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EF08HI23História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Estabelecer relações causais entre as ideologias raciais e o determinismo no contexto do imperialismo europeu e seus impactos na África e na Ásia.

Configurações do mundo no século XIXNacionalismo, revoluções e as novas nações europeias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade aí da BNCC, a EF08HI23, pode parecer complicada no papel, mas na prática é mais sobre ajudar os meninos a entenderem como as ideias raciais e o determinismo foram usados pelos europeus pra justificar o imperialismo. Tipo assim, eles têm que sacar como essas ideologias foram inventadas meio que pra sustentar a dominação na África e na Ásia. Na prática, eles precisam conseguir perceber essas "justificativas" e entender como isso impactou profundamente os povos colonizados.

Agora, esse assunto se conecta com o que a galera já viu no 7º ano, quando a gente fala das Grandes Navegações e do início do contato da Europa com outras partes do mundo. Eles já têm uma noção de como os europeus se expandiram e das primeiras consequências disso. O que a gente faz agora é aprofundar essa ideia, mostrando que não foi só uma expansão econômica e territorial, mas também cultural e ideológica. A gente quer que eles notem que não foi só chegar e explorar as riquezas, mas teve toda uma construção ideológica pra justificar essa exploração.

Bom, uma das atividades que eu faço é uma análise de imagens da época. Eu levo pra sala algumas caricaturas e ilustrações daquele tempo, tipo aquelas que mostram a "carga do homem branco". Uso impressões simples mesmo, preto e branco pra baratear. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou uns 20 minutos pra eles observarem e discutirem o que vêem ali. Peço pra anotarem o que acham que significa cada elemento da imagem. Aí depois, a gente faz um debate com toda a turma. Na última vez que fiz isso, teve uma discussão boa entre o Renato e a Ana sobre como os europeus se viam como "civilizadores". O Renato ficou surpreso ao perceber como essas imagens mostram os nativos de forma inferiorizada. Ele falou assim: "Nossa, é como se eles fossem crianças precisando de ajuda". E é bem isso mesmo que eu quero que eles percebam.

Outra atividade legal é a leitura de trechos de discursos ou cartas de figuras históricas envolvendo o imperialismo. Eu escolho uns textos curtos, tipo dois ou três parágrafos, porque sei que os meninos podem se perder em textos longos. Distribuo as cópias e peço pra turma ler em duplas, aí depois faço perguntas orientadoras pra ajudar na análise crítica: "Qual é o ponto principal desse texto?", "Como ele justifica o imperialismo?", "Quais palavras ou expressões são usadas para descrever os colonizados?". Isso leva uns 30 minutos. Da última vez, o João achou interessante como alguns discursos do Kipling falavam das colônias como "um fardo". Ele comentou: "Parece até que eles estavam fazendo um favor!" O legal é ver eles começando a questionar essas narrativas.

A terceira atividade é um projeto mais longo, tipo assim umas duas semanas de trabalho. Os meninos montam um jornal fictício da época do imperialismo europeu. Divido eles em grupos maiores dessa vez, uns seis ou sete por grupo, e cada um tem que fazer uma página do jornal com diferentes seções: editorial, notícias internas, internacionais, anúncios e até cartas de leitores. Eles têm acesso ao computador da escola pra pesquisar imagens antigas e usar editores de texto simples. Incentivo eles a usar vocabulário da época e pensar nas diferentes vozes: do colonizador e dos colonizados. Aí na última vez que fizemos isso, o grupo da Mariana tentou incluir uma seção de "opinião do povo", escrita como se fosse por um africano da época. Foi interessante ver como eles tentaram imaginar a perspectiva do outro lado. Até brinquei com eles dizendo: "Olha só, vocês podiam ser jornalistas históricos!"

Eu gosto dessas atividades porque elas saem um pouco do padrão só de texto e leitura. A molecada interage mais, aprende a trabalhar em equipe e exercita o pensamento crítico enquanto tenta entender essas ideias complexas num contexto histórico importante. Tipo assim, tá longe de ser perfeito – sempre tem um ou outro aluno mais disperso – mas quando você vê aquele brilho nos olhos ao sacarem algo novo, já vale todo o esforço.

E é isso aí! Acho importante trazer esses temas de forma variada porque ajuda a galera a conectar os pontos entre história passada e presente. É aquela sensação legal quando você vê que os meninos não só absorveram a matéria mas também começaram a perceber as nuances do mundo em que vivem hoje. Se alguém tiver outras sugestões ou quiser trocar ideias sobre como abordar essas habilidades difíceis mas importantes, tô sempre por aqui!

E aí, continuando a prosa sobre a habilidade EF08HI23... Então, o jeito que eu vejo que os alunos realmente pegaram o conteúdo não passa necessariamente por provas, sabe? Na real, é na convivência do dia a dia com eles. Tipo, quando eu tô circulando pela sala, sempre prestando atenção naqueles papos que rolam entre eles. Tem vezes que você pega um aluno explicando pro outro e pensa "esse entendeu a parada".

Teve uma vez que o João, um garoto bem esperto mas que não costuma participar muito, tava lá no fundo conversando com o Miguel sobre como os europeus usavam a ideia de superioridade racial pra justificar a exploração na África. O João disse uma frase mais ou menos assim: "É tipo quando eles falavam que estavam levando 'civilização', mas na real era tudo pra explorar." Nessa hora eu pensei "É isso! Pegou o espírito!" É nessas conversas que a gente vê o entendimento deles, sem precisar de prova escrita.

Outro exemplo foi com a Maria. A menina é super articulada e gosta de discutir. Ela tava explicando pra Larissa que a ideia de racismo científico era só desculpa pra explorar as riquezas dos países africanos. Ela usou exemplos da nossa aula prática, onde fizemos um paralelo com situações atuais. Aí, quando você vê isso acontecendo, é aquela sensação boa de dever cumprido.

Quanto aos erros mais comuns, olha, os meninos às vezes se embananam quando tentam ligar as teorias raciais diretamente aos eventos históricos sem entender o contexto. Tipo o Pedro outro dia, que tava falando sobre o Darwinismo Social e acabou misturando tudo com a teoria da evolução do Darwin, achando que uma justificava a outra. São coisas diferentes, né? O Darwinismo Social é uma visão distorcida das ideias do Darwin pra justificar dominação e não tem nada a ver com a evolução biológica.

Isso geralmente acontece porque os alunos começam a misturar os conceitos na cabeça deles sem conseguir separar o científico do social. Nessas horas, eu paro a explicação e tento fazer eles visualizarem melhor usando analogias do dia a dia ou até eventos atuais pra dar mais clareza. Às vezes eu peço pra desenharem ou dramatizarem uma situação histórica. Ajuda muito eles visualizarem as ideias.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento. Então eu procuro atividades onde ele possa se levantar, ir até um mural ou usar cartazes que ele mesmo pode manipular. Outra coisa que funciona bem são os jogos educativos interativos no computador. Eles conseguem manter ele focado por mais tempo.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente mais estruturado e previsível. Pra ela eu tento usar mais materiais visuais - tipo quadro com imagens e setas mostrando relações de causa e efeito. Também dou instruções bem claras e uso cronogramas visuais pra ajudar ela a se situar melhor na atividade.

Uma coisa que rolou bem foi quando fizemos uma atividade em grupo menor onde o Matheus e a Clara puderam colaborar sem pressão. Cada um ficou responsável por uma parte do quebra-cabeça histórico que montamos juntos e acabou sendo bem produtivo.

Ah, teve um momento que não deu certo: tentei fazer uma dinâmica onde todos falavam ao mesmo tempo em uma roda de conversa, mas pro Matheus ficou super caótico e ele perdeu completamente o foco. A Clara também ficou meio perdida com tanta gente falando ao mesmo tempo. Aí aprendi que algumas atividades têm que ser adaptadas pra eles se sentirem mais confortáveis.

Bom, gente... Por hoje é isso! Espero ter dado umas boas ideias aí ou ajudado vocês a pensarem em novas formas de perceber o aprendizado dos alunos sem ser pela avaliação formal. Às vezes são nas pequenas coisas do dia que tá aquele insight valioso. E lembrem-se: cada aluno tem seu jeito único de aprender e cabe a nós buscar essas formas diferentes de alcançar cada um deles.

Vou ficando por aqui! Até a próxima conversa no fórum!

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