explorar e ir descobrindo essas comparações meio sem perceberem que estão aprendendo algo difícil.

Então, é assim que eu trabalho essa habilidade lá na sala com os meninos do 5º ano. Vale muito a pena ver eles saindo do básico da leitura de imagens analíticas pra uma compreensão mais crítica e autônoma dos dados no dia a dia deles. E aí, como vocês têm trabalhado essa habilidade na sala? Quero ouvir as ideias também!

Aí, gente, é assim que eu vejo quando a galera realmente pegou a habilidade EF05LP23: não é na hora da prova, mas no cotidiano mesmo, naquelas pequenas interações dentro da sala. Um truque que eu sempre uso é circular pela sala enquanto eles estão fazendo alguma atividade em grupo. Vou ouvindo o que eles conversam entre si. E vou te contar, quando escuto a Ana explicando pro Pedro que a barra do gráfico tá mais alta porque em março choveu mais do que em abril, fico até com um sorrisão no rosto. Tipo assim, ali vejo que ela realmente entendeu o conceito de comparação e interpretação. E quando um aluno consegue explicar pro outro, é um sinal claro de que ele dominou o assunto. Outra coisa é observar quando eles começam a fazer perguntas mais profundas ou quando conseguem relacionar o conteúdo com algo fora da sala de aula. Um dia desses, o João comentou sobre um gráfico de vacinação que viu na TV e fez uma conexão com o que estávamos estudando. Aí você pensa: "Pô, esse entendeu mesmo."

Agora, quanto aos erros mais comuns, vou te contar umas situações engraçadas. O Gustavo, por exemplo, cismava que as colunas do gráfico de barras eram só enfeite e tentava dar mais importância aos números soltos embaixo. Eu percebi que o erro dele era de interpretação visual. Ele batia o olho e não sabia pra onde olhar primeiro, ficava perdido. É normal isso acontecer, principalmente com os meninos que têm mais dificuldade com visualização gráfica. Nessas horas, eu paro tudo e mostro como seguir a leitura do gráfico de forma ordenada, tipo "olha o título primeiro, identifica o eixo X e Y e só depois olha as barras". Dou um passo atrás e volto ao básico com ele.

Outra coisa comum é ver a galera confundindo informações quando se trata de tabela. A Júlia tinha dificuldade em entender que algumas colunas se relacionavam entre si. Achava que cada coluna era uma coisa separada e não conseguia cruzar os dados pra tirar alguma conclusão útil dali. Tive que fazer ela compreender que a tabela é como uma conversa entre colunas e linhas. Então fizemos um exercício prático onde ela tinha que montar uma tabela simples com informações sobre a turma: quem gosta de qual matéria e em qual dia prefere ter aula de educação física. Isso ajudou bastante.

Agora, sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA... Bom, aí a estratégia tem que ser diferenciada mesmo. Com o Matheus, eu percebi que atividades muito longas ou que exigem muita calma acabam dispersando ele rapidinho. Ele precisa de algo mais dinâmico. O que funciona bem são atividades divididas em partes menores e com pausas planejadas pra ele respirar e se reorganizar mentalmente. Uso bastante jogos educativos online ou atividades que envolvem movimento físico também. Fazer ele levantar pra colar as respostas no quadro ajuda bastante.

Com a Clara, é outra história. Ela precisa de instruções bem claras e previsibilidade nas atividades pra se sentir confortável. A rotina é super importante pra ela. Tarefas visuais ou com apoio de figuras ajudam muito na compreensão dela. Além disso, dou atenção especial ao ambiente: menos estímulos visuais e auditivos pra ela manter a concentração no essencial. Às vezes uso cartões visuais ou gráficos simplificados porque ela responde bem a esse tipo de suporte.

É isso aí, pessoal! Lidar com essas diferenças dentro da sala é sempre um desafio constante, mas é também super recompensador quando você vê cada aluno progredindo no seu tempo e jeito. E quer saber? Aprendo muito com cada um deles todo dia.

Então é isso mesmo! Abraço pra todo mundo e até mais!

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