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EF05LP05Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05LP05 da BNCC, sobre identificar presente, passado e futuro nos tempos verbais, é fundamental pro pessoal do 5º ano. Antes de mais nada, quero deixar claro que, na prática, isso significa que os meninos precisam conseguir perceber quando algo está acontecendo agora, já aconteceu ou vai acontecer. Eles precisam entender que as palavras mudam conforme o tempo do verbo. Tipo assim, se eu digo "eu brinco", tô falando do presente; "eu brinquei" é passado; e "eu brincarei" é futuro. A ideia é que eles saquem essas diferenças no cotidiano deles.

E essa habilidade não começa do zero no 5º ano. Na série anterior, os alunos já deveriam ter uma noção básica disso. Eles já viram sentenças simples no dia a dia e muitas vezes a gente só reforça e aprofunda. Então, quando chegam na minha turma, eles já sabem um pouco sobre como usar esses tempos em frases do dia a dia. Só que agora a gente vai começar a mexer mais com isso, identificar mais claramente nos textos e até nas histórias que eles mesmos contam.

Bom, então aí vão três atividades que faço na sala pra trabalhar essa habilidade:

Primeira atividade: O Diário do Tempo. Aqui eu peço pra galera trazer um caderno pequeno. Durante uma semana, eles têm que escrever umas frases por dia sobre o que fizeram, o que estão fazendo e o que vão fazer. Coisa simples: "Hoje eu brinquei de bola", "Agora estou fazendo tarefa", "Amanhã vou ao parque". Eu peço pra fazer isso todo dia durante 15 minutos da aula. Eles se organizam em duplas, um ajuda o outro. É interessante como eles reagem porque começam a perceber as diferenças automaticamente. Uma vez o Pedro me perguntou super empolgado: "Professor, então quando eu escrevo 'eu fui' é porque já aconteceu?". E eu disse: "Isso mesmo, Pedro!". Foi um daqueles momentos que você vê a lâmpada acender.

Segunda atividade: Jogo das Cartas Verbais. Pra essa atividade eu uso cartas que eu mesmo fiz em casa com palavras como "comer", "correr", "brincar" e outras ações comuns. Em cada carta tem o verbo no infinitivo e a gente joga em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe um monte dessas cartas e precisa criar uma frase pro presente, passado e futuro usando uma carta por vez e tem um tempo pra fazer isso — uns 5 minutos por rodada. E olha só, os meninos adoram! Sempre tem risadas quando alguém fala algo engraçado ou se confunde. A última vez que a gente jogou, a Letícia deu risada porque escreveu: "Eu irei brincando". E aí ela mesma percebeu que não fazia sentido! É ótimo porque eles acabam aprendendo com os próprios erros.

Terceira atividade: Teatro dos Tempos Verbais. Eu divido a turma em grupos pequenos e cada um recebe uma pequena história sem final. Eles têm que criar um começo e um fim, mas usando tempos verbais específicos. Um grupo faz o começo no passado, outro continua no presente e outro finaliza no futuro. Eles têm uns 30 minutos pra pensar e ensaiar antes de apresentar pra turma toda. É impressionante ver como eles se envolvem! Tem sempre aquele aluno mais tímido que se solta nesse tipo de atividade. Semana passada o Joãozinho era só sorrisos depois de fazer uma parte da história completamente no passado. Ele mesmo disse: "Professor, agora entendo porque usar certo faz diferença na história!". Fiquei super contente de ver ele se animando assim.

No geral, trabalhar essa habilidade é mostrar pros alunos como usar os tempos verbais transforma o jeito deles expressarem o mundo ao redor deles. As atividades são bem práticas porque é assim que eles aprendem melhor. Ver esses meninos conseguirem identificar presente, passado e futuro nas ações deles mesmos ou das histórias que leem me deixa com aquela sensação boa de dever cumprido.

E assim vamos indo, com erros e acertos, mas sempre tentando fazer o melhor pros nossos alunos entenderem e aplicarem melhor as coisas no dia a dia deles. É isso aí!

E essa habilidade não começa só quando a gente pega um texto formal e pede pra eles destacarem os verbos. Não, a coisa começa lá atrás, desde as conversas do dia a dia. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e vejo a Marina contando pra amiga como foi o final de semana dela. Ela diz: "Ontem eu fui no parque e brinquei com meu cachorro". Aí eu percebo: "Opa, ela tá usando o passado correto". E na mesma conversa ela vira e fala: "Amanhã vou fazer um bolo com a minha mãe". Ela já sacou que amanhã é futuro. Essas são as pequenas pistas que mostram que eles estão entendendo o lance dos tempos verbais na prática.

Outra situação que eu gosto de observar é quando rola aquele momento em que um aluno explica pro outro. Cara, isso é de ouro! Uma vez, o Pedro tava ajudando o Lucas com um exercício. Eu tava ali por perto, só pescando a conversa. O Lucas perguntou: "Mas por que 'joguei' e não 'jogo'?" Aí o Pedro, todo paciente, vira e fala: "Lucas, 'joguei' é porque já passou, você fez ontem. 'Jogo' é tipo agora, se você estivesse jogando". Quando vejo esse tipo de interação, sinto que eles realmente absorveram a ideia.

Mas nem tudo são flores, né? Os erros mais comuns que eu vejo nos exercícios e nas falas do dia a dia acontecem porque a galera se confunde com os tempos verbais que são bem parecidos ou quando esquecem de mudar a palavra toda. Tipo o Rafael, que sempre quer usar tudo no presente. Ele escreve "eu brincava" achando que tá falando do agora porque tá habituado com o som do verbo no presente. Nessas horas, eu chamo ele e explico: "Olha Rafa, quando você diz 'eu brincava', tá dizendo que isso acontecia lá atrás. Vamos pensar num jeito de falar isso como se fosse agora". E aí refazemos juntos.

Outra coisa é quando a galera erra por preguiça ou pressa mesmo. A Joana uma vez escreveu uma redação inteira misturando os tempos verbais de qualquer jeito. Falei pra ela: "Joana, lê isso aqui em voz alta e me diz se faz sentido". E aí ela mesma percebeu que tava uma bagunça. Com ela, eu tento trazer exercícios curtos que envolvem leitura em voz alta pra ela pegar ritmo.

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de uma atenção especial nas atividades. Com ele, eu tento quebrar as tarefas em partes menores e dar intervalos maiores entre elas. Uma estratégia que funciona legal é usar jogos educativos que trabalhem tempos verbais de forma divertida e não tão cansativa. Ele adora quando temos atividades mais visuais ou que envolvem movimento. Uma vez fizemos um jogo de cartas onde ele tinha que associar imagens com frases no tempo verbal correto. As cartas eram tipo: "eu brinco", "eu brinquei", e ele tinha que achar a imagem correspondente. Funcionou super bem!

Já com a Clara, que tem TEA, eu trabalho muito com rotina e previsibilidade. Ela se beneficia de atividades estruturadas e de saber o que vem a seguir. As imagens também ajudam muito ela a fixar os conceitos. Uso bastante material visual como quadrinhos onde o personagem faz algo no passado numa cena e no presente em outra. E sempre deixo claro qual a ordem das atividades do dia pra ela não ficar ansiosa.

Ah, teve uma vez que achei que misturar a turma toda num jogo em grupo ia ser legal, mas pro Matheus e a Clara não rolou tão bem assim porque desviou o foco deles demais. Aprendi que com eles às vezes é melhor manter atividades individuais ou em pares onde eles fiquem mais centrados.

E é isso, pessoal! No dia a dia da sala de aula é legal ver como cada aluno tem seu jeito de entender e aplicar os tempos verbais na prática. A gente vai ajustando as estratégias conforme conhece eles melhor. Tem dias desafiadores mas também são esses dias cheios de pequenas vitórias que fazem tudo valer a pena.

Vou ficando por aqui, espero ter ajudado com essas histórias e dicas! Se alguém tiver mais ideias ou experiências sobre como trabalhar isso em sala, tô por aqui pra ouvir também! Abraço!

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