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EF08HI19História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Formular questionamentos sobre o legado da escravidão nas Américas, com base na seleção e consulta de fontes de diferentes naturezas.

O Brasil no século XIXO escravismo no Brasil do século XIX: plantations e revoltas de escravizados, abolicionismo e políticas migratórias no Brasil Imperial
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF08HI19 da BNCC é essencial pras aulas de História do 8º ano. Tá ali pra ajudar os meninos a entenderem mais a fundo o impacto da escravidão nas Américas, especialmente no Brasil. E, assim, a ideia não é só decorar datas e fatos; é fazer a galera pensar, questionar, entender de onde viemos e como essas questões ainda refletem na nossa sociedade hoje.

Na prática, essa habilidade é sobre incentivar os alunos a formularem suas próprias perguntas sobre o legado da escravidão. Eles têm que aprender a buscar respostas usando diferentes fontes, tipo documentos históricos, relatos de época, até músicas e obras de arte. O lance é ter esse olhar crítico e saber escolher bem as fontes.

Pra quem tá começando, isso pode parecer complicado, mas a turma já vem do 7º ano com uma introdução ao Brasil Colonial. Então eles já têm uma base sobre como a escravidão começou por aqui. A diferença agora no 8º ano é que a gente vai focar mais nas consequências disso tudo no século XIX e depois.

Vou te contar como faço isso na prática com três atividades que funcionam bem com a turma aqui em Goiânia:

Primeiro, uma atividade que eu gosto muito é o "Jornal do Século XIX". Uso recortes de jornais antigos que eu encontro online em arquivos públicos. Cada grupo de alunos recebe uma cópia de um artigo daquela época, que pode falar sobre o cotidiano dos escravizados, anúncios de fuga ou até propagandas de venda de escravos. Divido a turma em grupos de cinco ou seis e dou umas duas aulas pra eles lerem e analisarem esse material. Na última vez que fizemos isso, teve um grupo que ficou bem chocado com um anúncio de recompensa por um escravo fugitivo. A Camila comentou algo tipo "professor, parece coisa de filme de terror". Aí rolou uma discussão boa sobre como essa mentalidade ainda pode ser percebida em algumas atitudes hoje em dia.

Outra atividade que faço é uma simulação de um "debate abolicionista". Essa é ótima pra desenvolver o pensamento crítico. Primeiro passo um vídeo curto sobre o movimento abolicionista no Brasil pra contextualizar. Depois, divido a turma em dois grandes grupos: um representando os abolicionistas e outro os defensores da escravidão (só dentro do contexto histórico, claro). Cada grupo tem uma aula pra pesquisar argumentos históricos e se preparar. No dia do debate (leva mais uma aula), eles têm que defender suas posições sem sair do contexto da época. Na última vez o João se destacou defendendo os abolicionistas, mesmo sendo tímido ele trouxe uns argumentos muito bem fundamentados. Foi legal ver ele se soltando e questionando os colegas.

Por fim, tem uma atividade mais artística que é o "Mural do Legado". Peço pra galera encontrar músicas, poemas ou obras de arte que falem sobre a escravidão ou o seu legado. Eles trazem essas referências impressas ou até em formato digital e aí fazemos um grande mural na sala com as contribuições de todos. Eu disponibilizo cartolina e canetinhas coloridas pra eles decorarem à vontade. Essa atividade leva umas duas aulas também e é sempre muito impactante porque eles percebem como esse tema continua sendo tratado até hoje. Na última vez, a Mariana trouxe uma música do Emicida que gerou uma baita reflexão sobre racismo estrutural.

O que eu vejo quando fazemos essas atividades é que os alunos acabam se envolvendo muito mais com os conteúdos porque percebem as conexões com o presente. Eles começam a criar suas próprias opiniões baseadas em pesquisa e não só no que eu ou qualquer livro diz. Isso pra mim é o mais valioso: formar cidadãos críticos.

É isso aí! Espero que essas ideias ajudem vocês também nas aulas de História! Se tiverem outras sugestões ou quiserem compartilhar experiências, vamos trocar umas ideias!

Então, como é que eu percebo que os alunos aprenderam sem ter que aplicar uma prova formal? Olha, a prática é rainha nisso. Na hora que tô circulando pela sala, gosto de prestar atenção nos comentários que eles fazem entre si. Tipo assim, quando eu ouço a Júlia contando pro Pedro sobre como algumas tradições culturais africanas ainda estão presentes no dia a dia brasileiro, dá aquele estalo: “ah, ela entendeu!”. E isso não é só porque ela decorou um fato, mas porque ela conectou as coisas de verdade, sabe?

Outro dia, durante uma atividade em grupo, notei a Ana explicando pro Thiago um ponto que discutimos sobre a resistência dos escravos — ela usou o exemplo dos quilombos e falou de Zumbi dos Palmares com tanto entusiasmo e clareza que dava pra ver que ela realmente pegou o espírito da coisa. E o mais bacana é ver o Thiago balançando a cabeça positivamente e começando a fazer perguntas que mostravam que ele estava indo além do básico, se interessando mesmo.

Agora, sobre os erros mais comuns que encontro nesse conteúdo... Olha, tem uns que aparecem sempre. Um dos mais frequentes é interpretar a escravidão como algo distante e sem impacto hoje em dia. O Marcos, por exemplo, já mandou um “mas isso foi há muito tempo, professor”. E aí entra o meu papel de puxar a conversa pra era atual. Tento sempre dar exemplos concretos de como o racismo estrutural é uma consequência direta desse passado, coisa que às vezes parece que eles não ligaram os pontos ainda.

Outra situação comum é quando alguns confundem conceitos como resistência e revolta. A Bianca veio uma vez com uma redação onde parecia tratar os dois como sinônimos. Daí, peguei no ato e aproveitei pra explicar ali mesmo, mostrando exemplos históricos e até comparando com situações atuais onde essas palavras ainda se aplicam.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu mudo algumas coisas nas atividades. Ele precisa de instruções mais claras e diretas, então costumo dar as atividades pra ele por partes. Se é uma pesquisa em grupo, por exemplo, eu divido o trabalho em etapas menores e vou acompanhando de perto. Ele também se beneficia quando usa material visual — mapas e imagens ajudam muito na concentração dele. Teve uma vez que tentei usar só texto e não funcionou; ele dispersou rapidinho.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso adaptar ainda mais. O ambiente barulhento da sala às vezes dificulta pra ela. O que faço é oferecer um espaço mais tranquilo pra ela trabalhar quando necessário. Material visual funciona bem também com ela, mas o principal é usar um cronograma visual bem claro pra que ela saiba o que esperar em cada parte da aula. Uma vez tentei mudar o cronograma de última hora e foi um desastre; ela ficou bem desorientada. Agora mantenho tudo bem previsível.

Acho que a parte mais desafiadora e ao mesmo tempo gratificante é ver como pequenas adaptações podem fazer uma grande diferença pro aprendizado deles. Não vou mentir, dá trabalho. Precisa de paciência e atenção constante. Mas ver o Matheus completando uma atividade sem precisar sair da sala ou a Clara participando de uma discussão em grupo já me mostra que valeu a pena.

Bom, acho que deu pra ter uma ideia de como as coisas rolam por aqui. Cada turma tem suas peculiaridades e cada aluno seu ritmo, mas no fim do dia ver eles conectarem os pontos entre passado e presente faz tudo valer a pena. E vocês aí, como lidam com esses desafios na sala de aula? Compartilhem suas experiências também! Até mais!

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