Olha, pessoal, quando a gente fala da habilidade EF35LP12 da BNCC, que é recorrer ao dicionário pra esclarecer dúvida sobre a escrita das palavras, a ideia é que os meninos e meninas do 3º ano consigam usar o dicionário como uma ferramenta pra entender a grafia correta das palavras. Mas não é só isso não, viu? É também pra eles perceberem aquelas pegadinhas na escrita que nem sempre tem uma relação direta entre o som e a letra. Sabe quando o som da palavra engana e a gente acha que é de um jeito, mas na verdade é de outro? Pois é, tipo "exceção" que muita gente escreve "excessão". Então, é isso que eles precisam sacar.
No 2º ano, a turma já vem trabalhando bastante com a leitura e a escrita de palavras mais simples. Eles já têm essa familiaridade com o alfabeto e começam a perceber que nem sempre o que se fala é exatamente igual ao que se escreve. Aí, no 3º ano, a gente aprofunda isso. Eles precisam estar mais espertos ainda pra essas diferenças, e o dicionário entra como um aliado nessa hora.
Agora, deixa eu contar umas atividades que eu faço com os meus meninos aqui na escola pra dar conta dessa habilidade.
Uma das atividades que gosto muito de fazer é o "Caça ao Tesouro das Palavras". Uso dicionários simples, aqueles infantis mesmo, que têm figuras e letras grandes. Divido a turma em duplas ou trios, depende do dia e da bagunça que eles estão (risos), mas geralmente em duplas funciona bem. Dou uma lista de palavras pra cada dupla — tipo assim: exceção, cachorro, mochila. Eles têm uns 20 minutos pra achar as palavras no dicionário. É uma correria! A última vez que fiz essa atividade foi hilária. A Ana e o João estavam numa dupla e quando acharam "exceção" começaram a gritar como se tivessem ganhado na loteria! E isso engaja muito, eles se ajudam e ficam empolgados ao descobrir como é rica essa brincadeira de caça-palavras no dicionário.
Outra atividade legal é o "Desafio da Palavra Misteriosa". Funciona assim: eu escrevo algumas dicas no quadro sobre uma palavra específica sem dizer qual é. Tipo: “Começa com ‘b’, tem três sílabas e é algo que usamos na escola”. Aí a galera tem que adivinhar qual é a palavra (no caso seria "borracha") e depois procurar no dicionário pra confirmar se acertaram ou não. Uso uns minidicionários portáteis dessa vez porque são fáceis pra eles manusearem sozinhos. Geralmente faço essa atividade individualmente porque ajuda na autonomia deles. Leva uns 30 minutos no total, porque além de procurar eles ainda têm que escrever no caderno o significado da palavra achada. Na última vez que fiz isso, o Pedro ficou tão animado quando achou a palavra certa que saiu mostrando pra todo mundo como se fosse o mestre do dicionário!
E também tem o "Dicionário Coletivo", uma atividade mais colaborativa. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e cada grupo fica responsável por uma letra do alfabeto. Eles têm que escolher cinco palavras começando com aquela letra, procurar no dicionário e anotar as definições num cartaz grandão. Depois, todo mundo apresenta sua parte pro resto da turma. Essa atividade costuma levar duas aulas de uns 50 minutos cada, porque também dá espaço pra eles desenharem as palavras no cartaz (e como gostam de desenhar!). Na última vez que fizemos isso, teve uma situação engraçada com a Maria Clara perguntando se ela podia decorar o cartaz com purpurina porque queria fazer bonito na apresentação (risos). No final a sala fica toda colorida e cheia de informação.
Essas atividades ajudam muito os alunos a verem o dicionário não como um bicho de sete cabeças, mas como um amigo que tá ali sempre pronto pra ajudar quando pinta uma dúvida. E olha, mesmo quem não gostava muito de escrever acaba curtindo mais depois dessas dinâmicas — afinal, quando o aprendizado vira diversão fica tudo mais gostoso! Enfim, espero ter ajudado aí quem tá começando agora ou quer umas ideias novas pra aplicar em sala. Bora lá que ensinar também é aprender com os meninos! Até mais!
Olha, pessoal, quando a gente quer saber se os alunos realmente entenderam a habilidade EF35LP12, a gente não precisa mesmo de uma prova formal, não. No dia a dia, é nas pequenas interações que dá pra sacar se eles pegaram a ideia ou não. Tipo assim, tem aquele momento em que você tá circulando pela sala, saca? E aí você ouve o João explicando pra Maria que a palavra "caminhão" tem que ser com "nh" e não só com "n". Ou quando vejo a Sofia ajudando o Pedro a achar uma palavra no dicionário porque ele tava meio perdido. São nessas horas que bate aquele sentimento de "ah, esse entendeu".
Outra coisa legal é quando eles começam a usar o dicionário sem você precisar pedir. Teve uma vez que eu vi a Luana meio concentrada no canto da sala. Quando fui ver, ela tava com o dicionário aberto, caçando uma palavra que tinha achado esquisita num texto. Isso me deu uma alegria danada! Também já peguei o Rafael comentando com o Lucas sobre como achou estranho a palavra "mecha" ser com "ch" e não com "x". Isso mostra que eles tão começando a entender as pegadinhas da língua, sabe?
Agora, falando dos erros mais comuns, olha, tem de monte. Por exemplo, o Felipe sempre confunde "sessão" com "seção". Uma vez ele escreveu num texto que foi numa "sessão" do mercado. Aí você vê que ainda tá bagunçado na cabeça dele. A Ana Clara é campeã de escrever "mais" quando queria dizer "mas". Tipo, várias vezes ela escreve algo como "Eu gosto de brincar, mais preciso estudar." E isso é super comum entre os meninos e meninas dessa idade. O que eu faço nesses casos é bem direto: na hora que eu pego esses erros, vou lá e converso com eles. Mostro a diferença e dou exemplos concretos pra fixar melhor.
Agora falando do Matheus e da Clara, a gente tem que ter um cuidado especial. O Matheus tem TDAH e é um menino cheio de energia, muito esperto mas se distrai fácil fácil. Com ele, eu tento sempre dividir as atividades em partes menores e bem simples. Se a atividade é consultar o dicionário por exemplo, eu dou uma palavra de cada vez pra ele buscar. Às vezes uso um timer pra ele saber quanto tempo tem pra cada busca. Quando ele consegue dentro do tempo, faço questão de elogiar na frente dos outros. Dá aquele incentivo e ele fica todo contente.
Com a Clara que tem TEA, as coisas são um pouco diferentes. Ela já é super detalhista e gosta de fazer as coisas no tempo dela. Pra ela, eu deixo sempre um espaço mais tranquilo na sala pra se concentrar melhor. E tem um dicionário ilustrado que ela adora usar. As imagens ajudam muito ela na associação das palavras. O que não funcionou muito foi tentar fazer atividades em grupo maiores com ela; aí ela fica perdida e acaba se isolando mais.
No fim das contas, cada aluno precisa de um olhar atento e de estratégias um pouco diferentes. A gente vai tentando uma coisa aqui, outra ali... Vendo o que funciona e ajustando o que não tá legal. No dia a dia da sala de aula é assim mesmo: observação constante, muita paciência e criatividade.
Então é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com algumas ideias e quem sabe inspirado vocês a também compartilhar as experiências de vocês por aqui. Trocar figurinhas sempre ajuda no nosso dia a dia com os alunos!
Até mais!