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EF35LP29Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Formas de composição de narrativas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF35LP29 com os meninos do 3º ano é um desafio, mas também muito gratificante. Pra quem tá chegando agora e não tá muito por dentro, essa habilidade envolve a turma identificar os elementos principais das narrativas: cenário, personagens, conflito, resolução e o ponto de vista. A ideia é que os alunos consigam perceber se a história tá sendo contada em primeira ou terceira pessoa. Parece complicado, mas na prática fica mais fácil de entender.

Primeiro, a gente precisa lembrar que os meninos já vêm do 2º ano com alguma noção do que é uma história. Eles já sabem que as histórias têm começo, meio e fim, e que sempre tem alguém ou algo acontecendo. Então, quando eles chegam no 3º ano, nosso trabalho é aprofundar esse entendimento. Eles precisam ser capazes de ouvir ou ler uma narrativa e dizer: "Ah, isso tá acontecendo nesse lugar", "O personagem principal é esse aqui", "O problema dessa história é tal coisa", e por aí vai. Basicamente, é fazer com que eles entendam que toda história tem uma estrutura e elementos que se repetem.

Uma das atividades que gosto de fazer pra trabalhar isso é o "Teatro da História". É bem simples: pego um conto bem curtinho, geralmente da literatura infantil brasileira, tipo "A Festa no Céu". Levo cópias pra sala e lemos juntos. Depois disso, divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo fica responsável por encenar a história. Eles têm que decidir quem vai ser cada personagem, onde vai se passar a história (cenário), qual é o problema e como ele vai ser resolvido na encenação.

Essa atividade costuma levar umas duas aulas, porque na primeira eles leem e começam a planejar e ensaiar, na segunda fazem as apresentações. E assim eles conseguem visualizar direitinho os elementos da narrativa. Da última vez que fizemos essa atividade, a Mariana ficou super empolgada em ser a narradora e deu um show à parte contando a história do jeito dela!

Outra atividade bacana é o "Detetive de Histórias". Nesse caso, eu uso trechos de livros ou histórias bem conhecidas (tipo "Chapeuzinho Vermelho", "O Patinho Feio") e dou para os alunos em duplas. Eles têm que ler o trecho e responder algumas perguntas: Onde isso aconteceu? Quem tá na história? Qual foi o problema? Como resolveram? O material aqui é só papel e caneta mesmo, bem tranquilo.

Normalmente eu dou uns 20 minutos pra leitura e discussão entre as duplas, depois a gente faz uma roda de conversa pra compartilhar o que cada dupla descobriu. Os meninos adoram se sentir detetives! O Pedro adora essa atividade e sempre quer encontrar detalhes que ninguém mais viu.

A terceira atividade é uma das preferidas dos meninos: "Criação de Minicontos". Aqui eles colocam a mão na massa mesmo. Dou um começo de história pra turma (pode ser algo simples como "Era uma vez numa floresta mágica...") e eles têm que continuar a narrativa e criar o próprio conto. Incentivo eles a incluírem todos os elementos: cenário, personagens, conflito e resolução.

Essa parte leva uma aula inteira, porque eles escrevem e depois ilustram seus contos. Aí a gente faz uma exposição dos contos na sala mesmo. Esse momento é muito legal porque eles ficam super orgulhosos dos próprios trabalhos e adoram mostrar pros colegas. Me lembro do Joãozinho todo animado pra mostrar a história dele sobre um dragão solitário que queria fazer amigos.

Essas atividades ajudam muito porque os alunos começam a enxergar padrões nas histórias e entendem melhor como elas são construídas. E na hora de escrever as próprias narrativas, eles já têm essa estrutura em mente.

No fim das contas, o mais importante é criar um ambiente onde os meninos se sintam seguros pra explorar essas histórias e também pra criar as suas. A ideia é sempre tornar o aprendizado leve e divertido, porque quando estão se divertindo, eles aprendem mais fácil.

Bom, é isso! Espero ter dado umas ideias legais pra vocês colocarem em prática na sala de aula também. Se alguém aqui tiver outras sugestões ou experiências diferentes com essa habilidade, compartilha aí! Adoro saber como cada um trabalha esses conteúdos com os alunos. Abraços!

os personagens fazem coisas, que tem começo, meio e fim. Então o desafio é aprofundar isso. Aí, como é que eu sei que a turminha tá pegando a ideia? É uma coisa muito de feeling, né? Enquanto eu tô circulando pela sala, vou prestando atenção no jeito que eles falam sobre as histórias. Quando a Ana Clara vira pro Joãozinho e diz "ah, mas ele fez isso porque tava chateado", eu já vejo que ela tá sacando a motivação do personagem. Ou quando o Pedro tá explicando pro Gabriel que "o monstro não é um monstro de verdade, é só como o menino vê ele", é aí que eu percebo que eles tão sacando a questão do ponto de vista.

Tem vezes também que eu gosto de ouvir as conversas deles em duplas ou grupos. Uma vez, a Letícia tava contando uma história e o Lucas interrompeu pra perguntar "mas onde eles estão? Tá no quarto ou no quintal?" Eu fiquei todo contente porque isso já mostra que ele tá pensando no cenário, entendendo que é importante. Outro momento foi quando a Mariana e o Rafael estavam discutindo sobre quem era o protagonista na história da Chapeuzinho Vermelho e a Mariana argumentou dizendo que o protagonista não era exatamente ela, mas o lobo, pois ele muda toda a história. Essas discussões me mostram que eles tão refletindo sobre os elementos narrativos.

Agora, falando dos erros mais comuns, sempre tem aqueles tropeços típicos. O Tiago, por exemplo, sempre confunde quem tá contando a história. Ele começa dizendo "eu fui na floresta" e termina com "e ela encontrou o lobo". Isso acontece muito com os meninos porque, na empolgação, eles acabam misturando primeira e terceira pessoa sem perceber. Aí, quando vejo isso acontecendo, ao invés de corrigir de cara, eu tento fazer perguntas tipo "quem tá contando essa parte mesmo?" ou "você tava lá ou ela tava lá?". Ajuda eles a se situarem melhor.

Outra situação engraçada foi com a Júlia. Ela sempre cria histórias super elaboradas mas às vezes esquece de dar um fim. A gente acaba com um monte de personagens num castelo sem saber como resolveram o problema. Isso acontece porque eles estão tão animados criando o mundo deles que esquecem de amarrar tudo no final. Daí, eu costumo dizer "e aí, como termina?", dando um empurrãozinho pra pensarem na resolução.

Com relação ao Matheus e à Clara, é sempre um desafio extra que envolve muito carinho e paciência. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento nas atividades. O que funciona com ele é dividir as tarefas em partes menores e dar pausas regulares pra ele se mexer um pouco pela sala ou beber água. Material visual também ajuda muito: uso muitos desenhos e figuras pra ajudar a fixar as ideias.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de uma estrutura bem clara nas atividades. Pra ela, eu organizo um roteiro visual do que vamos fazer naquele dia e uso cartões com imagens representando cada parte da narrativa: cenário, personagens, conflito etc. Isso ajuda ela a se localizar melhor em cada etapa da atividade. E também dou um tempo extra pra completar as tarefas porque ela precisa desse tempo a mais pra processar as informações.

O que não funcionou tão bem foi tentar aplicar uma única estratégia pra todos ao mesmo tempo. Cada criança tem seu ritmo e suas necessidades específicas, então tive que adaptar conforme fui conhecendo eles melhor. Um exemplo foi quando tentei usar só leitura em voz alta achando que ia estimular todo mundo igual, mas vi que pro Matheus ficava um pouco entediante e pra Clara muito confuso se não tinha imagem acompanhando.

E é isso aí! Ensinar essas habilidades pros meninos é um desafio enorme mas também uma alegria imensa quando a gente vê eles pegando as manhas das histórias e dos textos. Se vocês tiverem dicas ou histórias pra compartilhar também sobre como trabalham essa habilidade nas suas turmas, vou adorar ouvir!

Abraço!

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