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EF35LP27Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Escrita autônoma
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF35LP27 com os meninos do 3º ano é uma delícia! A BNCC fala de ler e compreender textos em versos, explorando rimas, sons e coisas do tipo. Na prática, é fazer a criançada brincar com as palavras, entender que elas têm sons, ritmos e que podem pintar imagens na nossa cabeça. Sabe aqueles poemas que parecem música? É isso aí. O aluno precisa conseguir ler um texto poético, identificar as rimas, perceber o ritmo, entender o significado das palavras além do óbvio e até criar uma imagem mental do que ele tá lendo. E a galera já vem com uma bagagem do 2º ano. Eles já tiveram contato com textos simples e algumas rimas. Então, quando chegam no 3º, a gente dá aquele empurrãozinho pra eles explorarem mais.

Aí eu vou te contar umas atividades que eu faço com eles. Vou te dar três exemplos bem legais que funcionam legal aqui na minha turma.

Primeiro, tem a atividade das "Rimas Soltas". Eu levo uma caixa de sapato cheia de cartões com palavras que rimam entre si. Coisa simples mesmo: rato, gato, pato; flor, amor, sabor; e por aí vai. A turma se divide em duplas ou trios, depende de quantos estão presentes no dia. Eu distribuo os cartões e dou uns 20 minutinhos pra eles tentarem formar pares ou trios de palavras que rimam. Depois cada grupo lê em voz alta e a gente faz uma roda de conversa sobre o que as palavras lembraram pra cada um. Na última vez que fizemos isso teve um momento engraçado quando o Pedro achou que "flor" rimava com "aviador" por causa do som do "or" no final. A galera caiu na risada! Mas aí expliquei que rimar é mais sobre o som completo da sílaba final do que só uma parte dela.

Outra atividade que faço é a "Oficina de Poemas". Peço pra eles trazerem revistas velhas de casa ou uso o material das recicláveis da escola mesmo. A ideia é eles criarem um poema curtinho usando recorte e colagem. Podem usar imagens e palavras pra compor os versos. Dou uns 30 minutos pra eles trabalharem nisso e depois fazemos uma pequena exposição das criações nas paredes da sala. Os alunos adoram porque além de brincar com as palavras, eles também mexem com imagens e cores. Na última oficina dessas, a Júlia fez um poema super fofo sobre amizade usando uma foto de dois passarinhos num galho e recortes das palavras "juntos", "felicidade" e "voar". Ela ficou toda orgulhosa!

A terceira atividade é um pouco mais desafiadora mas eles curtem muito: é o "Sarau da Poesia". Aí eu levo alguns livros ou imprimo poemas curtinhos de autores brasileiros famosos como Vinicius de Moraes ou Cecília Meireles. Distribuo os poemas pra galera – cada um escolhe um pra ler em voz alta. Dou uns 15 minutos pra eles se prepararem e praticarem a leitura sozinhos ou em duplas pra se sentirem mais confortáveis. Depois fazemos o sarau mesmo: eles lêem pros colegas imitando a ideia de um evento cultural. É importante deixar claro que não precisa decorar – é só ler mesmo e tentar expressar um pouquinho do sentimento do poema. Na última vez que fizemos isso o Lucas leu "A Casa" do Vinicius e ele fez um trabalho tão bom na declamação que todo mundo começou a bater palmas no final! Ele também ficou surpreso com o próprio talento.

Essas atividades são muito legais porque ajudam os meninos a se soltarem mais com a linguagem escrita. Eles também começam a perceber as múltiplas possibilidades que as palavras têm – não é só sobre escrever certinho, sabe? É brincar com som, sentido e sensação. Além disso, esses momentos são ótimos pra fortalecer o vínculo entre eles e dar aquela dose extra de confiança na leitura.

Aí é isso, pessoal! Trabalhar essa habilidade na prática é muito sobre criar esse ambiente acolhedor onde a turma se sinta segura pra brincar e experimentar com as palavras sem medo de errar. É muito gratificante ver como cada um deles cresce nesse processo. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências nesse sentido também, tô sempre aqui aberto pra trocar figurinhas!

Até mais!

Aí, galera, continuando a conversa sobre a habilidade EF35LP27, já falei que é uma delícia ver os meninos se divertirem com as palavras, né? Mas agora quero compartilhar como eu percebo que eles realmente entenderam o que a gente tá trabalhando, sem precisar aplicar uma prova formal.

Uma das maneiras mais legais de perceber isso é circulando pela sala e escutando as conversas entre os alunos. Quando estou andando por ali, disfarçadamente prestando atenção no que eles falam, é incrível ouvir aquele aluno que já pegou a ideia explicando pro colega que ainda tá meio perdido. Tipo o dia em que o Joãozinho tava falando pro Pedro sobre as rimas. Ele disse: "Pedro, olha só, rima é quando a palavra no final da frase é tipo irmã da outra. Tipo 'coração' e 'balão', tá vendo? Elas combinam!" Naquele momento, eu pensei: "Ah, esse entendeu."

Outra coisa que eu fico de olho é quando eles tão fazendo as atividades em grupo ou em dupla. Às vezes, vejo eles brincando de fazer rimas e criando historinhas rimadas. Quando eles começam a rir das bobagens que inventam ou quando um deles diz: "Nossa, essa ficou boa!" eu sei que eles tão pegando o espírito da coisa. Teve uma vez que a Luana inventou um poeminha sobre uma formiguinha e um elefante e eu vi que ela não só tava entendendo o conceito de rima, mas também se divertindo com a criatividade.

Agora, quanto aos erros mais comuns, tem vários. Algo que acontece muito é a galera confundir ritmo com rima. O Marcos, por exemplo, sempre achava que tudo que rimava tinha o mesmo ritmo e não é bem assim. Ele lia tudo numa mesma cadência sem perceber as pausas naturais dos versos. Eu explico pra eles que é como numa música: às vezes você tem palavras que rimam mas são cantadas em tempos diferentes.

Outro erro clássico é quando eles confundem palavras parecidas com palavras que rimam. A Sofia achava que 'gato' e 'gato' rimavam porque as duas palavras eram iguais! Então tive que explicar: "Sofia, rima é quando duas palavras têm sons parecidos no final, mas não são necessariamente iguais." Depois disso, ela começou a perceber melhor e até ajudou o Lucas quando ele caiu na mesma armadilha.

E quanto ao Matheus e a Clara? Bom, com o Matheus, que tem TDAH, eu tento dividir as atividades em partes menores e mais dinâmicas. Ele adora jogos rápidos e atividades onde ele pode se levantar e mexer um pouco. Uma vez fizemos um jogo onde ele tinha que achar cartõezinhos com palavras rimadas espalhados pela sala e ele amou! Mas não funcionou tão bem quando tentei uma atividade mais longa de leitura sem intervalos pra ele se movimentar um pouco.

Já com a Clara, que tem TEA, eu foco muito em criar um ambiente mais previsível e tranquilo. Ela gosta de saber o que vai acontecer em seguida, então sempre explico o passo a passo das atividades antes de começarmos. Gosto também de usar material visual com ela – imagens junto com os textos poéticos ajudam muito na compreensão dela. Lembro de uma vez que introduzi imagens dos personagens dos poemas e ela ficou super animada! O que não deu muito certo foi uma atividade muito barulhenta; percebi que ela ficou desconfortável. Então tento manter as coisas num tom mais calmo pra ela.

Bom, pessoal, é isso aí! A gente vai aprendendo junto com os meninos e ajustando conforme as necessidades deles. Essa troca diária é o que faz tudo valer a pena na sala de aula. Espero ter contribuído um pouco com vocês! Qualquer coisa, tô por aqui pra gente trocar mais ideias. Abraço!

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