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EF04LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regulares morfológicas).

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF04LP08 da BNCC é bem interessante de trabalhar com os meninos do 4º Ano. Na prática, ela significa ajudar a galera a reconhecer e escrever direitinho algumas palavras que têm sufixos específicos, tipo -agem, -oso, -eza e -izar/-isar. O foco é na ortografia dessas palavrinhas e como elas se formam a partir de outras.

Pensa comigo: a criança já chegou no 4º Ano tendo visto um monte de coisa sobre palavras, raízes e sufixos, mesmo que de forma bem simples. No 3º Ano, eles já começam a brincar um pouco com transformar palavras, tipo “flor” em “florido”. No 4º, a ideia é aprofundar isso, mostrando como as palavras podem mudar de sentido quando a gente coloca um sufixo. Por exemplo, de “coragem” vem de “corajoso”. Basicamente, eles precisam conseguir olhar para uma palavra como “amizade” e perceber que ela vem de “amigo”, sacou?

Agora, sobre as atividades que eu faço com eles, vou contar umas três bem legais que sempre rendem boas risadas e muito aprendizado.

Primeira atividade: Bingo das Palavras Derivadas. Uso papel e caneta mesmo, simples assim. Cada aluno recebe uma cartela com várias palavras base, tipo “amor”, “beleza”, “educar” e por aí vai. Eu vou falando os sufixos e eles têm que completar a palavra derivada correta na cartela. Por exemplo, se eu digo "-oso", eles têm que achar uma palavra que pode virar isso na cartela e escrevem “amoroso” se tiver "amor" lá. A turma fica numa animação só! Parece até festa junina com tanto grito de "bingo". Na última vez que fizemos, o João ficou tão empolgado que gritou "bingo" quando nem tinha completado a cartela certa ainda! Dá pra fazer em uns 20 minutos e no final sempre dou uma balinha ou um adesivo pros vencedores.

A segunda atividade é a Oficina de Criação de Palavras. Essa funciona melhor em duplas ou trios. Dou um conjunto de cartões com palavras bases e outro conjunto com os sufixos. Eles têm que combinar as cartas e criar novas palavras. Aí, eles também inventam uma frase usando essas novas palavras. Não precisa de muito material além dos cartões, que eu mesma faço à mão. O legal é ver como eles se divertem criando palavra estranhas mas plausíveis. Na última vez que fizemos isso, o Pedro e a Ana criaram "chuvoso" pra "chuva", mas também inventaram "areiozidade" para "areia". Acabaram rindo tanto dessa palavra inventada que tive que conter a bagunça! Essa leva uns 30 minutos porque além de formar as palavras tem a parte da frase.

A terceira atividade é o Desafio do Dicionário Improvisado. Para essa preciso de alguns dicionários físicos ou acesso à internet. Divido eles em pequenos grupos e cada grupo recebe uma lista de palavras derivadas para procurar as palavras base no dicionário e entender o significado delas sem os sufixos. Quando encontram, devem escrever o significado da palavra original e depois explicar como o sufixo muda o sentido dela. Essa atividade é mais desafiadora e leva uns 40 minutos porque envolve pesquisa e escrita. É sempre interessante ver as discussões entre eles sobre os significados. Uma vez, a Júlia ficou intrigada com “beleza” e “belo” e quis saber porque não existe “beloso”. É aí que entra minha parte favorita: explicar que nem toda combinação faz palavras reais!

Os alunos reagem muito bem a essas atividades porque elas são dinâmicas e deixam eles explorarem as palavras de um jeito divertido. Eles nem percebem que estão aprendendo ortografia no meio da brincadeira! E eu adoro ver como eles começam a entender mais sobre como as palavras são formadas.

Essa habilidade é importante porque ajuda a fixar algumas regras ortográficas que muitas vezes pegam os alunos desprevenidos em provas e redações depois. Além disso, trabalhar assim dá confiança pra galera quando estão escrevendo textos próprios, seja nas aulas ou fora delas.

No final das contas, o importante é fazer com que eles percebam essas estruturas das palavras quase sem sentir que estão decorando regras sabe? É mais sobre criar aquela sensação de "ahá!" quando entendem como tudo se encaixa.

Bom, espero ter ajudado quem tava querendo umas ideias práticas! Se alguém tiver outras sugestões ou quiser trocar mais experiências sobre isso, tô sempre por aqui no fórum!

aprofudar nessas transformações e entender melhor como as palavras se formam. Eu gosto de usar atividades práticas, como jogos de combinação de palavras e quebra-cabeças, porque a molecada aprende brincando, e isso deixa tudo mais divertido e menos chato. Agora, como saber que eles realmente entenderam essas ideias sem fazer uma prova formal? Bom, é no dia a dia que a gente pega essas coisas, né? Quando estou andando pela sala, circulando entre as mesas, é ótimo pra observar. Se o Joãozinho tá explicando pra Maria que "coragem" vem de "cor" com aquele sufixo "agem", aí você percebe que ele realmente captou a ideia. E quando eles começam a usar palavras com esses sufixos de forma espontânea nas redações, ou até mesmo durante uma conversa informal, dá pra ver que a ficha caiu. Uma vez, ouvi a Gabriela dizendo pro colega: "Nossa, esse desenho tá maravilhoso!" e fiquei todo contente. Ela não só usou o adjetivo certo como também entendeu como o sufixo dá um novo significado à palavra.

Agora, sobre os erros mais comuns, olha, tem uns que são clássicos. Por exemplo, o Pedro sempre troca "amizade" por "amizado", ou o Lucas acha que "felizidade" tá certo em vez de "felicidade". Esses errinhos acontecem porque às vezes eles tentam aplicar a regra de forma automática sem pensar na origem da palavra ou simplesmente porque ainda estão se acostumando com as exceções do nosso querido português. Quando vejo um erro desses durante a aula, paro tudo e faço uma brincadeira rápida: peço pra turma pensar em outra palavra com o mesmo sufixo e montar frases engraçadas. Aí eles percebem que algo tá errado e tentam consertar.

Agora falando do Matheus e da Clara... Então, o Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento e estímulos diferentes durante as aulas. Eu tento sempre colocar atividades mais dinâmicas que ele possa se movimentar um pouco mais. Já usei cartões com palavras soltas espalhados pela sala pra ele encontrar as combinações certas. Funciona bem porque ele consegue se mexer e ainda focar na tarefa. O lance é não deixar a atividade longa demais porque ele perde o foco facilmente.

A Clara tem TEA e precisa de uma abordagem um pouco diferente. Ela se dá bem com rotinas estruturadas e previsíveis, então sempre aviso antes qualquer mudança na atividade ou no ritmo da aula. Uso suportes visuais, como cartazes com exemplos de palavras e sufixos na frente dela, porque ela aprende muito melhor vendo as coisas do que só ouvindo. Um dia fizemos um mural onde ela podia colar palavras com diferentes sufixos durante a semana. Isso ajudou bastante porque ela via como as palavras iam se agrupando.

Uma coisa que não funcionou foi tentar usar jogos de tabuleiro competitivos com os dois ao mesmo tempo. O Matheus ficava impaciente esperando a vez dele e a Clara não curtia a pressão do tempo para jogar. Acabei adaptando pra mini-desafios individuais onde cada um tinha seu ritmo.

Acho que é isso, pessoal! Espero ter ajudado com essas ideias e experiências da sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar como lida com essas questões na própria escola, vou adorar ler! Um abração aí e até a próxima!

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