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EF08GE24Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar as principais características produtivas dos países latino-americanos (como exploração mineral na Venezuela; agricultura de alta especialização e exploração mineira no Chile; circuito da carne nos pampas argentinos e no Brasil; circuito da cana-de-açúcar em Cuba; polígono industrial do sudeste brasileiro e plantações de soja no centro-oeste; maquiladoras mexicanas, entre outros).

Natureza, ambientes e qualidade de vidaDiversidade ambiental e as transformações nas paisagens na América Latina
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, gente, essa habilidade EF08GE24 da BNCC é um desafio, mas ao mesmo tempo uma baita oportunidade de mostrar pros meninos como a América Latina é rica e cheia de contrastes produtivos. Na prática, o que a gente quer é que eles consigam entender que cada país tem suas particularidades na forma de produzir e explorar recursos. Não é só falar "o Brasil tem soja", mas sim analisar por que tem soja no Centro-Oeste, como isso afeta a paisagem e a vida das pessoas lá. É fazer eles sacarem como a geografia se relaciona com a economia e o cotidiano.

Antes do 8º ano, eles já tiveram contato com algumas coisas, tipo as bases de agricultura no Brasil e um pouco sobre mineração. Então, quando chegam no 8º ano, eles já sabem o básico sobre onde ficam as principais áreas agrícolas do Brasil ou o que rola na mineração. O desafio agora é ampliar isso pro resto da América Latina e conectar os pontos. A ideia é que eles consigam comparar as diferentes atividades e entender as razões por trás delas, como o clima, relevo, a história dos países... É um salto de olhar só pra dentro do Brasil pra começar a entender nossos vizinhos também.

Agora vou contar pra vocês três atividades que faço com as turmas pra desenvolver essa habilidade. Bom, a primeira atividade é meio prática. Eu levo um mapa político da América Latina grandão pra sala e fotos impressas de várias paisagens dessas regiões produtivas. As fotos são de lugares tipo os pampas argentinos, plantações de cana-de-açúcar em Cuba, maquiladoras mexicanas... Aí, divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo pega uma foto e tem que achar onde aquela paisagem tá no mapa. Depois eles discutem entre si por que acham que aquela atividade rola bem ali. Esse exercício dura uma aula inteira, uns 50 minutos.

Da última vez que fiz foi engraçado: o João e a Maria achavam que uma foto das maquiladoras era no Brasil porque "tinha umas fábricas igual tem aqui". Foi uma ótima oportunidade pra falar das semelhanças e diferenças das indústrias brasileiras e mexicanas. A reação dos alunos geralmente é boa porque eles gostam de mexer com mapa e imagens, sai um pouco do tradicional quadro e giz.

A segunda atividade é uma espécie de seminário, mas não aquele formato chato que só um fala e o resto escuta. Divido a turma em grupos novamente, mas dessa vez cada grupo fica responsável por apresentar sobre uma região ou país específico. Eles precisam falar sobre as características produtivas e explicar o porquê disso ser assim. Uso slides pra ajudar na apresentação, mas pode ser papel cartolina também. Os meninos têm duas aulas pra se preparar e apresentam na terceira aula.

Quando fiz isso da última vez, o grupo da Camila tinha que apresentar sobre a agricultura do Chile e surpreendeu todo mundo falando sobre os vinhedos chilenos! Eles trouxeram até uva pro pessoal experimentar. O mais legal é ver a interação entre eles: além da pesquisa, tem sempre aquela ansiedade de falar em público e perguntar uns pros outros. Isso ajuda bastante na fixação do que aprenderam.

A terceira atividade envolve um pouco mais de tecnologia: peço pros alunos fazerem uma pesquisa rápida na internet sobre notícias atuais relacionadas às atividades econômicas desses países. Cada aluno traz sua notícia impressa ou anotada e compartilhamos na aula seguinte. Uso vídeos curtos da internet também, se consigo achar algum relevante pra mostrar antes das apresentações deles. Isso geralmente leva duas aulas: uma pra pesquisar e outra pra compartilhar.

Na última vez que rolou essa atividade, o Rodrigo trouxe uma notícia sobre o impacto da pandemia na produção de carne na Argentina. Aí aproveitamos pra discutir como eventos globais podem afetar essas atividades locais e até regionais. Deu uma discussão bem legal, com os meninos perguntando bastante sobre globalização e comercio internacional.

O legal dessas atividades é ver os meninos conectando os pontos: eles percebem que não dá pra estudar geografia só olhando pras paisagens ou só pras atividades produtivas isoladamente; tudo tá interligado. E claro, sempre tem aquela conversa final em que eu reforço o quanto conhecer nosso continente ajuda a entender melhor nosso próprio país.

Bom, é isso! Espero que tenha ajudado vocês a pensar em formas práticas de trabalhar essa habilidade com seus alunos também. Qualquer coisa, estou aqui no fórum pra trocar ideia!

Antes do 8º ano, eles já tiveram contato com algumas noções de geografia, mas agora é a hora da gente aprofundar mesmo. E olha, não é só na prova que a gente vê se eles aprenderam ou não. O dia a dia na sala de aula dá muitas pistas.

Eu gosto de andar pela sala enquanto eles estão fazendo atividades em grupo. Ouvi-los conversando é uma mina de ouro! A primeira coisa que eu percebo que eles aprenderam é quando começam a usar o vocabulário específico nas conversas deles, tipo "clima tropical", "monocultura", "recursos naturais" sem eu ter que ficar lembrando o tempo todo. Um dia, a Luísa tava ali explicando pro João que "não é só plantar soja, tem todo um impacto ambiental e social". Nesse momento, pensei: "Ah, essa entendeu."

Outra situação legal é quando eles se corrigem. Um dia o Pedro tava dizendo que a pecuária na Argentina é igualzinha à do Brasil e a Ana Clara logo cortou ele: "Não é bem assim, Pedro! Lá, eles têm toda aquela história dos Pampas, lembra?" Isso mostra que eles não tão só decorando, mas sim entendendo o porquê das coisas.

Agora, sobre os erros mais comuns, um clássico é misturar o que é agricultura de subsistência e agricultura comercial. O Miguel outro dia falou no meio da discussão que o milho na lavoura de subsistência gera muito lucro pro país. Aí tive que intervir e explicar pra turma toda: "Olha, galera, na subsistência, o foco não é vender pra fora nem trazer lucro pro PIB. O Miguel se confundiu mas tá tudo bem porque é errando que a gente aprende."

Esses erros acontecem porque os meninos às vezes acham que tudo que plantam serve pra vender e fazer dinheiro. É muita exposição ao noticiário que só fala de exportação e tal. Então, quando pego esses erros na hora, faço uma pausa e peço exemplos práticos: "E na casa de vocês? Tem plantação de alguma coisa no quintal? Pra quê serve?" Isso ajuda a clarear as coisas.

Agora falando sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, eles me desafiam a pensar diferente nas atividades. Pro Matheus, eu preciso quebrar as tarefas em partes menores e dar pequenas pausas. Ele adora mapas interativos no tablet porque consegue focar melhor e cansar menos do que ficar olhando pro quadro. Também tento dar um tempo pra ele participar das discussões sem pressa.

Com a Clara, sempre deixo materiais visuais à disposição. Ela responde super bem a gráficos e imagens mais do que textos longos. E também organizo o ambiente de forma mais previsível pra ela saber exatamente o que esperar da aula. Uma coisa bacana que funciona é usar cartões com ícones pra ela escolher como quer participar da atividade naquele dia.

O que não rolou tão bem foi uma vez tentar uma dinâmica muito barulhenta. Os dois ficaram super distraídos e ansiosos. Desde então, evito atividades com muito estímulo ao mesmo tempo.

E aí, galera, é isso! Ensinar geografia no 8º ano tá longe de ser só fazer mapas no papel. É entender as cabeças deles e como cada um processa essas informações. Espero ter ajudado alguém aí também refletir sobre suas práticas de ensino. Se tiverem dicas ou quiserem trocar ideia sobre as estratégias que vocês usam nas suas turmas, tô por aqui!

Um abraço e até o próximo papo!

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