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EF04LP11Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses textos (problema, opinião, argumentos), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, sobre essa habilidade EF04LP11, eu entendo que a ideia é ensinar os alunos a escreverem cartas de reclamação, sabe? Mas não é só reclamar por reclamar. Eles precisam entender o formato de uma carta, tipo como começar, como terminar, e o que colocar no meio. E mais importante: eles têm que saber expressar um problema de forma clara e dar uma opinião sobre ele. Às vezes, os meninos já sabem reclamar de um monte de coisa, mas colocar isso no papel com uma estrutura certinha é outra história.

Então, o primeiro passo é garantir que eles compreendam que uma carta de reclamação precisa ter um problema bem definido. Por exemplo, se eles estão reclamando que a quadra da escola tá sempre alagada depois da chuva, eles têm que descrever isso direitinho. Depois, precisam dizer por que aquilo é um problema e o que acham que poderia ser feito pra resolver. Essa habilidade é uma evolução do que eles aprenderam antes. No 3º ano, a gente já trabalha muito com escrita de bilhetes e recados, prestando atenção nas ideias principais e na comunicação clara.

Agora, deixa eu te contar como eu faço isso na prática com a minha turma do 4º ano. Primeira atividade: carta para um "vizinho barulhento". Aí eu peço pra eles imaginarem que têm um vizinho muito barulhento e precisam escrever uma carta pra reclamar disso. Eu trago algumas cartas modelo pra sala, que pego na internet mesmo ou crio rapidinho em casa. Divido a turma em duplas ou trios, dependendo do número de alunos, e explico que eles precisam se colocar no lugar da pessoa que mora ao lado e pensar por que o barulho incomoda tanto. Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos. Os meninos ficam super engajados porque meio que todo mundo tem uma história parecida pra contar, aí surgem casos engraçados também.

Uma vez, a Ana Clara disse que o vizinho dela cantava muito mal no karaokê todo sábado. Quando ela leu a carta dela pra turma, os outros quase caíram da cadeira de tanto rir! Mas aí aproveitei pra mostrar como ela poderia argumentar melhor sobre o incômodo do karaokê.

A segunda atividade é "carta para a cantina". Aqui a coisa é um pouco mais séria porque envolve algo mais próximo da realidade deles: a comida da cantina. Peço pra eles escreverem uma carta reclamando de algo que não gostaram na cantina, mas têm que sugerir melhorias também. Dou uma folha pautada simples pra cada um e deixo eles escreverem individualmente dessa vez. Isso ajuda cada um a pensar nas suas próprias ideias e organizar os argumentos sozinho. Levo essa atividade em duas sessões também: na primeira eles escrevem o rascunho e depois revisam com a minha ajuda antes de passarem a limpo.

Teve uma vez que o Lucas escreveu reclamando do suco "super aguado" e sugeriu que colocassem mais polpa de fruta nele. Achei interessante porque ele trouxe uma solução viável pro problema, mostrando que estava pensando além da reclamação.

A terceira atividade é "carta para o diretor". Peço pra turma pensar em algo na escola que gostariam de mudar ou melhorar e escrever uma carta pro diretor sobre isso. Aqui uso cartolina e canetinhas coloridas pra eles fazerem cartazes com suas ideias principais antes de começarem a escrever. Isso ajuda os visuais a organizarem melhor o que querem dizer. Deixo metade da aula pra discussão em grupo sobre as ideias e outra metade pra escrita da carta propriamente dita.

Uma vez, o João Pedro escreveu pedindo que houvesse mais árvores no pátio da escola porque ele achava muito quente durante o recreio. Ele argumentou tão bem sobre os benefícios das árvores que usei a carta dele como exemplo em outras turmas.

Em todas essas atividades, tento sempre relacionar as cartas com coisas do cotidiano deles porque isso torna os exercícios mais significativos e reais pros meninos. Eles se sentem parte do processo e mais engajados quando percebem que estão escrevendo sobre algo importante pra eles ou suas vidas diárias.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é ajudar os alunos a se comunicarem melhor de maneira estruturada e eficaz sobre aquilo que realmente importa pra eles. E quando você vê aquelas cartinhas prontas no final, cada uma com seu jeitinho único, dá aquele orgulho danado de saber que estamos preparando essa galera pro mundo real.

E é isso aí! Se alguém tiver outra ideia ou quiser compartilhar experiência também, tô aqui!

Olha, perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é quase um exercício de observação olímpica, sabe? Você tem que estar ali, atento aos detalhes do dia a dia. Tipo, enquanto circulo pela sala, eu presto atenção em como eles estão escrevendo, mas também em como eles falam sobre o que estão escrevendo.

Teve uma vez que a Ana estava explicando pro Pedro como ela tava organizando a carta dela. Aí ela falou assim: “Você tem que começar com o 'Prezado', senão fica muito direto e pode parecer falta de educação.” Quando ouvi isso, pensei: ah, essa entendeu! Porque ela captou a importância do tom na escrita de uma carta. E aí tem o João, que uma vez me pediu pra ler a carta dele e antes mesmo de eu terminar, ele já tava apontando: “Acho que tá faltando argumentar melhor aqui, né professor?” Esse tipo de autocrítica é um sinal claro de que ele entendeu o conceito.

Agora, os erros mais comuns... Olha, tem vários. O Lucas tem mania de começar a carta dele já reclamando sem se apresentar ou dar um contexto. A carta dele começa com “Esse produto veio errado!” e aí tenho que lembrar ele de voltar e explicar quem ele é e qual produto tá falando. Isso acontece muito porque as crianças às vezes querem ir direto ao ponto, tipo quando estão conversando entre si.

E tem a Júlia que sempre esquece de terminar a carta com uma despedida adequada. Ela assina assim “Tchau!” ou só coloca o nome dela. Já vi outras vezes ela simplesmente esquecer de assinar, como se não tivesse ninguém do outro lado lendo a carta. Quando isso acontece, paro ao lado dela e digo: “E se você fosse receber essa carta, gostaria de saber quem te mandou ou como te mandaram?” Aí a ficha cai.

Sobre o Matheus e a Clara, aí o desafio é outro. Com o Matheus, que tem TDAH, eu sempre uso atividades mais curtas e variadas. Ele se distrai fácil se a tarefa é muito longa ou se é sempre igual. Então faço coisas tipo dividir a escrita da carta em partes menores ao longo da aula. Às vezes uso cartões coloridos pra ele organizar as ideias antes de escrever. Ele gosta disso porque dá pra mexer nos cartões e ver como as ideias se conectam.

Com a Clara, que tem TEA, eu tento ser o mais claro possível nas instruções. Uso muito suporte visual porque ajuda ela a entender melhor o que precisa fazer. Tipo assim: eu coloco exemplos impressos das cartas com todas as partes destacadas em cores diferentes. Isso ajuda ela a perceber o que vem primeiro e o que vem depois. Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer ela explicar oralmente antes de escrever. Percebi que ela trabalha melhor quando pode visualizar tudo diretamente no papel.

Outra coisa importante é dar tempo extra pra esses dois quando necessário. Eu tento ter um ambiente na sala onde eles não se sintam pressionados por prazos apertados. Quando vejo que o Matheus tá perdendo foco, dou um tempo pra ele se levantar e esticar as pernas antes de voltar pro trabalho. Com a Clara, às vezes deixo ela ficar num cantinho mais calmo da sala quando precisa de concentração extra.

Bom, acho que é isso por agora. Ensinar é sempre um aprendizado constante também pra gente, né? Cada dia na sala tem suas surpresas e desafios únicos. Espero ter ajudado um pouco compartilhando essas experiências. E vocês aí, como lidam com essas situações? Sempre bom ouvir outras histórias também!

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