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EF04LP14Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar, em notícias, fatos, participantes, local e momento/tempo da ocorrência do fato noticiado.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Forma de composição do texto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF04LP14 da BNCC é uma daquelas que parece complicada quando a gente lê pela primeira vez, mas na prática ela faz todo o sentido. Basicamente, o que a gente quer é que os alunos consigam ler uma notícia e entender o que tá rolando ali. Então, eles precisam saber identificar qual é o fato principal, quem são as pessoas envolvidas, onde e quando aconteceu. É sobre eles serem capazes de “descascar” a notícia e pegar as informações principais, sabe? Não é só pra saber o que tá escrito, mas pra entender de verdade a informação.

Quando os meninos chegam no 4º ano, eles já têm uma base de leitura que vem sendo trabalhada desde lá do 1º ano. Eles já sabem formar frases, têm um vocabulário mais ou menos amplo, e conseguem escrever pequenos textos. Aí, no 3º ano, a turma já começa a ter contato com textos mais variados e a responder perguntas sobre eles. Então, o 4º ano é o momento de começar a afiar a leitura crítica. Eles não precisam só ler por ler, mas entender o que tá sendo dito e como isso se estrutura.

Agora, vou contar como eu faço isso na minha turma. Começo usando material bem simples: jornais e revistas antigos que eu mesmo levo pra sala. É importante o texto ser autêntico, aquela coisa que eles veriam fora da escola também. Primeiro, divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe uma notícia diferente e tem uns 15 a 20 minutos pra ler e discutir o que tá ali. Eles têm que identificar quem fez o quê, onde e quando aconteceu, aquele basicão mesmo.

Aí vem a parte legal: eles têm que apresentar pros colegas o que entenderam. Na última vez que fiz isso, o grupo da Ana Clara ficou encarregado de uma notícia sobre um campeonato de futebol local. Ela mesma era toda empolgada contando dos gols e dos jogadores como se tivesse narrando um jogo ao vivo!

Outra atividade que funciona bem é fazer uma roda de conversa depois de assistir um trecho de telejornal na sala. Eu uso um datashow emprestado da escola e escolho alguma matéria curta e interessante – tipo alguma coisa sobre animais ou tecnologia, coisas que chamam a atenção deles. A atividade toda leva uns 30 minutos. É incrível ver como eles reagem: no início ninguém queria falar muito, mas aí o Pedro começou a falar sobre como ele achava incrível os robôs ajudando em tarefas do dia a dia e pronto! A galera toda começou a participar.

Também gosto de fazer uma espécie de caça ao tesouro com notícias impressas. Recorto manchetes de várias notícias e distribuo pela sala. Cada aluno pega uma manchete e tenta encontrar onde ela se encaixa nas notícias espalhadas pelas mesas. Quando fiz isso com minha turma, o João se destacou porque ele encontrou duas manchetes corretas rapidinho; aí ele começou a ajudar a Marina, que tava meio perdida. Isso durou uns 40 minutos e eles adoraram essa competição saudável.

Essas atividades não só ajudam os meninos a desenvolverem essa habilidade específica da BNCC como também deixam eles mais confiantes na hora de lidar com textos fora da escola. E esse é nosso objetivo final: formar leitores críticos, capazes de entenderem o mundo ao redor deles com mais clareza.

No fim das contas, acho que o mais importante é criar um ambiente onde os alunos se sintam à vontade pra explorar textos e expressar suas opiniões sem medo de errar. Quando eles veem algo interessante ou têm uma nova ideia sobre uma notícia, dá pra sentir aquela faísca nos olhos deles. É aí que eu sei que tô no caminho certo com as minhas aulas.

Bom, acho que é isso! Espero que essas ideias possam ajudar outros professores por aí que estão tentando dar sentido pras habilidades da BNCC na prática do dia a dia. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências também, tô sempre aberto pra ouvir!

uma ideia do que é uma notícia por conta das atividades de anos anteriores, mas agora o bicho pega mesmo. E a gente tem que usar a criatividade pra que eles não só peguem o jeito, mas também curtam o processo. Eu gosto de criar debates na sala e eles têm que argumentar usando as informações das notícias que leram. Tem uma atividade que sempre faço e os meninos adoram, é um tipo de “jornal ao vivo”. Cada grupo tem que ler uma notícia e aí cada um assume um papel: repórter, entrevistado, câmera, editor... Eles se envolvem tanto que esquecem que estão aprendendo.

Agora, como perceber se aprenderam sem aquela prova formal? Ah, no dia a dia mesmo dá pra sacar. Às vezes, tô circulando pela sala, observando como cada um tá lidando com a tarefa e vejo aquele brilho no olho quando eles entendem algo. Tipo o João, que sempre vinha perguntar o que tinha de mais importante na notícia, um dia eu ouvi ele explicando todo empolgado pro colega: “Olha, aqui tá falando do acidente na estrada tal, mas o importante mesmo é que eles conseguiram salvar todo mundo!”. Aí eu pensei: “Esse entendeu!”. Ou quando a Ana faz perguntas mais profundas sobre detalhes da notícia em vez de só perguntar onde aconteceu.

As conversas entre eles são ótimas pra isso também. Quando um aluno explica pro outro algo que aprendeu é fantástico. Essa troca além de reforçar o aprendizado mostra quem já pegou o jeito. Outro dia, a Maria tava explicando pro Pedro como encontrar as informações principais sem perder tempo com detalhes desnecessários. Fiquei só de olho pra ver até onde ela ia e foi até o final sem precisar da minha ajuda. É nessas horas que a gente vê que a coisa tá fluindo.

Claro que erros acontecem e aí é onde a gente entra em ação. Um erro bem comum é quando os meninos confundem opinião com fato. Tipo assim, numa notícia sobre clima, o Lucas achou que “vai chover” era um fato porque estava escrito lá. Aí tive que sentar com ele e explicar a diferença entre previsão (opinião do meteorologista) e fato (o que realmente acontece). Outro exemplo é quando a Júlia acha que só porque algo está na manchete é a parte mais importante da notícia. Nessas horas, eu paro tudo e faço eles voltarem pra leitura, buscando mais pistas no texto.

Agora, lidando com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, eu preciso ajustar minha abordagem. O Matheus tem dificuldade em se concentrar por muito tempo numa única atividade. Então eu faço divisões da tarefa em etapas menores. Tipo assim: primeiro ele lê só o primeiro parágrafo e anota as palavras-chave; depois ele faz uma pausa pra conversar comigo ou desenhar; aí ele volta pra próxima parte. Faço questão de usar materiais visuais também, como infográficos coloridos e tabelas simples.

Com a Clara, já vi que ela responde melhor a rotinas bem definidas e previsíveis. Então antes de começar qualquer atividade nova eu explico direitinho como vai ser cada passo do processo. Tento usar histórias visuais e quadros para ajudá-la a organizar as informações. E descobri que fazer ela trabalhar em dupla com algum colega paciente e compreensivo ajuda bastante.

Mas nem tudo funciona assim de primeira. Teve uma vez que tentei usar um aplicativo interativo achando que ia ser uma maravilha pro Matheus e acabou sendo um desastre porque tinha muita informação piscando na tela ao mesmo tempo e ele ficou perdido. Aprendi a dosar melhor essas tecnologias desde então.

Bom, acho que por hoje é isso! Espero ter ajudado com essas ideias e experiências de sala. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideia sobre essas práticas ou outras estratégias em sala de aula, estamos aqui no fórum! Até mais!

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