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EF35LP18Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Escuta de textos orais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Aí, pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre como eu trabalho aquela habilidade EF35LP18 da BNCC com a minha turma do 3º ano aqui em Goiânia. Essa habilidade, na prática, é sobre os meninos aprenderem a escutar de verdade quando alguém está apresentando alguma coisa na frente da sala. Tipo, não é só ficar lá sentado olhando pro nada, mas realmente prestar atenção, entender o que o colega tá falando e, se rolar dúvida, saber perguntar direitinho, sem enrolação. E olha, isso conecta muito com o que eles já começaram a fazer no 2º ano. Antes era mais ouvir historinha e comentar, agora é mais formal, uma apresentação mesmo.

O desafio é fazer essa molecada entender que escutar é tão importante quanto falar. Eles precisam conseguir formular perguntas pertinentes. Tipo assim, não vale perguntar "qual é sua cor favorita?" se o trabalho é sobre a vida dos dinossauros. A ideia é que eles façam perguntas que ajudem a entender melhor o que o colega trouxe ou até dar um toque se acharem que tá faltando alguma coisa. E olha só, isso ajuda os meninos também a desenvolverem o senso crítico e a comunicação de maneira geral.

Vou compartilhar algumas atividades que faço na sala pra trabalhar essa habilidade de escuta atenta. Uma das coisas que gosto de fazer é o "dia do especialista". Funciona assim: a gente escolhe um tema durante a semana e, na sexta-feira, cada aluno ou dupla traz uma apresentaçãozinha sobre esse tema. Pode ser qualquer coisa relacionada ao tema: cartazes, desenhos, objetos curiosos. Eu sugiro temas bem variados, tipo "animais do cerrado" ou "invenções incríveis". Eles ficam animados porque podem escolher algo que realmente interesse cada um. Uso material simples: papel A4 pra quem quer desenhar ou escrever, algumas revistas velhas pra recortar imagens e cola.

Divido a turma em duplas ou trios e dou uma tarde inteira pra eles prepararem suas apresentações. Na sexta, cada grupo vai à frente da sala e apresenta seu tópico em 2 ou 3 minutos. Durante as apresentações, o restante da turma deve anotar pelo menos uma pergunta. Aí vem a parte legal: depois que o grupo termina de apresentar, abro pra perguntas. Da última vez que fizemos isso, o Joãozinho apresentou sobre as araras-azuis do cerrado e a Maria perguntou como elas fazem pra se comunicar umas com as outras. Achei super pertinente! E o Joãozinho conseguiu responder bem direitinho.

Outra atividade que faço é um jogo chamado "Pergunta Certa". Funciona como uma competição saudável entre os grupos. Divido a turma em dois grandes grupos e seleciono alguns vídeos curtos educativos (uns 5 minutos cada) sobre temas diversos – pode ser ciência, história, geografia. Passo um vídeo por vez e, após assistirem, cada grupo tem dois minutos pra formular perguntas para o outro grupo responder. Aí eu marco ponto pras perguntas relevantes e pras respostas corretas. Dá uns 40 minutos de atividade e eles adoram! Dessa vez teve uma situação engraçada com o Pedro e a Ana: eles fizeram uma pergunta sobre vulcões e o grupo adversário ficou embananado na resposta, mas no fim todo mundo aprendeu algo novo.

Por último, tem uma atividade de roda de conversa que é super eficaz. Faço pelo menos uma vez por mês. Escolho um aluno pra começar a falar sobre um livro que leu ou um filme que viu – algo que gostou muito – por uns 3 minutinhos. O objetivo é compartilhar algo pessoal e interessante com os amigos e depois abrir pra discussões. As crianças podem interromper com perguntas durante ou depois da fala do colega – sempre respeitando quem tá falando, claro! Uma situação bacana aconteceu da última vez quando a Júlia falou sobre um livro bacana que leu com a história de um cachorro aventureiro. O Lucas tava muito atento e fez várias perguntas sobre as partes da aventura do cãozinho e até sugeriu livros parecidos pra Júlia ler depois.

Esse tipo de atividade ajuda muito os meninos a desenvolverem uma escuta ativa – isso significa não só ouvir mas também pensar sobre o que ouviu – além de fortalecerem o respeito mútuo nas interações orais. E aí pessoal, espero que essas dicas ajudem vocês também nas suas salas! Se tiverem outras ideias boas aí compartilhem também! Abraços!

E aí, pessoal! Continuando sobre a habilidade EF35LP18, vou contar como a gente percebe que os meninos realmente aprenderam essa parada de escutar e interagir com apresentações. Olha, nem sempre preciso de uma prova formal pra sacar se eles entenderam ou não. No dia a dia da sala, quando a galera tá no clima de apresentação, eu circulo e fico de olho e ouvido afiados. Tipo assim, dá pra perceber muito pelas reações deles. Quando um colega tá apresentando, gosto de observar as expressões faciais dos outros. Se vejo o Joãozinho ali na frente todo concentrado, com cara de quem tá tentando entender cada palavra, já é um bom sinal.

Uma vez, a Ana Laura estava apresentando um cartaz sobre os animais da floresta amazônica. O Tiago tava lá no fundo, mas tava fazendo aquelas caras e bocas tipo "nossa, que interessante", sabe? Aí quando chegou a vez das perguntas, ele levantou a mão e perguntou algo super pertinente sobre como os animais se protegem dos predadores. Na hora eu pensei: "Ah, esse moleque entendeu mesmo!" Porque ele conseguiu pegar uma parte do que ela disse e puxar pra um outro lado que complementou o que ela apresentou.

Outra coisa é quando eles ajudam uns aos outros. Lembro que o Pedro tava apresentando um trabalho sobre os planetas e acabou se enrolando todo com os nomes deles. A Juliana virou pra ele, na maior paciência, e explicou o que ele queria dizer. E olha, ela fez isso com tanta clareza que deu até orgulho. Isso mostra que ela não só entendeu o conteúdo como também soube ajudar o colega sem julgamentos.

Agora, falando dos erros mais comuns... Bom, tem umas mancadas que aparecem direto. Um clássico é quando o menino ou menina começa a apresentação e não faz contato visual com ninguém. Fica lendo tudo do papel e esquece da galera que tá ali olhando. O Lucas já fez isso umas vezes e depois me contou que era nervosismo. Ele achava que ia esquecer tudo se não tivesse escrito. Então eu sempre incentivo eles a fazer notas em vez de escrever tudo. Assim podem olhar pros colegas enquanto falam.

Outro erro é quando eles falam rápido demais ou muito baixo. A Mariana tinha mania de falar tão rápido que parecia uma corrida contra o tempo! Teve uma vez que até brinquei: "Uai, Mariana, calma aí! O pessoal precisa acompanhar sua maratona." Com bom humor a gente vai ajustando isso, né?

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, eu faço umas adaptações aqui e ali pras atividades melhorarem pra eles. Pro Matheus funciona muito bem quebrar tarefas em partes menores e dar tempos específicos pra cada parte. Ah, e sempre deixo ele num lugar da sala onde tem menos distrações visuais. Uma coisa legal foi usar fones de ouvido com ruído branco em alguns momentos pra ele se concentrar mais.

Já com a Clara, eu sempre explico as atividades de forma bem visual. Uso muitos cartões com imagens pra ela entender a sequência das coisas. E dou muito tempo pra ela processar antes de responder ou perguntar algo. Lembro de uma atividade em que ela precisou apresentar um projeto sobre planetas também (sei que já falei disso, mas eles adoram o tema!). Eu deixei ela usar um tablet com imagens dos planetas que ela mesma selecionou antes e foi bem bacana ver como ela se sentiu segura em mostrar aquilo do jeito dela.

Teve uma tentativa com música de fundo pra turma toda durante as atividades e isso não rolou muito bem pro Matheus e nem pra Clara... então cortei essa ideia rapidinho.

E é isso aí... Acho que essas percepções do dia a dia são fundamentais pra gente avaliar se tão pegando ou não as habilidades necessárias sem aquela pressão de provas formais toda hora. Adaptar as atividades pras necessidades dos alunos também faz parte do nosso trabalho e é gratificante ver quando dá certo!

Então é isso, pessoal! Tamo junto nessa missão aí de educar essa galerinha e fazer eles brilharem cada vez mais! Valeu por lerem até aqui!

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