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EF03LP21Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, observando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda (cores, imagens, slogan, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação).

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Escrita colaborativa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quem já tá nessa estrada do ensino há algum tempo sabe que entender essas habilidades da BNCC é uma missão e tanto. A habilidade EF03LP21 fala sobre a produção de anúncios publicitários e campanhas de conscientização voltadas para o público infantil. Parece até algo distante, mas quando a gente descomplica, faz todo sentido pro dia a dia dos alunos. Na prática, o que a habilidade quer é que os alunos consigam criar textos que convencem de alguma coisa, usando aqueles truques que a gente vê na publicidade: cores chamativas, imagens legais, slogans marcantes, umas jogadinhas com as palavras e tudo mais. É fazer eles perceberem e usarem esses recursos pra comunicar alguma coisa importante, principalmente se for sobre conscientização.

Agora, conectar isso com o que eles já sabem do 2º ano é crucial. Os meninos já vêm trabalhando com a ideia de escrever pequenos textos narrativos ou descritivos, conhecendo gêneros textuais diversos. Então, inserir essa pegada da publicidade é tipo expandir o repertório deles. Eles já estão acostumados a pensar em público-alvo quando escrevem cartinhas ou convidam os amiguinhos pra uma festa. Agora é só levar isso pra um nível mais estratégico: como usar esses elementos da propaganda pra chamar atenção e passar uma mensagem?

Então deixa eu contar como eu coloco isso em prática na minha sala do 3º ano.

Uma das atividades que eu curto bastante é a "Análise dos Anúncios". Antes de começar a criar qualquer coisa, eu mostro pra eles exemplos de anúncios de revistas infantis (aquelas que a gente acha fácil em qualquer banca ou até mesmo pela internet). Distribuo alguns recortes de anúncios coloridos entre os grupos (geralmente organizo em grupos de 4 porque facilita a troca de ideias) e peço pra eles analisarem aqueles elementos persuasivos. Quanto tempo leva? Bom, eu gosto de dedicar um período inteiro (umas duas horas), porque eles ficam empolgados e acabam se envolvendo bastante na discussão. Da última vez, a Maria falou que achava as cores do anúncio de brinquedo muito "vivas" e que dava vontade de comprar só porque parecia ser divertido. Os olhinhos dela brilhavam enquanto falava isso!

Outra atividade bacana é o "Criação do Slogan". Depois que eles já entenderam um pouco sobre como os anúncios funcionam, coloco eles pra pensar em slogans curtos e diretos pras campanhas de conscientização que vamos criar juntos. Às vezes faço um brainstorm no quadro com ideias livres, sem censura de criatividade. Aí separo a galera em duplas pra cada uma escolher um tema importante pra eles (como reciclagem ou economia de água). Nessa etapa levo uns cartões coloridos e canetinhas. Essa parte geralmente leva uns 40 minutos a uma hora, dependendo de como a turma tá no dia. Uma cena engraçada foi o João e o Pedro brigando por terem criado slogans parecidos sobre não jogar lixo no chão: "Se lixo você jogar, o planeta vai chorar" versus "Jogar lixo no chão faz o mundo perder o tom". No fim, rimos demais e eles se juntaram pra fazer um slogan ainda melhor.

E pra fechar com chave de ouro, fazemos a "Produção Final do Anúncio". Com os slogans prontos e os elementos persuasivos na cabeça, cada dupla produz um anúncio completo. Dou cartolinas e revistas velhas pra eles recortarem figuras ou palavras interessantes, além de usar giz de cera e lápis coloridos. Costumo reservar dois períodos pra isso: um pra criação e outro pra apresentação dos trabalhos pro resto da turma. Da última vez a Ana Clara fez um anúncio sobre adoção responsável de animais com uma imagem fofinha de um cachorro que ela encontrou numa das revistas. Ao apresentar, ela falou com tanto carinho do tema que até emocionou alguns colegas.

No final das contas, os meninos saem dessa sequência não só sabendo como criar um anúncio ou campanha, mas com aquela noção crítica sobre como somos impactados pela publicidade no nosso dia a dia. A coisa mais legal é ver eles se empolgando em usar essas ferramentas pra comunicar algo positivo pro mundo deles. E eu digo: ver essa evolução nas habilidades deles não tem preço! É isso aí pessoal, espero ter ajudado vocês com algumas ideias práticas. Abraço!

Agora, vamos lá, como é que eu percebo quando os meninos realmente pegaram a habilidade? Ah, isso é uma coisa que a gente vai sentindo no dia a dia, sabe? Não é só com prova. No momento em que a galera tá ali na sala, você circula, escuta as conversas. Às vezes, é quando um aluno explica pro outro. Tem uma menina na minha sala, a Júlia, que é fera nisso. Outro dia, vi ela falando pro Lucas: "Olha, Lucas, cê tem que usar uma frase que a pessoa não esquece fácil, tipo 'É o carinho que protege', igual a propaganda do sabonete que a gente viu". E aí eu percebi: ah, essa entendeu como funciona um slogan.

Eu também gosto de ver quando eles começam a apontar as coisas sozinhos nos próprios textos ou nos dos colegas. Uma vez deu vontade de rir (mas eu segurei!) quando o Pedrinho falou pra Maria: “Maria, tua frase tá igual jornal, tem que ser mais viva!” Eles tão aprendendo a diferenciar e aplicar o que discutimos sobre linguagem persuasiva.

Agora sobre os erros comuns... Bom, os erros acontecem e fazem parte do aprendizado. Um erro clássico é tentar ser muito formal ou escrever como se fosse uma redação daquelas bem certinhas. Tipo o Felipe, uma vez fez um cartaz sobre meio ambiente que parecia mais um artigo de revista científica! Eu disse pra ele: "Felipe, tenta simplificar e falar com teu amigo ali do lado. A propaganda é como bater um papo!". E tem também quem usa informação demais e perde o foco, como a Ana. Ela se empolga e quer contar tudo sobre o produto num só anúncio. Aí eu tenho que ajudar a focar e escolher as informações mais importantes.

E tem o Matheus que tem TDAH. Com ele, eu preciso ajustar algumas coisas nas atividades. O Matheus precisa de pausas mais frequentes pra conseguir dar conta do recado sem se perder no meio do caminho. O que funciona bem é dividir as tarefas em partes menores e fazer pequenas pausas entre elas. Se vamos criar um panfleto, primeiro ele escolhe as imagens numa aula. Na próxima, pensamos no slogan juntos. Quando ele começa a ficar agitado demais, combinamos de tomar uma água rápida e voltar ao foco.

Também uso materiais mais visuais com ele, porque ele responde melhor assim. Tem um jogo de cartas com exemplos de slogans e imagens chamativas que ele adora mexer. Antes, tentei usar apenas textos escritos e não rolou muito bem; ele se perdia fácil demais e ficava desanimado.

A Clara tem TEA e com ela eu preciso me comunicar de forma bem direta e clara. Às vezes usamos cartões com imagens pra ajudar na organização das ideias. Se o tema é fazer uma campanha de conscientização sobre reciclagem, por exemplo, começo mostrando fotos de lixeiras coloridas e explico cada pequena parte do processo. O tempo também precisa ser um pouco mais flexível com ela; dou mais tempo quando necessário para concluir as atividades sem pressa.

Teve uma vez que tentei fazer um debate sobre campanhas publicitárias em grupo e não funcionou bem pra Clara; ela ficou confusa com tantas interações ao mesmo tempo. Aí aprendi que pequenas discussões ou trabalhos em duplas são melhores pra ela.

Bom pessoal, essas são algumas das minhas estratégias e observações sobre ensinar essa habilidade específica. Cada turma é única, os desafios são diversos, mas a gente vai adaptando e aprendendo junto com os meninos. E vocês? Como lidam com essas situações? Vou adorar saber das suas experiências também! Abraço!

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