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EF05LP21Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Analisar o padrão entonacional, a expressão facial e corporal e as escolhas de variedade e registro linguísticos de vloggers de vlogs opinativos ou argumentativos.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Forma de composição dos textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, esse negócio da habilidade EF05LP21 da BNCC pode parecer meio complicado, mas na verdade é bem legal de trabalhar com a galera do 5º ano. Basicamente, a ideia é que os meninos e meninas consigam entender como o jeito que a gente fala, mexe o rosto e o corpo, e até as palavras que escolhe, pode mudar completamente o sentido do que a gente tá dizendo. E quem faz isso muito bem são os vloggers, né? Porque eles têm que prender a atenção da gente só com a fala e gestos.

Então, na prática, os alunos têm que conseguir ver um vídeo de um vlogger e perceber: "Ah, naquele momento ele aumentou a voz pra mostrar que tava empolgado" ou "Olha como ela usou uma expressão mais séria pra dar mais credibilidade no que tava falando". Isso é importante porque eles já vêm lá do 4º ano sabendo identificar expressões faciais e corporais em textos narrativos e agora a gente leva isso pro mundo real, pros vídeos que eles consomem todo dia no YouTube.

Bom, vamos às atividades! A primeira coisa que eu faço é um exercício chamado "Vlogger por um dia". Eu levo meu celular mesmo, coloco num tripé e a gente grava vídeos curtinhos. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo escolhe um tema (tipo "a importância de reciclar" ou "por que eu amo meu pet"). Eles têm uns 10 minutinhos pra se prepararem e depois cada grupo grava seu vídeo de dois minutos. Depois assistimos todos juntos. A turma adora essa parte. Na última vez que fizemos isso, o João, que costuma ser bem tímido, se soltou todo falando sobre dinossauros. Ele até fez uma voz mais grossa pra parecer mais sério e a turma se divertiu demais!

A segunda atividade é um "Estudo de Caso". Aí uso o projetor da sala pra mostrar trechos de vlogs variados. Escolho vídeos curtos de uns três minutos no máximo. Dou preferência pros que têm uma variedade bem grande de expressões e vozes. A gente assiste junto e eu vou pausando pra discutir com eles o que cada gesto ou mudança na voz quer dizer. Divido a galera em duplas dessa vez pra eles discutirem entre si antes da gente abrir pro grupo todo. Isso costuma levar uns 40 minutos. Uma vez mostrei um vídeo sobre a importância do sono e a Maria apontou como a vlogger usava um tom mais suave quando falava dos benefícios do sono pra saúde mental. Achei incrível esse olhar dela!

Por último, tem o "Desafio das Expressões". É tipo um jogo onde cada aluno sorteia um papelzinho com uma emoção escrita (tipo alegria, tristeza, surpresa) e eles têm que falar uma frase simples mostrando essa emoção com a voz e o corpo. Pode ser a mesma frase: "Hoje eu acordei cedo". E aí eles adicionam a emoção só mudando entonação e expressão facial. Essa atividade é rápida, uns 20 minutinhos no final da aula mesmo. No outro dia, por exemplo, o Lucas tirou "tristeza" e ele falou tão sério que todo mundo acreditou que ele tinha mesmo acordado cedo e chateado! É muito legal ver como eles vão ficando cada vez mais criativos.

No geral, as crianças reagem super bem a essas atividades porque saem um pouco da rotina de só escrever ou ler textos. Eles gostam de movimentar o corpo, usar o celular (mesmo sendo só pra gravar) e discutir entre eles. E é incrível como isso ajuda não só a entender melhor os vídeos que eles veem na internet mas também melhora na escrita deles. Eles acabam pegando melhor os tons certos quando vão escrever textos opinativos ou argumentativos.

E aí você vê como essas coisas conectam com as habilidades de outras disciplinas também. Na matemática, por exemplo, muitas vezes precisam explicar soluções pros colegas e aí já estão mais preparados pra usar a voz e os gestos certos.

Bom, é isso! Espero que essas ideias ajudem você também na sua sala de aula. Se tiver alguma outra atividade legal pra compartilhar ou uma experiência diferente, manda aí! Adoro trocar essas figurinhas com vocês. Abraço!

olume porque queria deixar aquilo mais importante" ou "ele fez uma cara engraçada pra mostrar que tava brincando". E, olha, a melhor parte é quando eles começam a fazer isso por conta própria. Tipo, nas atividades que a gente faz de treinar isso, tem uma que eu gosto muito: eles têm que gravar um vídeo curto, como se fossem vloggers, sobre um assunto que escolhem e depois apresentam pra turma. É ali que eu realmente consigo ver quem tá pegando a manha da coisa.

Agora, sem precisar de prova formal, eu percebo que o aluno aprendeu quando ele começa a aplicar isso nas conversas do dia a dia. Tipo assim, na hora que tô circulando pela sala e vejo o João imitando a entonação do vlogger que gosta ou quando a Maria tenta contar uma história pros amigos e muda o tom de voz pra dar mais suspense. E é muito bacana ver eles explicando uns pros outros. Teve um dia que o Pedro tava falando com o Lucas e disse algo do tipo "não, cara, aí você tem que falar mais 'bravo', senão não parece que tá reclamando de verdade". Esses momentos são preciosos porque mostram que eles não só entenderam na teoria, mas sabem usar na prática.

Claro que nem tudo são flores, né? Tem os erros comuns. Um deles é os alunos exagerarem demais nas expressões ou no tom e aí parece uma caricatura. Tipo a Roberta, que começou falando sobre um jogo e de repente tava parecendo um desenho animado de tanto que gesticulava e gritava. Esse erro acontece porque eles acham que precisa ser tudo muito 'over' pra ser percebido. Quando isso acontece, eu dou um toque na hora: "Ei, Roberta, tenta achar um meio termo aí, senão a gente nem ouve o que você tá dizendo". E aí rola uma conversa sobre como o equilíbrio é importante.

Outro erro comum é a turma tentar imitar demais os vloggers sem colocar sua própria personalidade. O Felipe fez isso uma vez, ele tava tão focado em soar como o vlogger famoso que gosta que acabou perdendo a autenticidade dele. Aí eu chamei ele no canto e disse: "Felipe, tenta fazer do seu jeito agora. O lance aqui é ser você mesmo".

Sobre trabalhar com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, eu faço algumas adaptações nas atividades pra tentar incluir todo mundo do jeito mais bacana possível. Pro Matheus, eu faço atividades mais curtas e uso cronômetros pra dar noção de tempo pra ele. E sempre deixo ele mais próximo de mim durante as explicações ou quando faço apresentações em grupo. Ele se concentra melhor assim. Já teve vez em que ele se empolgou tanto em uma atividade de gravar vídeo que ele mesmo pediu pra poder editar no computador. Isso foi ótimo porque deu pra ver ali um foco e interesse genuíno dele.

Com a Clara, eu costumo usar materiais visuais mais claros e organizados. Por exemplo, quando fizemos a atividade de gravar vídeos, dei pra ela um roteiro bem detalhado e figuras mostrando as expressões faciais junto com as falas. E não foi só isso: ela também teve mais tempo para planejar antes de gravar. Mas nem tudo funciona sempre. Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo com ela sem preparar bem os colegas e não rolou. Ela ficou desconfortável com a confusão toda e acabamos adaptando melhor da próxima vez.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado com essas ideias e exemplos do dia a dia na sala de aula. Se tiverem alguma dúvida ou sugestão, tamo junto! Adoro trocar experiências e ouvir como vocês lidam com essas situações também. Até mais!

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