Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF35LP06Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Estratégia de leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF35LP06 da BNCC pode parecer meio complicada no papel, mas na prática é bem simples e fundamental pra leitura dos meninos no 3º Ano. Basicamente, a gente tá falando de fazer as crianças perceberem como as palavras podem se substituir num texto sem perder o sentido. Tipo assim, quando num texto aparece "cachorro" e depois "ele", a gente quer que eles percebam que "ele" tá ali pra não ficar repetindo "cachorro" toda hora. Isso vale pra pronomes e sinônimos também.

O que os alunos precisam conseguir fazer é identificar essas trocas e entender como elas ajudam a manter o texto fluido, sem ficar repetitivo ou confuso. Isso se conecta com o que eles já sabem do 2º Ano, que é basicamente entender as frases simples e o vocabulário básico. Agora, no 3º Ano, a ideia é que eles avancem pra entender essa continuidade e coesão textual de uma forma mais complexa.

Bom, vou contar um pouco de como eu faço isso na sala de aula. A primeira atividade que eu gosto de fazer é usar um texto bem curtinho, tipo uma historinha com umas cinco ou seis linhas. Gosto de escolher uma fábula ou um conto popular conhecido da galera. No começo do ano, usei "A Cigarra e a Formiga". Aí eu leio o texto em voz alta pra turma toda, e cada vez que aparece um pronome ou sinônimo, eu dou uma pausa e pergunto quem sabe qual palavra ele tá substituindo. Aí os meninos levantam a mão, e eu chamo um de cada vez pra responder. Da última vez que fiz isso, o João levantou a mão todo animado e acertou várias respostas! Foi muito legal ver como ele tava prestando atenção.

Outra atividade que faço é em duplas. Dou um texto mais longo, tipo uma folha A4 com uma historinha mais elaborada. Antes de começar, explico bem direitinho o que eles têm que fazer: sublinhar todas as palavras que são sinônimos ou pronomes substituindo outras partes do texto. Aí peço pra cada dupla discutir entre si antes de marcar qualquer coisa. Dessa forma, eles trocam ideias e aprendem juntos. Normalmente deixo uns 20 minutos pra essa atividade porque eles sempre acabam discutindo bastante! Da última vez que fizemos isso, a Maria e a Luana ficaram debatendo sobre se uma certa palavra era sinônimo mesmo ou não. No final das contas, elas acertaram e ficaram super orgulhosas!

E tem também um jogo que eu inventei, chamo de "Caça às Substituições". Funciona assim: divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Dou pra cada grupo um parágrafo cheio de substituições lexicais e pronominais misturadas com umas pegadinhas. Eles têm que encontrar todas as substituições no menor tempo possível. Quem termina primeiro ganha uns adesivos ou algo assim como prêmio — a criançada adora! Esse jogo leva uns 15 minutos só porque é bem rápido mesmo. Na última vez, o grupo do Pedro venceu com folga! Eles ficaram tão felizes que saíram contando vantagem pro resto da sala.

Os alunos costumam reagir bem a essas atividades porque são envolventes e têm um toque de desafio, o que deixa a aula mais dinâmica. É importante variar os métodos porque cada aluno aprende de um jeito diferente, né? E olha só, sempre tem aquele aluno mais tímido que no começo não quer participar muito, mas depois de umas rodadas começa a se soltar. Da última vez foi o caso da Júlia, que no início se escondia atrás dos colegas no grupo, mas depois começou a sugerir respostas pros amigos dela.

O bacana dessas atividades é ver o progresso dos meninos ao longo do tempo. No começo do ano, alguns não conseguiam identificar quase nada nas primeiras leituras. Mas depois de algumas semanas trabalhando esse tipo de habilidade, eles começam a pegar o jeito. E quando você vê aquela carinha brilhando de orgulho porque entendeu alguma coisa nova... ah, não tem preço!

Enfim, essas são algumas das formas como eu trabalho essa habilidade por aqui. Espero que possa ajudar quem tá começando agora ou até mesmo quem já tem experiência mas tá em busca de novas ideias! Qualquer dúvida ou sugestão, tô por aqui pra trocar figurinhas! Abraço!

No dia a dia, dá pra perceber quando os alunos pegaram a ideia da habilidade EF35LP06 só de observar a sala. Tipo, quando a gente tá circulando por ali, é meio mágico ver aquele momento de "ahá!" nos olhos deles. Às vezes tô passando perto de uma mesa e ouço o Joãozinho explicando pra Maria: "Olha, aqui o 'ela' tá falando da 'professora', Maria!", e aí você percebe que ele já entendeu a relação, que ele fez a ligação entre a palavra e a substituição.

Tem também aquelas conversas entre eles que são verdadeiras pérolas. Outro dia, o Pedro tava conversando com a Sofia sobre um texto que lemos juntos, aí ele disse: "Sofia, aqui o 'menino' virou 'ele' porque é o mesmo cara!". É nesses momentos que dá pra sacar que eles pegaram mesmo a habilidade. Eles começam a fazer essas conexões sozinhos, e isso é um sinal claro de que o conteúdo foi absorvido sem precisar daquela prova formal chata.

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns que vejo são nas substituições de pronomes e sinônimos. A Ana, por exemplo, às vezes troca os pronomes e confunde tudo. Tipo, ela lê "carro" num parágrafo e depois vê "ele" e acha que tá falando do "motorista". A confusão acontece porque eles ainda tão aprendendo a identificar o sujeito certo na frase. O que eu faço? Bom, quando pego esse erro na hora, dou aquele toque rápido: "Ana, quem é o 'ele' aqui?". Faço uma pergunta pra ela localizar quem ou o quê que tá sendo referido.

Outro erro comum é usar sinônimos que não se encaixam bem no contexto. O Lucas sempre tenta trocar palavras por outras parecidas mas que não têm o mesmo sentido no texto. Ele pega um texto que fala de uma "casa antiga" e coloca "moradia velha", que às vezes muda completamente o tom do trecho. O importante é mostrar como essas trocas podem alterar a interpretação do texto e orientar sobre quais palavras realmente são equivalentes.

E aí tem a galera especial na turma, tipo o Matheus e a Clara, que precisam de mais atenção e estratégias diferentes. O Matheus tem TDAH, então procuro deixar as atividades bem dinâmicas pra ele não perder o foco. Divido as tarefas em pequenas partes pra ele não ficar sobrecarregado. Funciona bem quando faço isso com cartões coloridos onde cada cor representa uma etapa do exercício. Ele adora essa coisa visual e consegue ir avançando melhor.

Agora, com a Clara, que está no espectro TEA, preciso adaptar um pouco mais as atividades. Uso bastante material visual com ela também, mas tento incorporar mais rotina nas atividades dela. Tipo assim, sempre começo com uma atividade de leitura em voz alta porque ela se sente mais confortável quando sabe o que vem depois. Também evito mudanças bruscas na rotina porque isso pode deixá-la ansiosa.

Ah, antes de encerrar, vou contar uma coisa que não deu muito certo: tentei um aplicativo interativo pra ver se ajudava o Matheus a se concentrar melhor nas atividades de leitura com substituições de palavras. Mas ele acabou ficando mais interessado nos sons engraçados do app do que no conteúdo em si! Aí voltei pros cartões físicos com ele, foi melhor.

Bom gente, é isso! Cada aluno tem seu jeitinho e o legal é que sempre dá pra inventar coisa nova pra ajudar eles a aprenderem melhor. É um desafio sim, mas também uma baita satisfação ver eles crescendo e pegando o jeito das coisas.

Vou ficando por aqui, grande abraço pra todo mundo! Qualquer dúvida ou ideia nova, estamos aí!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF35LP06 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.