Olha, trabalhar a habilidade EF03LP27 é uma aventura bem divertida na minha sala do 3º ano. Essa habilidade tem a ver com recitar cordel, cantar repentes e emboladas, que são formas de expressão bem tradicionais e ricas da nossa cultura. Na prática, o que a gente quer é que os meninos e meninas consigam brincar com as palavras, observar as rimas, manter o ritmo e seguir a melodia enquanto recitam ou cantam. Isso desenvolve a oralidade deles de um jeito super interessante e também ajuda a turma a se conectar com a cultura popular brasileira.
Quando esses meninos chegam no 3º ano, eles já têm uma base de leitura e escrita do 2º ano, então já sabem identificar rimas simples e têm uma noção de ritmo nas músicas que eles ouvem no dia a dia. O que fazemos é pegar esse conhecimento prévio e dar um passo além. A gente quer que eles consigam não só perceber as rimas, mas também criar as suas próprias e recitar ou cantar mantendo o ritmo certinho. E olha, é muito legal ver uma turma se soltando e se divertindo com isso!
Agora vou contar um pouco das atividades que faço pra trabalhar essa habilidade. Bom, a primeira atividade que faço é trazer cordéis prontos pras aulas. Eu escolho algum tema que sei que vai interessar a galera. Na última vez, escolhi um cordel sobre as aventuras de um menino em busca de um tesouro perdido. O material é simples: cópias do cordel pra todo mundo e um vídeo de alguém recitando, pra turma entender como funciona o ritmo e a entonação. Divido eles em duplas ou trios e dou cerca de 30 minutos pra praticarem juntos antes de apresentar pra turma. A reação dos alunos é sempre cheia de animação! Quando fiz isso pela última vez, o Lucas e o Pedro criaram até uns gestos dramáticos enquanto recitavam. A turma toda adorou e foi uma verdadeira festa.
Outra atividade que faço envolve improvisação de repente. Aí eu levo algumas bases instrumentais bem simples – pode ser até só um pandeiro que eu mesmo toco, ou um vídeo curto de forró sem letra pra eles sentirem o ritmo. Divido eles em grupos pequenos e dou um tema na hora (tipo "super-heróis" ou "comida"). Eles têm uns 20 minutos pra pensar em versos rapidinhos, tipo dois ou três, e apresentar pro resto da turma no fim da aula. Da última vez que fizemos isso, o grupo da Júlia trouxe uns versos hilários sobre "animais falantes" e foi difícil segurar o riso. O legal é ver como eles interagem, tentam rimar rapidamente... é um exercício muito divertido de criatividade!
E tem também as emboladas. Eu passo algumas letras curtas – sempre com frases simples que já tenham alguma repetição natural – e brinco com eles sobre como encaixar essas frases no ritmo acelerado da embolada. Normalmente uso só minha voz mesmo pra marcar o ritmo e deixo eles tentarem acompanhar. Isso não leva mais que 15 minutos no início da aula como aquecimento. É uma atividade rápida e meio caótica no começo, mas com o tempo eles pegam o jeito. Na última vez que fizemos isso, o Caio conseguiu acompanhar super bem depois de algumas tentativas e foi muito aplaudido pelos colegas.
Acho que o mais importante nessas atividades é criar um ambiente onde os alunos se sintam à vontade pra experimentar, errar e tentar de novo sem medo. Aprender brincando é sempre mais gostoso! E essas performances orais ajudam demais na confiança deles em falar em público, além de deixar todo mundo mais ligado nas aulas de Língua Portuguesa.
Bom, por hoje é isso! Espero ter dado uma ideia bacana de como trabalho essa habilidade com os meninos. Se tiverem sugestões ou quiserem compartilhar como vocês fazem aí na escola de vocês, vou adorar conhecer outras estratégias! Até mais!
Quando esses meninos chegam no 3º ano, eles já têm um certo conhecimento da língua e, ao trabalhar EF03LP27, a mágica acontece quando eles pegam o jeito da coisa. Olha, saber que eles entenderam sem aplicar prova formal é um desafio, mas um desafio gostoso. Eu percebo que eles aprenderam quando estou circulando pela sala e vejo a empolgação nos olhos deles. Tem um momento especial quando ouço as conversas entre eles, sabe? Às vezes, tô ajudando um grupo e escuto a Júlia explicando pro João: "Não, João, é assim ó: 'na fazenda do vovô tinha milho e mamão', aí você rima com 'ilhô' e 'mão'". Aí eu penso: "Ah, essa entendeu".
Outro dia, tava rolando uma atividade de cordel e o Pedro começou a cantarolar: "O sapo na beira da lagoa canta forte sem parar", e depois ele mesmo completou: "na água fria ele vai pular". Aí quando ele espontaneamente brinca com as palavras assim, eu sei que ele pegou a ideia de ritmo e rima. Quando um aluno explica pro outro também é sinal de que ele tá confortável com o que aprendeu. Dá pra ver no jeito que eles se ajudam.
Mas olha, nem tudo são flores. Eles cometem uns erros comuns também. A Sofia, por exemplo, tem mania de querer rimar tudo com "pão" – qualquer verso ela encaixa "pão" no final. Já o Lucas esquece do ritmo e sai falando tudo de uma vez, sem parar pra respirar. Esses erros acontecem porque às vezes eles se empolgam tanto com as palavras que esquecem do resto. Pra lidar com isso, quando vejo o erro na hora, eu paro e faço eles voltarem ao começo. Falo: "Vamos lá, respira fundo e tenta de novo mantendo o ritmo". É assim que a gente conserta no dia a dia.
Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA, a coisa muda um pouco. Pro Matheus, eu tive que ajustar algumas coisas nas atividades. Ele é muito agitado e se distrai fácil. Então, eu criei umas tarefas menores e mais diretas pra ele. Tipo dividir a tarefa em pequenas partes: primeiro só as rimas, depois só o ritmo. E sempre dou tempo extra pra ele concluir tudo sem pressa.
Com a Clara é diferente. Ela adora padrões e regras, então o desafio é quebrar isso um pouco pra ela não ficar presa numa estrutura só. Eu uso muito material visual com ela – tipo cartazes coloridos com as palavras-chave do cordel ou desenhos dos temas que estamos trabalhando. E sempre deixo que ela trabalhe no canto preferido dela da sala onde se sente mais confortável.
Já teve coisas que tentamos e não funcionaram também. Por exemplo, uma vez deixei o Matheus escolher qualquer música pra adaptar em cordel achando que ia ajudá-lo a se concentrar mais, mas ele ficou tão empolgado que mal conseguia começar de tanto assunto na cabeça dele! Com a Clara, tentei umas músicas muito rápidas achando que ia ser um desafio legal pra ela se soltar mais, mas ela acabou se perdendo e ficou frustrada.
No fim das contas, é um processo constante de tentativa e erro com esses meninos. O importante é prestar atenção nas reações deles e ajustar conforme necessário. E olha que mesmo nesses tropeços a gente sempre consegue encontrar um caminho que funciona.
Então é isso! Ensinar essa habilidade EF03LP27 vai muito além de só ensinar conteúdo – é sobre ver os meninos crescerem na arte de brincar com as palavras e rimas enquanto respeitamos o tempo e o jeito de cada um deles aprender. E você aí no fórum? Como vocês lidam com essas diferenças na sala? Vamos trocando essas ideias! Abraço!