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EF03LP01Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Construção do sistema alfabético e da ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03LP01 da BNCC é meio que a base pra garotada entender a relação entre o que a gente fala e como isso vira letra no papel. É o seguinte: a molecada precisa pegar a manha de ler e escrever palavras que têm essas letrinhas que mudam o som de acordo com o contexto. Sabe quando a gente fala "sapo" e "passo"? Então, a diferença do "s" e do "ss" é uma coisa que eles têm que sacar. E isso de "r" e "rr" também, tipo "caro" e "carro". É legal que eles entendam que essas letras têm uma função específica na hora de escrever. Essa habilidade aí é super importante porque é aquele momento em que os meninos começam a perceber que a escrita não é só copiar o som, mas tem umas regras que ajudam na leitura e escrita, para evitar confusões.

Vindo do segundo ano, os alunos já têm um certo contato com as letras, sabem identificar sons e grafar algumas palavras simples. Mas agora no terceiro ano, a ideia é aprofundar esse conhecimento. Eles já conseguem ler pequenos textos e escrever frases, mas às vezes ainda se enrolam com essas questões das correspondências regulares. Então, o que faço é ajudar a polir essa parte, pra que eles ganhem mais confiança na leitura e escrita.

Agora sobre as atividades. A primeira que faço é um jogo bem legal chamado “Caça-palavras sonoras”. Eu uso papel pardo mesmo, daqueles bem grandes, e escrevo uma lista de palavras que têm essas diferenças sonoras: como "foca", "foco", "carro", "caro", "gato", "guia". Aí espalho essas palavras por toda a folha e divido os meninos em duplas ou trios. Eles têm uns 15 ou 20 minutos pra encontrar todas as palavras, marcar com um círculo e depois classificar numa tabela conforme as correspondências sonoras. Os alunos ficam mega empolgados, sempre tem um ou outro que grita “Achei!”. Da última vez, o João Pedro e o Miguel se embananaram com “sede” e “cedo”, mas foi ótimo porque rendeu uma conversa boa sobre como o som pode mudar o significado.

Outra atividade que faço é “Desvendando palavras misteriosas”. Uso cartões feitos de cartolina onde escrevo partes de palavras com esses sons: por exemplo, “qui” de “quilo”, “gu” de “guia”, e eles precisam completar com os sons faltantes. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos, dou um tempo de uns 30 minutos pra eles completarem o máximo de palavras possíveis. Depois cada grupo apresenta suas palavras pro resto da turma. A galera fica bem participativa, um ajudando o outro. Uma vez a Ana Clara teve dificuldade com “quente”, mas aí o Pedro deu a dica falando do som do “queijo”, ajudou bastante. A interação entre eles faz toda diferença.

A terceira atividade é uma roda de leitura em voz alta. Pra isso, escolho um texto curto mas com várias dessas palavrinhas chave. Pode ser uma fábula ou uma história pequena que eu mesmo invento só pra essa atividade. Os meninos se sentam em roda e cada um lê um parágrafo ou uma frase do texto. Depois da leitura, conversamos sobre as palavras do texto, destacando aquelas que tiveram mais dificuldade em pronunciar ou entender como se escreve. A atividade dura uns 40 minutos no total e sempre traz umas surpresas bacanas. Teve uma vez que o Lucas leu “rato” como “carro” por causa do som, aí foi engraçado porque ele mesmo percebeu na hora e corrigiu rindo.

Sempre que faço essas atividades, procuro deixar claro pra turminha que errar faz parte do aprendizado e é assim que eles vão acertando cada vez mais. Acho bacana ver como eles vão ganhando confiança ao longo do tempo e começam a reparar nas palavras enquanto leem ou escrevem outras coisas fora da sala de aula. É um processo contínuo, mas muito gratificante quando a gente percebe o avanço da molecada.

Então é isso aí! Espero que essas dicas ajudem vocês também na prática com os alunos! Bora lá continuar aprendendo juntos!

Então, galera, continuando aqui sobre a EF03LP01, vou contar como percebo que os alunos aprenderam essa habilidade, sem fazer aquela prova tradicional. O negócio é o seguinte: eu fico sempre de olho neles durante as atividades, e uma das melhores maneiras de perceber se eles entenderam é circulando pela sala. Tipo assim, quando eles estão fazendo aquelas atividades de escrita e vou passando pelas mesas, dá pra sacar muito bem quem tá com a coisa na ponta da língua.

Teve uma vez que o Joãozinho tava lá escrevendo e ele virou pro colega do lado e falou: "Ah, eu sei que não é com um 's' só porque fica diferente o som, tipo 'pássaro'. Senão ia ficar 'pasaro', né?" Aí eu pensei: "Opa, esse aí já pegou o jeito!" E isso é muito valioso porque ele não só entendeu a regra como tá aplicando ela de forma natural. Outro exemplo foi a Luísa. Essa menina é danada! Ela adora ajudar os coleguinhas e vi ela explicando pro Pedro que "banana" tem dois 'n' porque senão ia ficar "bana", que nem "lana". Na hora me dei conta de que ela tava entendendo bem essas nuances.

Agora, sobre os erros mais comuns. Cara, tem uns que a galera repete bastante. Vou te contar: o Miguel sempre vem com umas questões engraçadas. Teve um dia que ele escreveu "pirata" como "pirrata". Aí perguntei por que ele colocou dois 'r'. Ele disse que achou que precisava porque o som era forte, tipo em "carro". Então, a confusão é essa: eles às vezes generalizam a regra sem entender completamente quando usar. Quando isso acontece, eu procuro lembrar eles das palavras que encaixam e dou exemplos práticos de como funciona. Sempre tento trazer pra realidade deles e falo: "Miguel, pensa nas palavras que você conhece e escuta todo dia".

Agora com relação ao Matheus e à Clara. O Matheus tem TDAH e é uma figura! Ele precisa de um pouco mais de atenção em sala. O que eu faço? Tô sempre tentando variar as atividades pra ele se manter focado. Uma coisa que funciona bem é usar mais material visual com ele. Tipo cartazes coloridos, jogos de montar palavras... E procuro dar um tempinho extra pra ele terminar as atividades, sem aquela pressão, sabe? O interessante é que ele se dá super bem com atividades em grupo. Às vezes coloco ele junto com quem já tá dominando o conteúdo pra compartilhar ideias.

Já a Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais tranquilo pra aprender. Com ela, mudei algumas abordagens também. Descobri que atividades sensoriais ajudam muito. Tem um joguinho de letras com texturas diferentes que ela adora! Também faço questão de gastar alguns minutos a mais explicando individualmente o que vamos fazer na atividade do dia. A Clara é muito inteligente e consegue entender direitinho quando a gente adapta as explicações ao jeito dela de ver o mundo.

E claro, nem tudo são flores! Já tentei alguns métodos que não deram certo. Por exemplo, aquele esquema tradicional de ditado não funciona bem nem pro Matheus nem pra Clara. Com ele, porque ele perde o foco rápido demais; com ela, porque fica nervosa se erra alguma coisa na frente dos colegas.

Bom, pessoal, essas são algumas das minhas experiências lidando com essa habilidade importantíssima em sala de aula. Cada aluno é único e a gente vai aprendendo junto com eles maneiras mais efetivas de ensiná-los. É um processo contínuo e desafiador, mas ao mesmo tempo gratificante quando vemos eles evoluindo.

Por hoje é isso! Espero ter ajudado com essas dicas e histórias do dia a dia da sala de aula. Qualquer dúvida ou se alguém quiser compartilhar experiências também, tô por aqui! Um abraço a todos!

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