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EF05LP17Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesse da turma, a partir de buscas de informações, imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Escrita colaborativa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05LP17 é um barato! Na prática, é sobre ensinar a molecada a criar um roteiro para uma reportagem digital. Parece complicado, mas na real é só ajudar eles a organizarem as ideias sobre um tema que interessa todo mundo, e aí juntar tudo isso com informações que eles vão encontrar na internet. Tem que pegar imagens, áudios, vídeos e saber encaixar isso de forma legal no roteiro. A ideia é eles entenderem que não é só um texto, mas um trabalho colaborativo que envolve várias mídias, sabe?

Quando a gente pensa no que eles já sabiam da série anterior, dá para ver que a base tá ali. Eles já tinham alguma noção de procurar informações básicas na internet e sabiam identificar o que era uma reportagem. Agora, o desafio é sofisticar isso. Eles precisam entender que cada pedaço de informação tem seu lugar certo e ajudar a contar uma história mais completa e interessante sobre o tema escolhido.

Vou contar umas atividades que a gente faz na sala pra botar isso em prática.

Primeira atividade que eu faço é chamada "Escolha do Tema". A gente começa com uma roda de conversa pra decidir sobre o que eles querem fazer a reportagem. Cada aluno tem que sugerir um tema e dizer por que acha legal. Ah, e aqui não tem material complicado não. Só papel e caneta pra anotar as sugestões. Normalmente, isso leva uma aula inteira porque a galera gosta de discutir as ideias. Da última vez, o João sugeriu falarmos sobre "Animais em Extinção", e aí começou uma discussão animada porque a Maria queria algo relacionado a "Videogames". Foi bacana ver eles tentando convencer um ao outro dos temas.

Depois que escolhemos o tema, vem a "Caça ao Tesouro Digital". Esse nome é só pra deixar a atividade mais divertida pra eles! Aqui eu divido a turma em grupos de três ou quatro alunos. Cada grupo tem acesso ao computador ou tablet (quando dá) pra começar as buscas na internet. O objetivo é encontrar imagens, áudios ou vídeos relacionados ao tema escolhido. Mas eu dou umas dicas antes: tipo, como usar palavras-chave de forma eficiente pra não ficar navegando à toa. Aí deixo eles pesquisarem durante uns 40 minutos mais ou menos. Na última vez, um dos grupos, onde estava o Pedro, encontrou um áudio super interessante de uma onça pintada rugindo num site de sons da natureza. Ele ficou tão animado que queria botar o som alto na hora!

A terceira atividade é a "Montagem do Roteiro". Depois das pesquisas, cada grupo volta pra sala e começa a juntar tudo num roteiro só. Eles têm que decidir qual informação vai primeiro, qual imagem se encaixa melhor em cada parte da história e como incluir os áudios ou vídeos. Dou sempre uma folha guia pra ajudar eles a estruturarem o roteiro com introdução, desenvolvimento e conclusão certinha, mas deixo eles livres pra criar também. Isso leva umas duas aulas inteiras porque tem grupo que gosta de caprichar mesmo!

Lembro que na última vez o grupo da Ana deixou quase tudo pra fazer em casa e chegaram com um vídeo editado super bacana mostrando o habitat dos animais em risco de extinção com as imagens e sons que encontraram! Eles estavam tão orgulhosos do trabalho feito que queriam apresentar primeiro.

No fim das contas, essas atividades não são só pra cumprir tabela da BNCC não. Elas realmente fazem os meninos trabalharem em equipe, desenvolverem habilidades de pesquisa na internet e aprenderem a contar histórias usando diferentes formas de mídia. E ver como cada um contribui com algo único pro resultado final é o mais gratificante.

Essa habilidade faz os alunos perceberem o quanto é importante saber pesquisar, separar o joio do trigo em termos de informação e colaborar uns com os outros pra fazer algo legal acontecer. E essa mudança de roteiro tradicional só com texto pro digital com mídias variadas prepara eles lindamente pras exigências dos dias atuais.

Então colegas, se vocês ainda não experimentaram essas atividades ou algo semelhante, eu recomendo muito! Ver os olhinhos deles brilhando quando percebem que criaram algo juntos é impagável. Até breve!

Aí, continuando nosso papo sobre essa habilidade EF05LP17, o jeito que eu percebo que os meninos estão pegando o jeito sem precisar meter uma prova formal é bem no dia a dia mesmo. Eu tô sempre circulando pela sala, meio que de olho e de ouvido nas conversas. É legal quando você vê um aluno explicando pro outro com aquela empolgação, sabe? Tem uma hora que você saca que eles entenderam o que é criar um roteiro de reportagem digital.

Teve uma vez que a Juliana tava explicando pro Lucas como ela achava que era melhor colocar as imagens no lugar certo do texto. Ela disse algo tipo: "Olha, Lucas, se você coloca a foto do gato logo depois de falar sobre como ele foi resgatado, fica mais emocionante, né? Parece que a gente tá ali junto, vendo tudo." Aí, olha só, é aí que eu vejo que ela pegou a ideia de construir a narrativa com as mídias certas. Não é só jogar uma imagem qualquer ali. É amarrar bem com o que tá sendo contado.

Outro dia, o Pedro tava mostrando pro grupo dele um vídeo da internet pra usar na reportagem deles sobre a importância da reciclagem. E ele falava: "Galera, esse trecho aqui do vídeo é massa porque mostra bem como o lixo vai parar no mar. Aí a gente pode começar falando disso e depois explicar porque reciclar ajuda a não chegar nesse ponto." Quando vejo eles fazendo essas conexões, tô sabendo que eles estão entendendo o lance do roteiro multimídia.

Mas nem tudo são flores, né? Os erros comuns também aparecem. A Ana, por exemplo, às vezes se perde na hora de juntar as informações e acaba colocando dados repetidos ou desnecessários. Uma vez ela fez um roteiro sobre esportes radicais e botou três vezes a mesma estatística sobre acidentes! Nessas horas, eu chamo ela na minha mesa e falo: "Ana, quando a gente repete informação acaba ficando cansativo pra quem lê ou vê, vamos ver onde dá pra cortar ou substituir?"

O erro rola porque eles ainda estão aprendendo a lidar com tantas informações ao mesmo tempo. O Daniel teve dificuldade em escolher qual áudio usar e acabou colocando dois áudios seguidos que não tinham muito a ver um com o outro. Fiz uma atividade onde pedi pra turma ouvir os áudios e me dizer qual fazia sentido ser usado primeiro e por quê. Isso ajuda eles a pensarem na lógica do que tão fazendo.

Agora falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA... Bom, é uma jornada diferente. Pro Matheus, preciso quebrar as atividades em partes menores. Se deixo ele fazer tudo de uma vez só, ele perde o foco rapidinho. Aí faço assim: "Matheus, vamos fazer só essa parte agora. Depois você me mostra e a gente passa pra próxima." Isso ajuda ele a não se sentir sobrecarregado e ir vendo progresso.

Eu também uso um cronômetro visual pro Matheus nas atividades. Ele adora saber quanto tempo ainda tem pra terminar cada parte do trabalho. Material visual funciona muito bem com ele.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela gosta muito de rotina e precisa saber exatamente o que vai acontecer no dia. Então sempre passo pra Clara uma espécie de agenda visual do dia dela. Isso deixa ela mais tranquila e ajuda na hora de focar nas tarefas.

Sei também que às vezes ela precisa de um espaço mais tranquilo pra se concentrar, então deixo ela trabalhar num canto mais sossegado da sala quando necessário. Tive que aprender isso aos poucos porque no começo tentava fazer tudo igual pros dois e não dava certo.

O que não funcionou foi tentar pedir pra Clara fazer uma apresentação oral sem preparar antes com antecedência ou sem ser num ambiente controlado. Ela ficou muito desconfortável. Agora sempre treino antes com ela um pouco mais individualmente.

E assim a gente vai indo né? Todo dia é um aprendizado novo tanto pra mim quanto pra eles. Compartilhem aí também suas experiências e qualquer dica nova sempre ajuda! Abraço a todos!

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