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EF08HI07História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e contextualizar as especificidades dos diversos processos de independência nas Américas, seus aspectos populacionais e suas conformações territoriais.

Os processos de independência nas AméricasIndependência dos Estados Unidos da América Independências na América espanhola • A revolução dos escravizados em São Domingo e seus múltiplos significados e desdobramentos: o caso do Haiti Os caminhos até a independência do Brasil
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08HI07 da BNCC é aquele tipo de coisa que, quando você explica de um jeito prático, a galera percebe logo que não é um bicho de sete cabeças. Basicamente, o que a gente quer é que os meninos consigam entender e explicar direito as várias independências nas Américas. A ideia não é só decorar datas e países, mas sim saber o que cada processo teve de diferente e por quê. Tipo assim, os alunos precisam conseguir conversar sobre como e por quais motivos cada país se livrou do domínio colonial, e também identificar quem eram os povos envolvidos nessa história toda. E também têm que perceber como os limites dos países foram sendo desenhados a partir disso.

A turma já vinha com um conhecimento básico do 7º ano, onde falaram sobre colonização e exploração. Então, eles já entendem o lance da dominação europeia e como isso afetava os povos daqui. O negócio agora é fazer essa ponte: da colonização pra independência. Um dia eu falei pra eles: "Gente, é como se a gente estivesse vendo um reality show histórico. Primeiro, os colonizadores chegaram mandando em tudo, agora estamos vendo cada país dizendo 'chega' e indo atrás do seu próprio caminho."

Bom, falando das atividades práticas, eu gosto de misturar um pouco teoria e prática pra deixar as aulas mais dinâmicas. A primeira coisa que faço é usar mapas antigos e atuais. Tenho uns mapas coloridos bem grandes que pego da internet e imprimo em A3. Divido a turma em grupos de uns 4 ou 5 alunos. Cada grupo pega um país ou uma região pra estudar as mudanças territoriais do período colonial até a independência. Aí eles têm uns 30 minutos pra analisar juntos e depois apresentam pros colegas o que descobriram. É engraçado quando a turma vê como alguns países mudaram de forma! Da última vez, a Júlia ficou chocada ao ver como o território do Brasil era menor comparado ao que é hoje antes da independência.

A segunda atividade envolve uma dramatização. Sabe aquela coisa de teatro improvisado? Pois é! Eu deixo a turma criar pequenos esquetes representando personagens históricos envolvidos nas independências das Américas. Dou uns roteiros básicos pra não se perderem (coisa de duas ou três falas principais) e deixo eles abertos pra criação. Fiz isso na aula sobre a independência dos Estados Unidos, e o Rafael fez um George Washington tão engraçado que a sala toda caiu na risada. Isso ajuda eles a memorizar os fatos de um jeito mais leve.

Por fim, trabalho com um debate sobre a Revolução do Haiti. Primeiro passo um pequeno documentário (uns 15 minutos) sobre o assunto, algo que encontro no YouTube mesmo, aí trago algumas questões provocativas: "Por que o Haiti ainda sofre tanto economicamente?" ou "Como seria hoje se outros países tivessem seguido o exemplo do Haiti naquela época?". Organizo a sala em dois grandes grupos pra debaterem essas perguntas. As discussões costumam durar cerca de meia hora e ficam bem acaloradas! Na última vez, a Maria trouxe umas ideias muito fortes sobre como o racismo influenciou na forma como o Haiti foi deixado de lado pelas potências mundiais depois da revolução.

No fim das contas, essas atividades ajudam os alunos a entenderem que cada independência tem suas nuances, seus atores principais e consequências próprias. E também vêem que nada nessa história era inevitável ou simples como escrever num livro didático. Eles começam a perceber que as coisas poderiam ter sido muito diferentes se algumas pessoas tivessem tomado decisões diferentes.

E é isso aí! Trabalhar essa habilidade é muito mais do que só ensinar datas e nomes; é ajudar os alunos a verem o mundo com olhos críticos e entenderem como chegamos até aqui. Espero ter dado umas dicas boas aí pro pessoal! Qualquer dúvida ou sugestão nova, manda aqui no fórum que tô sempre aberto pra melhorar minhas aulas também! Até mais!

E aí, pra perceber se a galera realmente pegou o jeito da coisa, o que faço muito é ficar circulando pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. Olhar se estão discutindo entre si, ouvindo o jeito como eles explicam as coisas um pro outro. Quando um aluno tá lá, todo empolgado, contando pro colega que a independência do Brasil foi bem diferente da do México porque aqui rolou mais uma transição pacífica e lá foi super violenta, eu sei que ele tá entendendo o espirito da coisa. Outro dia, a Luana tava explicando pro Pedro que na independência dos EUA teve aquele lance de guerra de fato, e aí ela puxou o assunto das 13 colônias, aí pensei: “ah, essa tá voando”.

Às vezes eu pego a galera nos grupos e faço umas perguntas de leve, tipo “e aí, como que esse país conseguiu se livrar dos colonizadores?” ou “quem tava envolvido nesse processo todo?”. Isso ajuda a ver se eles tão só decorando ou se realmente tão entendendo o contexto. Aí quando ouço respostas com detalhes que não tão só no livro ou quando eles conseguem fazer uma comparação entre dois processos diferentes sem travar, eu sei que tô no caminho certo.

Agora, erros comuns... Ah, sempre tem os clássicos! Um dos mais frequentes é a galera se embananar com as datas e os países. Teve uma vez que o Lucas confundiu tudo e falou que a independência do Brasil foi em 1776 igual à dos EUA. Isso acontece porque eles às vezes misturam as informações ou não conseguem lembrar direito do que falamos. Quando isso acontece, eu paro na hora e falo: “peraí, lembra daquele esquema que fizemos no quadro? Vamos voltar lá.” E a gente vai destrinchando junto até ele perceber onde errou. Outra coisa é quando eles pensam que todos os processos de independência foram iguais, só porque tiveram conflitos. Tipo a Marina falando que todos os países passaram por guerras civis igual ao Peru. Aí tenho que mostrar pra ela como cada caso tem suas particularidades.

E aí tem também a questão do Matheus e da Clara na turma. O Matheus tem TDAH, então preciso pensar em atividades que prendam a atenção dele mais tempo. Por exemplo, usar vídeos curtos ou mapas interativos funciona bem. Se estou explicando algo mais teórico, sempre tento ter em mãos aqueles fones de ouvido com redução de ruído pra ele não se distrair tanto com o barulho da sala. Uma estratégia que funcionou foi dar tarefas maiores divididas em pequenas etapas com prazos bem definidos. Assim ele consegue focar no imediato sem se perder no meio do caminho.

Já com a Clara, que tem TEA, costumo usar materiais visuais mais claros e organizados. Gosto de usar quadros comparativos que ajudam a visualizar as diferenças e semelhanças entre as independências. Quando faço debates ou trabalho em grupo, sempre dou um tempinho extra pra ela formular as respostas porque às vezes ela precisa desse tempo pra processar toda informação. No começo experimentamos fazer atividades muito abertas e percebi que não funcionava tão bem pra ela; hoje em dia sempre dou instruções bem específicas e detalhadas pra ela saber exatamente o que fazer.

A gente vai aprendendo muito com eles também né? Acho incrível ver como cada um tem seu jeito de entender o mundo e de aprender as coisas. Com paciência e criatividade, dá pra fazer todo mundo participar e absorver o conteúdo do jeito deles.

Bom gente, é isso por hoje. Espero ter ajudado um pouco nesse desafio diário que é ensinar história pras novas gerações! Vamos trocando ideia por aqui mesmo porque sempre é bom compartilhar conhecimento. Um abraço!

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