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EF08HI26História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e contextualizar o protagonismo das populações locais na resistência ao imperialismo na África e Ásia.

Configurações do mundo no século XIXO imperialismo europeu e a partilha da África e da Ásia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF08HI26 pode parecer um baita desafio, mas na prática é bem interessante. A coisa é a seguinte: a gente precisa ajudar os alunos a entenderem como as populações locais na África e Ásia não ficavam de braços cruzados enquanto os europeus vinham botando banca e dividindo o território deles como se fosse um bolo. O lance é mostrar que essas populações tinham protagonismo, ou seja, elas resistiam, lutavam e até tinham estratégias pra lidar com essa invasão toda. Então, o aluno precisa conseguir identificar essas formas de resistência e saber colocar isso no contexto histórico, entender o porquê, o como e o quando dessas ações.

Aí, se a gente pensa no que os meninos já trouxeram da série anterior, eles já sabem o básico sobre colonização e imperialismo. Eles ouviram falar sobre o descobrimento do Brasil, a escravidão e tudo mais. Então, dá pra puxar esse fio e ir costurando com as histórias de resistência lá do outro lado do mundo, mostrando que não é só a Europa que tem história pra contar.

Bom, agora vou contar como eu faço isso na sala de aula. Uma das atividades que eu curto fazer é usar mapas históricos. Eu arranjei alguns mapas daqueles mostrando como era África e Ásia antes dos europeus chegarem e depois da partilha. A turma se divide em grupos pequenos, normalmente uns 4 ou 5 alunos por grupo, porque aí eles discutem entre si e fica uma conversa bacana. A gente leva uma aula inteira pra isso, tipo uns 50 minutos. Eu deixo eles olharem os mapas e depois cada grupo apresenta suas observações. Da última vez que fiz isso, foi engraçado porque o Pedro ficou intrigado com o mapa da África: "Professor, mas como que cada país virou um pedaço desse jeito? Não fazia sentido!" E aí a conversa fluiu sobre como as fronteiras foram desenhadas sem pensar nas culturas e nas pessoas que estavam ali.

Outra atividade que faço é um debate sobre um líder específico de resistência. Gosto de introduzir figuras como Shaka Zulu ou a Rainha Nzinga de Angola. Eu trago um texto curto explicando quem eles eram e suas lutas contra os colonizadores. Cada aluno lê o texto em casa antes da aula, pra gente ganhar tempo. Na aula, eu meio que coloco eles num tribunal, sabe? Metade da turma defende as ações do líder escolhido e metade tenta ver pelos olhos dos colonizadores. Aí tem discussão! Isso leva mais ou menos duas aulas porque o pessoal gosta de argumentar bastante. Teve uma vez que a Ana ficou super empolgada defendendo a Rainha Nzinga: "Ela era incrível! Uma mulher liderando exército naquela época!" E foi legal ver como outros alunos começaram a fazer perguntas e a Ana teve que correr atrás das respostas.

A terceira atividade envolve música. Eu adorei trazer músicas que falam sobre resistência! Tem uma canção africana chamada "Nkosi Sikelel' iAfrika" que é poderosa demais. Então eu mostro um vídeo sobre a origem dessa música e depois faço eles ouvirem a canção. Depois disso, peço pra que eles escrevam um pequeno texto sobre como uma música pode ser uma forma de resistência. Eles ficam em duplas pra discutir antes de escreverem individualmente suas reflexões. Geralmente essa atividade leva uns 30 minutos só pro vídeo e a música, mais uns 20 pra escrita. Quando eu fiz essa atividade pela última vez, a Júlia escreveu uma reflexão tão bonita sobre como as palavras da música passavam esperança que até pedi pra ela ler em voz alta pra turma.

É isso aí, galera! Trabalhar essa habilidade é desafiador, mas as reações dos meninos são sempre gratificantes. A gente percebe que eles começam a ver o mundo de outro jeito e entendem melhor a história do ponto de vista de quem resistiu bravamente. E no final das contas, quando você vê aluno discutindo com paixão ou escrevendo coisas bacanas depois dessas atividades, você sabe que valeu a pena!

Bom, espero ter ajudado alguém aí com essas ideias! Até a próxima conversa!

E aí, pessoal, continuando aqui meu papo sobre como perceber se os meninos realmente entenderam esse lance da habilidade EF08HI26, vou contar um pouco do que vejo no dia a dia, que é a minha maneira de sentir se a coisa andou ou não. A primeira coisa que eu percebo é quando estou circulando pela sala e ouço as conversas entre eles. Tem aquele momento, sabe, quando o Lucas tá tentando explicar pro Pedro o que ele entendeu e começa: "Cara, é tipo assim... quando os europeus chegaram, o pessoal de lá não ficou parado só olhando não, eles tinham umas estratégias bem boladas." Aí já dá pra sacar que o Lucas pegou a ideia do protagonismo das populações locais. Outro momento que me ajuda a perceber isso é quando os alunos começam a fazer perguntas mais profundas ou até mesmo questionam algo que leram. Tipo quando a Ana vira pra mim e diz: "Professor, mas por que na escola a gente sempre aprende mais sobre os europeus do que sobre quem tava lá antes deles chegarem?" Aí você vê que ela tá começando a entender as nuances da história.

Agora, vamos falar dos erros comuns que acontecem. Um erro frequente é quando os alunos ainda tentam ver a história como um simples embate entre mocinhos e vilões. O Joãozinho, por exemplo, uma vez virou e disse: "Ah, professor, mas então quer dizer que os europeus eram sempre os malvadões e os outros só as vítimas?" E aí eu explico: "Joãozinho, calma aí! Não é bem assim. A coisa é mais complexa. Os europeus tinham interesses econômicos e políticos, sim, mas as sociedades locais também tinham suas estratégias e interesses." Essa visão simplista geralmente vem porque a gente tá acostumado com histórias de heróis e vilões desde pequeno. O que eu faço quando pego esse tipo de erro é trazer mais exemplos concretos dos tipos de resistência e tentar mostrar pros meninos que nem tudo é preto no branco.

Agora, falando do Matheus e da Clara, eles têm umas necessidades específicas que me fazem adaptar algumas coisas nas aulas. O Matheus tem TDAH e precisa sempre estar ocupado com alguma atividade prática pra não se dispersar muito. Uma coisa que funciona bem pra ele é usar mapas interativos ou jogos de tabuleiro educativos que falam sobre os temas das aulas. Quando ele pode tocar nas coisas ou se movimentar um pouco durante a atividade, ele consegue focar melhor. Já tentei ficar só na lousa ou na leitura de textos e vi que isso pra ele não rola muito bem.

Com a Clara, que tem TEA, eu procuro deixar o ambiente o mais previsível possível. Então, sempre antes de começar uma atividade nova, explico direitinho o que vamos fazer pra ela se sentir mais confortável. Uma coisa que ajuda muito é usar imagens e vídeos sobre o tema da aula, porque ela responde super bem a estímulos visuais. Ah, e ela adora podcasts sobre história! Uma vez botei um podcastzinho na aula e ela ficou super atenta.

Também percebi que tanto pro Matheus quanto pra Clara é importante ter um tempo maior para completar as atividades. Não adianta querer correr contra o tempo com eles porque pode gerar ansiedade ou dispersão.

Bom, galera, acho que é por aí. Espero que essas histórias ajudem vocês a pensar em estratégias na sala de aula também. Cada aluno tem seu jeito de aprender e cabe à gente perceber essas nuances no dia a dia. No fim das contas, ver eles discutindo história com interesse vai além de qualquer prova escrita!

Vou ficando por aqui então. Se alguém tiver alguma dica ou queira compartilhar suas experiências também, tamo junto! Abraço!

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