Olha, trabalhar a habilidade EF04LP06 no 4º ano é algo que eu encaro como super importante porque é nessa fase que os meninos começam a dominar de verdade a estrutura da língua. Pra mim, essa habilidade de concordância verbal é como eles entenderem que as palavras dentro de uma frase precisam "conversar" entre si. Tipo, se eu digo "a menina joga bola", a palavra "menina" puxa o verbo "jogar" pro singular. Mas se for "as meninas jogam bola", aí o verbo muda pra concordar com "meninas". Parece simples, mas os meninos dessa idade ainda estão pegando o jeito.
Antes de chegar nessa fase, lá no 3º ano, a galera já aprendeu bastante sobre substantivos e pronomes. Eles sabem que substantivos são as palavras que dão nomes pras coisas (como "cachorro", "menina", "bola"). E pronomes pessoais são aqueles que usamos pra substituir os nomes, tipo "eu", "tu", "ele". Então o que a gente faz agora é juntar essa base que eles já têm com os verbos, pra que tudo fique certinho na hora de escrever e ler. É uma continuidade natural do que eles já vêm estudando.
Agora vou contar pra vocês três atividades que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade.
A primeira atividade que eu gosto de fazer é um joguinho chamado "Complete a Frase". É bem simples e dá pra usar papel e caneta só. Eu escrevo no quadro algumas frases incompletas, tipo assim: "O gato ___ (miar) à noite." ou "Nós ___ (estudar) todos os dias." A turma fica em duplas e eles têm que completar com o verbo no tempo e pessoa certos. Dou uns 15 a 20 minutos pra isso. Os meninos adoram porque vira quase uma competição saudável, eles ficam animados pra ver quem completa mais frases corretamente. Uma vez, o Lucas e a Mariana estavam numa dupla e começaram a discutir porque o Lucas queria colocar "nós estuda todos os dias". Aí a Mariana explicou direitinho por que tinha que ser "nós estudamos". Achei ótimo porque eles mesmos vão se corrigindo.
A segunda atividade envolve leitura, que é algo que sempre tento colocar nas aulas pra manter a prática da leitura em dia. Eu escolho um texto curtinho, pode ser uma fábula ou um conto infantil. O material precisa ser acessível, então pego algo do livro didático mesmo ou imprimo algum texto da internet numa folha A4. Leio o texto junto com eles, parando sempre nos verbos pra gente discutir a concordância ali na hora. Essa atividade costuma levar uns 30 minutos. E olha, é incrível ver como eles pegam os erros nas frases, tipo quando o verbo não tá concordando. Uma vez fizemos isso com uma fábula do Esopo e a Júlia, sem ninguém mandar, começou a ler em voz alta fazendo as correções. Isso animou todo mundo e virou quase um jogo de detetives.
A terceira atividade é uma espécie de laboratório de escrita. Peço pra cada aluno escrever um parágrafo sobre um tema simples, tipo "minha família" ou "meu animal de estimação". Eles usam caderno de redação e têm uns 40 minutos pra isso. Depois eles trocam os textos entre si pra revisarem essa questão da concordância verbal. É engraçado porque vira um festival de descobertas. Teve uma vez que o Felipe escreveu sobre seu cachorro dizendo "meus cachorro corre rápido". Quando a Ana leu isso ela fez questão de corrigir e ainda explicou pro Felipe como fazer direito. Dessa forma eles aprendem reescrevendo também.
Enfim, acho que essas atividades ajudam bastante os meninos a pegarem o jeito da concordância verbal. E é sempre legal ver como eles interagem e aprendem juntos nessas práticas em grupo ou duplas. Sem falar nas correções espontâneas que surgem, mostrando que eles tão entendendo mesmo a importância da coisa.
Por hoje é isso! Espero ter ajudado aí quem tá começando com essa turma do 4º ano ou quem busca ideias novas pro conteúdo de língua portuguesa. Bora trocar mais ideias depois! Até mais!
Antes de chegar nessa fase, lá no 3º ano, eu já vou plantando umas sementinhas sobre concordância verbal, mas é no 4º ano que o bicho pega. Agora, como é que eu sei que os meninos realmente estão entendendo a tal da concordância sem precisar de uma prova formal? Bom, é tudo na base da observação mesmo, viu. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala durante as atividades, dá pra sacar muito pela forma como eles lidam com os exercícios e até com as conversas entre eles.
Por exemplo, teve uma vez em que eu ouvi o Joãozinho tentando explicar pra Ana, de um jeito meio atrapalhado mas com boa vontade, que "os meninos brinca" não tava certo. Ele disse algo como: "Ana, quando tem um monte de gente fazendo uma coisa, o verbo tem que mudar também. Então é 'brincam' e não 'brinca'." Naquele momento me deu aquele estalo: opa, o Joãozinho entendeu a ideia! E isso sem precisar de papel e caneta. Só na conversa mesmo.
Outro jeito de perceber se eles entenderam é quando eles começam a corrigir uns aos outros naturalmente. Eu acho isso fantástico! Tipo, se o Lucas tá lendo um texto em voz alta e diz algo como "as crianças canta", e aí a Maria logo em seguida diz: "Não, Lucas! É 'cantam'!" Aí eu vejo: eles realmente estão captando a mensagem.
Agora, falando dos erros comuns que eles cometem... Olha, tem uns bem clássicos. O Pedro é um caso. Ele sempre troca as bolas quando tem um sujeito composto. Se tem uma frase tipo "O Pedro e o Luiz joga futebol", ele se esquece de colocar o verbo no plural. Isso acontece porque às vezes eles se concentram mais no sujeito singular próximo ao verbo e esquecem o resto. A mente deles vai rápida demais!
Quando eu pego esses erros na hora, tento não só corrigir mas sim explicar o porquê. Eu faço algo como: "Ei, Pedro! O que você acha que tá faltando aqui?" E aí vou guiando ele pra perceber sozinho. É tipo plantar uma semente do raciocínio crítico dentro da cabecinha deles.
Sobre a galera com necessidades específicas... Ah, isso demanda um carinho especial. O Matheus que tem TDAH, por exemplo, precisa de mais movimento. Eu deixo ele fazer parte das atividades em pé ou mesmo andando pela sala enquanto pensa nas respostas. Uma vez tentei usar fones de ouvido com música suave pra ajudar ele a concentrar mais, e até funcionou por um tempo!
Já a Clara, que tem TEA, precisa de previsibilidade e estrutura no que fazemos. Então pra ela eu uso cartõezinhos ilustrados que mostram o passo a passo das atividades. Isso ajuda ela a saber o que vem a seguir sem surpresas. Ah, e sempre dou um tempinho extra porque ela precisa processar tudo com mais calma.
Uma coisa que percebi é que trabalhar com materiais visuais ajuda bastante os dois: tanto pro Matheus quanto pra Clara. Mas nem tudo são flores... Teve uma atividade em grupo que não rolou muito bem pro Matheus porque ele se distraiu demais tentando acompanhar várias pessoas ao mesmo tempo.
Bom, galera... é isso! Trabalhar essas habilidades é um desafio grande, mas quando vejo um aluno corrigindo o outro ou explicando algo do jeito certo, sei que tô no caminho certo. E cada aluno com suas particularidades faz a gente aprender junto com eles todo dia.
Até a próxima troca aqui no fórum! Fiquem bem e compartilhem suas experiências também!