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EF04LP17Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/televisivo e entrevista.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Escrita colaborativa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade de produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas é uma daquelas que a gente vê o tanto que é importante a molecada desenvolver, ainda mais hoje em dia com tanto acesso à informação. Na prática, isso significa que os meninos têm que aprender a se comunicar bem, entender como funciona um programa de rádio ou TV, saber entrevistar alguém e produzir algo que faça sentido e seja interessante. Bom, não é só sair falando, né? Tem que ter um roteiro, uma estrutura mínima. Eles precisam conhecer os gêneros desses tipos de comunicação e, principalmente, saber adaptar o jeito de falar e escrever conforme o meio.

A conexão com o que eles já sabem do 3º ano é interessante. Lá, eles já começam a ter contato com leitura e escrita mais elaborada, com histórias e narrativas. Quando chegam no 4º ano, têm mais facilidade de entender o conceito de roteiro porque já viram a importância de ter começo, meio e fim numa história. E também já estão mais acostumados a falar em público em atividades simples, tipo ler um texto em voz alta pra turma.

Agora vou contar três atividades que faço na sala com os meninos pra trabalhar essa habilidade.

Uma que sempre dá muito certo é a produção de um jornalzinho radiofônico. Uso apenas gravadores simples ou até mesmo o celular pra gravar a voz deles. A primeira vez que fiz isso foi uma bagunça organizada, mas foi incrível ver o entusiasmo deles. Primeiro eu divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou um tempinho pra eles decidirem sobre o que vai ser o jornal deles. Pode ser sobre as notícias da escola, do bairro, algo que esteja acontecendo na cidade ou até mesmo inventado – desde que tenha uma estrutura lógica. Então eles pesquisam – aí entra a leitura das outras matérias – escrevem os textos curtos pra cada parte do jornal e ensaiam bastante. Isso leva umas duas aulas inteiras, mas eles adoram! Aí vem a parte divertida: gravar! A última vez que fizemos, o João e a Ana quase não pararam de rir porque o João errou a entrada umas três vezes seguidas e aí virou piada interna do grupo. Mas depois deu tudo certo e ficaram super orgulhosos do resultado.

Outra atividade legal é a entrevista com algum convidado especial. Aqui na escola temos um projeto onde sempre que possível trazemos alguém interessante pra falar com os alunos – pode ser um escritor local, um bombeiro, ou até mesmo a merendeira da escola contando suas histórias de vida. Antes da visita do convidado, os alunos se dividem em duplas ou trios e precisam preparar perguntas. Eu ajudo no começo orientando como estruturar perguntas abertas pra tirar o máximo de informação possível. Em uma das visitas recentes, trouxemos um ex-aluno nosso que virou músico. O Pedro ficou super empolgado porque toca violão também e preparou várias perguntas sobre como ele começou na carreira musical. O legal foi ver eles tentarem controlar a ansiedade pra entrevistar alguém importante pra eles! Essa atividade geralmente ocupa duas aulas: uma pro planejamento das perguntas e outra pro dia da entrevista.

Por último tem a produção de um telejornal simulado. Essa atividade é mais complexa, mas é muito rica porque envolve escrita colaborativa e desempenho oral também. Eles têm que escrever roteiros detalhados com apresentação inicial, reportagens fictícias (ou não) e encerramento. Uso uma câmera simples ou celular pra filmar tudo. Um grupo fica responsável pela parte escrita do roteiro enquanto outro treino como se fossem repórteres. Tivemos uma cena engraçada na última vez: a Luísa se empolgou tanto na entrada da reportagem dela sobre animais em extinção no bairro (uma história inventada) que tropeçou no tapete da biblioteca fazendo todo mundo cair na risada. Mesmo assim continuou firme e terminou de improviso! Essa atividade costuma levar umas quatro aulas entre planejamento, ensaios e filmagem.

E aí dá pra ver como essas experiências práticas ajudam os meninos a entenderem as nuances dos gêneros jornalístico e de entrevista enquanto trabalham em equipe e desenvolvem confiança na própria comunicação.

Enfim pessoal, acho que essas atividades tornam o aprendizado bem mais significativo pra eles e ajudam bastante no desenvolvimento dessas importantes habilidades de comunicação desde cedo! Abraço pra todo mundo!

...conteúdo pra realidade deles. E olha, maior satisfação é ver na prática quando eles começam a pegar o jeito.

Tipo assim, eu percebo que o aluno aprendeu quando tô circulando pela sala e vejo eles discutindo entre si sobre as partes de um roteiro. É interessante ver quando um ajuda o outro: "Ah, João, coloca aqui a parte da introdução, lembra que o professor falou que a gente tem que capturar a atenção logo no início?" Aí você percebe que eles não só entenderam a estrutura, mas tão aplicando isso. Outro dia eu tava observando de longe e vi a Maria explicando pro Pedro como fazer uma pergunta mais envolvente pra entrevista deles. Ela disse: "Pergunta pra tia da cantina como ela começou aqui e depois tenta puxar uma história engraçada que ela já viveu, tipo aquela vez que ela disse que caiu o saco de farinha no chão." E é desse jeito prático que a gente vê o entendimento.

E nas conversas entre eles, às vezes surge um comentário que mostra que entenderam bem mais do que a gente espera. Tava eu organizando os papéis na mesa e ouvi o Lucas dizendo pra Ana: "A gente não pode começar dizendo só 'Oi', tem que ter um gancho, algo surpreendente." Quando eles tão corrigindo ou dando dicas uns pros outros assim, dá uma alegria danada. Porque eles tão realmente internalizando o que a gente discutiu em sala.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, tem uns clássicos. Tipo o Enzo, volta e meia ele começa a entrevista dele com um monte de informação desnecessária antes de chegar na pergunta principal. E isso acontece porque muitos deles ainda tão aprendendo a ser objetivos. Aí quando eu pego isso na hora, paro tudo e falo: "Enzo, pensa no que você quer saber de verdade da pessoa e vai direto nessa questão." Isso ajuda a galera a perceber onde precisam focar.

Outro erro comum é na hora de organizar as ideias. Outro dia, a Júlia tava tão empolgada pra gravar o programa deles que esqueceu de anotar o roteiro. Ela só tinha umas palavras soltas no papel. Aí eu sentei do lado dela e disse: "Vamos organizar isso aqui? Pensa numa sequência lógica: começo, meio e fim." E aí ela entendeu melhor como estruturar as ideias.

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Bom, tem algumas adaptações que faço pra eles. Com o Matheus, por exemplo, dou atividades mais curtas ou divido as tarefas em etapas menores pra ele não perder o foco. Tipo assim, numa atividade de roteiro, enquanto os outros estão escrevendo tudo de uma vez, ele faz primeiro a introdução e depois revisamos juntos antes de passar pras próximas partes. Também uso bastante material visual com ele, coisa bem colorida pra captar a atenção dele.

Já com a Clara, procuro dar instruções bem claras e diretas porque ela entende melhor assim. Às vezes uso cartões com pictogramas pra ajudar na sequência das atividades ou até cronômetros visuais pra ela ver quanto tempo ainda tem naquela tarefa específica. Algo que funciona muito bem pra ela é quando faço roteiros visuais dos programas, com desenhos ou símbolos que representem cada etapa do processo.

Uma coisa que não deu muito certo foi quando tentei usar áudios longos nas explicações pros dois. Percebi que tanto o Matheus quanto a Clara se perdiam fácil. Então agora procuro sempre informações curtinhas e diretas.

Por fim, acho que o importante é sempre estar atento às necessidades de cada aluno e adaptar sempre que necessário. É um exercício constante de paciência e criatividade.

Bom galera, acho que é isso por hoje. Espero que essas experiências sejam úteis pra vocês também! Vamos trocando ideias por aqui e aprendendo juntos com nossos alunos! Valeu mesmo pela troca! Abraço!

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