Olha, gente, a habilidade EF04LP21 da BNCC é super importante no 4º ano. Basicamente, ela fala sobre ajudar os meninos a planejar e escrever textos sobre temas que eles acham interessantes. E não é só pegar e escrever de qualquer jeito, não. Eles têm que fazer isso usando informações que eles mesmos pesquisaram, seja em livros ou na internet. E ainda incluir imagens, gráficos ou tabelas simples, quando precisar. Aí eles aprendem a pensar no leitor, na forma de se comunicar e no assunto do texto.
Eu explico isso pros meninos assim: imagina que você quer contar pros seus amigos sobre um jogo novo que descobriu. Não basta só dizer "é legal". Tem que explicar por que é legal, como se joga, quem fez o jogo e tudo mais. E se tiver um gráfico mostrando quantas pessoas jogam ou uma imagem do jogo, melhor ainda! Eles já vêm de séries anteriores sabendo fazer textinhos curtos e ler informações em gráficos simples. Agora é hora de juntar tudo e fazer um texto mais completo.
Vou contar pra vocês três atividades que faço com a galera aqui na minha turma.
Primeiro, gosto de trabalhar com algo que chamo de “Jornal da Sala”. Eu trago jornais velhos e revistas pra sala (aquelas que consigo juntar durante o mês) e divido a turma em grupos de quatro ou cinco. Eles têm que escolher uma notícia ou reportagem que acham interessante. Damos uma olhada nas informações principais, nas imagens e tudo mais. Depois, cada grupo tem que criar sua própria matéria sobre algo que tá acontecendo na escola ou na comunidade. Dou umas duas aulas de 50 minutos pra isso. Os meninos geralmente se empolgam demais, tipo o Gabriel, que quis escrever sobre o campeonato de futebol da escola. Ele e o grupo dele até foram entrevistar o diretor! No final, juntamos tudo num mural na sala e eles adoram ver o nome deles ali.
Outra coisa que faço é a atividade chamada “Pesquisadores da Natureza”. Uso tablets da escola ou levo eles pro laboratório de informática quando dá. A turma pesquisa sobre um animal ou planta que eles acham legal, mas tem que ser algo diferente do comum, tipo assim, nada de cachorro ou gato. Eles têm uma aula pra pesquisar e anotar as informações principais: onde vive, do que se alimenta, curiosidades e essas coisas. Na aula seguinte, eles têm que montar um pequeno texto informativo com essas informações e fazer um desenho do animal ou planta escolhida. Da última vez, a Maria Clara fez um trabalho incrível sobre o tamanduá-bandeira. Ela até encontrou um vídeo mostrando como ele usa a língua pra pegar formigas e todo mundo achou o máximo!
A terceira atividade é “Histórias da Família”, onde os alunos têm que entrevistar alguém da família sobre uma história interessante ou engraçada do passado. Dou uma folha com algumas perguntas guia pra ajudar quem fica meio perdido no começo. Eles fazem a entrevista em casa no fim de semana. Depois trazem pro colégio e transformam a entrevista em um texto narrativo com começo, meio e fim. Leva mais ou menos umas três aulas pra gente revisar as entrevistas e transformar em texto direitinho. É sempre divertido porque aparecem histórias bem curiosas! Teve uma vez que o Lucas trouxe uma história do avô dele, sobre quando ele foi pescar e caiu no rio junto com o peixe! A turma riu demais.
O legal dessas atividades é ver como os alunos vão se soltando e aprendendo a organizar as ideias deles num texto bacana. Também percebo como vão ficando mais críticos na hora de buscar informações de verdade e não acreditar na primeira coisa que leem ou veem por aí. E o melhor: eles se sentem muito orgulhosos quando conseguem produzir algo bacana no final.
É isso aí pessoal! Se vocês tiverem alguma dica ou outra ideia pra trabalhar essa habilidade, compartilha aqui com a gente também! Sempre bom trocar essas figurinhas, né? Abraço!
parque que você gosta. Você não vai só falar que o parque é legal. Vai contar onde ele fica, por que é legal, o que tem lá de interessante, mas também vai usar uma foto pra mostrar aquele brinquedo radical, ou um mapa pra explicar como chegar até lá. É assim que a gente faz na vida real e é isso que essa habilidade quer ensinar pros meninos.
Agora, sobre como eu percebo que eles entenderam mesmo a parada, rapaz, é um negócio de observar no dia a dia. Quando eu tô circulando pela sala e vejo a Letícia explicando pro Joãozinho como ela escolheu as informações pro texto dela sobre dinossauros, aí dá aquele estalo de "ah, essa entendeu". Eu ouço ela dizendo: "João, eu peguei aquela informação dos dinossauros lá no livro da biblioteca porque tinha umas imagens legais, e aí coloquei aquele gráfico mostrando o tamanho deles em comparação com um ônibus". Isso é música pros meus ouvidos! Outro dia, o Pedro tava ajudando a Sofia com o tema sobre planetas, e ele falou: "Sofia, tenta pensar no que o pessoal quer saber sobre Marte, não só no que você acha legal". Daí eu vejo que eles tão começando a pensar no leitor e isso é ótimo.
Os erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo são tipo assim: às vezes eles pegam qualquer informação só pra completar o texto e não pensam se aquilo realmente faz sentido ou se tá ajudando a explicar melhor. A Ana, por exemplo, uma vez fez um texto sobre cachorros e colocou uma tabela com raças de gatos! Quando eu perguntei por quê, ela disse: "Ah, eu achei bonito e colorido". Aí tive que parar tudo e explicar pra ela que bonito é legal, mas a gente precisa ver se tá conectado com o que você tá falando. Outra coisa comum é misturar informações demais sem organizar direito. O Lucas tava fazendo um texto sobre reciclagem e jogou tudo de uma vez: tabela de materiais recicláveis, fotos de lixeiras coloridas e um gráfico de quantas latinhas são recicladas por ano. Parecia uma salada de informação! Daí sentei com ele e mostrei como separar em partes: primeiro os tipos de materiais, depois como reciclar cada um e por último as vantagens. Isso ajuda demais.
Agora, com alunos como o Matheus, que tem TDAH, eu tento deixar tudo mais dinâmico. Sabe como é, ele precisa de atividades mais curtas e com pausas. Então eu faço assim: divido a atividade em etapas bem claras e dou pequenas metas pra ele alcançar, tipo "vamos pesquisar isso agora", depois "vamos anotar aquilo ali". E ele adora usar tecnologia! Deixo ele usar o tablet pra pesquisar ou digitar as ideias dele no Word porque dá mais liberdade. E quanto à Clara, que tem TEA, bom, o desafio é diferente. Ela precisa de previsibilidade. Eu sempre mostro o cronograma do dia pra ela antes de começar e deixo claro qual parte estamos fazendo agora e qual vem depois. E ela gosta muito de elementos visuais então uso muitas imagens. Uma vez ela tava escrevendo sobre borboletas e ficava empolgadíssima pesquisando imagens dos ciclos de vida delas na internet.
Mas olha nem sempre acerto. Teve uma vez que tentei usar jogos online pra ajudar na pesquisa do Matheus e ele acabou se distraindo demais com outras coisas no site. Ou quando dei uma atividade em grupo pra Clara achando que ia ajudar na socialização dela mas acabou foi causando ansiedade porque tinha muito barulho e conversa. Então vou aprendendo com eles também.
Bom gente é isso aí. Ensinar essa habilidade é um desafio mas é muito gratificante ver os meninos descobrindo novas formas de comunicar suas ideias pro mundo. Cada dia é um aprendizado tanto pra eles quanto pra mim. E assim seguimos nessa jornada educacional cheia de altos e baixos mas sempre valiosa! Me contem aí como vocês fazem pra perceber o aprendizado dos seus alunos no dia a dia. Vou adorar trocar ideia com vocês! Até mais!