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EF05LP15Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler/assistir e compreender, com autonomia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs argumentativos, dentre outros gêneros do campo político-cidadão, de acordo com as convenções dos gêneros e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05LP15 da BNCC é aquela que a gente precisa fazer os meninos do 5º ano ficarem craques em entender textos e vídeos que falam sobre política e cidadania, mas de um jeito que eles mesmos consigam acompanhar, sem precisar de muita ajuda. Imagina a molecada lendo uma notícia ou assistindo a um vlog e realmente entendendo do que se trata, tipo quando a gente vê a expressão no rosto deles de que "ah, saquei!". Eles têm que conseguir identificar do que o texto ou vídeo está falando, quem está falando, por que estão falando e pra quem estão falando. E isso tudo tem que se conectar com o que eles já viram nas séries anteriores. No 4º ano, por exemplo, eles já deviam estar começando a identificar a ideia principal nos textos e captar algumas informações específicas. Agora é aprofundar e expandir isso.

Aí eu tento fazer essas atividades de um jeito bem bacana pra eles. Uma coisa que a gente faz bastante é trabalhar com notícias. Eu sempre trago algumas notícias reais, mas simples, de jornais locais ou mesmo online. Tipo, escolho algo que eles podem se relacionar ou compreender melhor, como uma matéria sobre um evento na cidade ou uma reportagem sobre alguma ação na escola. Divido a turma em pequenos grupos de três a quatro alunos e dou uma cópia da notícia pra cada grupo. A gente fica uns 20 minutos com essa atividade. Eles leem juntos e depois têm que discutir entre si sobre do que se trata a notícia, quem são as pessoas envolvidas e qual o objetivo daquele texto. É interessante ver como eles reagem. Da última vez, quando fizemos isso com uma matéria sobre uma feira cultural no bairro deles, o João e a Clara ficaram super empolgados porque tinham participado da feira e conseguiram ver como aquilo foi passado no jornal.

Outra atividade que funciona bem é assistir a trechos de vlogs ou vídeos curtos do YouTube que tenham um caráter mais informativo ou argumentativo. Claro, sempre reviso antes pra garantir adequação ao público infantil e ao contexto escolar. Aqui, uso o projetor da escola e deixo todo mundo assistindo junto no início da aula por uns 10 minutos. Depois peço pra eles anotarem os pontos principais do vídeo: quem tá falando, sobre o que tá falando e por quê. Na última vez fizemos isso com um vídeo sobre o Dia da Árvore e como cuidar das áreas verdes na cidade. O Lucas, por exemplo, ficou interessado nas dicas práticas e começou a pensar em formas de aplicar aquilo no condomínio dele. Acho incrível quando eles começam a trazer isso pro mundo deles.

Por último, adoro fazer debates orientados com base em reportagens. Primeiro lemos uma reportagem juntos em voz alta, algo mais curtinho. Depois eu divido a sala em dois grupos e dou pra cada grupo um ponto de vista diferente sobre o tema abordado na reportagem. A ideia é cada grupo defender seu ponto de vista num debate, mas de forma respeitosa e com argumentos baseados no que leram. Geralmente conto uns 30 minutos pra essa atividade toda. Na última vez fizemos isso com uma reportagem sobre o impacto das redes sociais na vida das crianças. O Pedro se destacou nesse debate falando sobre o tempo gasto nos celulares e foi legal ver como ele conseguiu trazer exemplos do dia a dia dele pra enriquecer sua argumentação.

Essas atividades não são só uma forma de ajudar os meninos a desenvolverem suas habilidades de leitura e compreensão autônoma em relação a esses gêneros textuais específicos; elas também incentivam eles a serem mais críticos sobre o mundo ao seu redor. Eles começam a perceber melhor as informações que recebem diariamente e desenvolvem esse olhar mais atento para saber se questionar, refletir e argumentar sobre o que consomem. E olha, é gratificante demais ver quando conseguem participar desses processos de forma ativa, trazem suas vivências pra discussão e ainda aprendem juntos.

Então é isso! Espero que essas ideias possam ajudar alguém aí também! Se alguém tiver mais sugestões ou jeitos diferentes de trabalhar essa habilidade, manda aí! Abraço!

Então, pessoal, continuando sobre a habilidade EF05LP15, uma das coisas que mais gosto é perceber que os meninos realmente entenderam um texto ou vídeo. Isso porque, mais do que qualquer prova formal, o dia a dia na sala de aula dá muitos sinais de que a galera tá pegando o jeito da coisa. Quando tô circulando ali pela sala, durante uma atividade, é muito comum eu passar perto de um grupo e ouvir um aluno explicando pro outro. Tipo, outro dia, a Ana tava explicando pro João do que se tratava um vídeo sobre eleições. Ela dizia: "Ó, João, esse cara aí tá falando que é importante a gente escolher bem quem vai nos representar e tal, porque eles é que vão decidir as leis". Aí, minha gente, você vê que o pessoal tá conseguindo fazer essas conexões, entender o principal.

E tem também aquele momento em que eu lanço uma pergunta sobre o tema e vejo várias mãos levantadas. O Pedro, por exemplo, já me surpreendeu ao responder de forma tão acertada que eu pensei: "Caramba, esse entendeu mesmo". Ele disse algo como: "Professor, acho que esse vídeo quer mostrar pra gente que nossas escolhas têm consequências e precisamos pensar no coletivo". É nessa hora que você vê que o conteúdo foi absorvido.

Agora, sobre os erros mais comuns... olha, tem uns clássicos que acontecem sempre. A Maria, por exemplo, às vezes se perde um pouco nos detalhes do texto e acaba não captando a mensagem principal. Ela fica presa em palavras difíceis e esquece de olhar o contexto geral. Aí eu tento puxar ela de volta perguntando: "Maria, o que você acha que o autor queria mesmo dizer com essa informação toda?". E vamos ajustando juntos.

Outro dia o Lucas tava assistindo um vídeo sobre reciclagem e ficou achando que era só sobre lixo. Bem normal isso acontecer porque às vezes eles focam muito numa palavra ou imagem específica. Nesses casos, pego ele na hora e falo algo como: "Lucas, mas olha lá também a parte em que eles falam das consequências no ambiente. Qual é a ideia principal?" E assim vou cutucando até ele perceber o todo.

Agora sobre o Matheus e a Clara, esses dois são um desafio gostoso de ter na sala. O Matheus tem TDAH e precisa de umas adaptações pra conseguir acompanhar melhor. Coisas como quebrar as atividades em partes menores e dar mais tempo pra ele concluir funcionam super bem. Eu uso materiais visuais bem chamativos pra ele — imagens grandes, vídeos curtos — porque ajudam a prender a atenção dele. Ah, e fazer intervalos curtos entre as atividades também faz diferença.

Com a Clara, que tem TEA, eu precisei ajustar algumas coisas pra garantir que ela tá confortável e engajada. Mantenho uma rotina bem previsível porque ela se sente mais segura assim. As instruções precisam ser bem claras e diretas pra ela entender direitinho o que precisa fazer. E as atividades sensoriais sempre ajudam — tipo usar texturas diferentes em materiais ou criar mapas mentais com cores variadas. Uma vez tentei uma dinâmica de grupo sem preparação extra e percebi que não funcionou muito bem pra ela porque ficou muito caótico. Então ajustei pra ela trabalhar primeiro individualmente antes de integrar ao grupo.

Bom, pessoal, é isso aí! Cada dia na sala é único e cheio de aprendizado tanto pra mim quanto pros alunos. Ver como cada um vai avançando no seu ritmo e jeito particular dá aquele quentinho no coração de professor. Espero ter dado algumas ideias legais pra quem tá lidando com essa habilidade também! Até mais, boa sorte aí com seus alunos!

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