Olha, essa habilidade EF08GE22 da BNCC, que é sobre identificar os recursos naturais dos países da América Latina e entender como eles são usados na produção de matéria-prima e energia, é bem interessante pro pessoal do 8º Ano. Na prática, o que a gente precisa fazer é ajudar os meninos a reconhecerem quais são esses recursos, tipo petróleo, gás natural, minérios, entre outros, e ver como cada país aproveita isso. Não só isso, mas também como esses recursos ajudam os países a se juntarem no Mercosul pra fazer acordos e tal. É mais ou menos mostrar pra eles que esses recursos são uma parte importante da economia e da política entre os países.
Aí, pra os meninos conseguirem pegar isso de jeito, eles precisam saber identificar esses recursos nos mapas, entender a importância econômica e perceber como o uso desses recursos pode influenciar a vida das pessoas e a política entre os países. Na série anterior, eles já tinham visto algumas coisas sobre os recursos do Brasil, então agora é ampliar o que já sabem para toda a América Latina. E dar uma boa olhada nos nossos vizinhos e entender como tudo isso tá interligado.
Agora vou contar como faço isso na minha sala. Tenho três atividades que funcionam bem. Primeiro, um mapa interativo. Eu uso um mapa grande da América Latina na parede da sala. Comprei um daqueles mapas que você pode colar adesivos. A turma adora! Divido a galera em grupos e cada grupo fica responsável por uma região específica. Eles têm que pesquisar quais são os principais recursos naturais daquela região e depois colar adesivos com símbolos no mapa. Isso leva umas duas aulas pra eles fazerem as pesquisas e mais uma aula pra montar o mapa. Eles sempre ficam animados quando veem o mapa ganhando forma com os adesivos. Da última vez, a Ana ficou empolgadíssima quando viu que o Chile era cheio de minérios e não parava de falar do cobre.
A segunda atividade é uma roda de conversa sobre o impacto desses recursos nos países do Mercosul. Aí eu pego algumas notícias atuais relacionadas ao tema e trago para discutir em sala. Normalmente uso notícias impressas ou até recortes de jornal que consigo com colegas. A galera se reúne em círculo no meio da sala e discutimos juntos como aqueles recursos impactam a economia e as relações entre os países. Isso leva mais ou menos uns 40 minutos. Na última roda de conversa, o Pedro levantou um ponto interessante sobre o petróleo na Venezuela e como isso afeta as negociações dentro do Mercosul. Foi bem legal ver ele puxando esse gancho.
Por último, uma atividade prática com um jogo de tabuleiro que montei com material reciclado mesmo. Criei um jogo onde cada aluno representa um país da América Latina e tem que negociar recursos com outros “países” pra conseguir energia ou matéria-prima pro seu desenvolvimento. Uso pedaços de papelão coloridos pra representar os diferentes recursos, tipo azul pro petróleo, verde pra florestas... Cada rodada dura uns 20 minutos, então conseguimos fazer umas três rodadas em uma aula. A galera adora competir e aprender ao mesmo tempo. Da última vez que jogamos, o Lucas conseguiu negociar um monte de petróleo e ficou todo orgulhoso quando entendeu como isso poderia transformar o “país” dele.
Essas atividades vão além de só passar o conteúdo, sabe? Elas fazem a turma pensar criticamente sobre como os países dependem uns dos outros. Além disso, elas também ajudam no desenvolvimento de habilidades sociais nos alunos enquanto trabalham em grupo ou discutem na roda de conversa.
E olha, é sempre bacana ver como eles conseguem conectar o que aprendem com o que acontece no mundo real. Às vezes rolam uns debates acalorados entre eles dependendo do tema da roda de conversa ou do resultado do jogo, mas isso faz parte do processo de aprendizagem também.
No fim das contas, trabalhar essa habilidade é mostrar pros meninos que os recursos naturais não são só números ou pontos no mapa – eles são parte vital das nossas vidas e têm um impacto direto nas relações internacionais dos nossos vizinhos latino-americanos.
Bom, é isso aí! É sempre um desafio fazer a turma ver a geografia com outros olhos, mas quando vejo eles engajados nessas atividades, sinto que tô no caminho certo. E vocês, como estão trabalhando essa habilidade com a galera? Alguma dica nova?
E aí, galera! Continuando aqui o papo sobre a habilidade EF08GE22, vou contar como eu percebo quando os meninos realmente aprenderam sem precisar daquela coisa de prova formal, que muitos ficam meio assim. Olha, no dia a dia em sala, dá pra sacar umas coisas só de ficar atento às conversas entre eles. Um exemplo clássico é quando tô circulando pela sala, dando uma moral nas atividades em grupo, e ouço o Pedro explicando pro Lucas sobre como a Venezuela tem muito petróleo e isso afeta a economia deles. Tipo, o Pedro vai lá e desenrola tudo direitinho, com exemplos e tal, e o Lucas entende. Aí eu penso: "Beleza, o Pedro pegou a ideia."
Outra situação bem comum é quando eles estão discutindo entre si. Às vezes, a Maria e a Júlia começam a falar sobre como o Brasil e a Argentina usam seus recursos naturais pra fortalecer o Mercosul. Elas vão comparando os países, trocam informações que até eu fico surpreso que lembraram. Isso mostra que elas não só entenderam o conteúdo, mas também sabem aplicar o conhecimento em contextos diferentes. Eu sempre incentivo isso, porque é aí que a gente vê que eles internalizaram o que aprenderam.
Agora, falando sobre os erros comuns, tem alguns que aparecem direto. O João, por exemplo, sempre confunde gás natural com petróleo. Já teve vez de ele dizer que o Uruguai é um grande produtor de petróleo quando na verdade não é bem assim. Isso acontece porque muitas vezes eles misturam as informações ou têm dificuldade em memorizar tanto dado específico. O que eu faço nessas horas é parar tudo e trabalho com ele na hora mesmo uma atividade prática: peço pra ele montar um mapa-mundi simplificado com os recursos principais de cada país anotados. Assim, visualizando, ajuda a fixar melhor.
Outra confusão é entre países e continentes em relação ao Mercosul. A Ana uma vez veio falar comigo achando que o México fazia parte do Mercosul porque também fala espanhol. Isso mostra como às vezes eles associam informações de forma errada. Nessas situações, eu gosto de propor debates em sala pra eles se corrigirem entre si. Geralmente alguém já saca o erro e ajuda a consertar antes mesmo de eu precisar intervir.
Agora falando sobre o Matheus e a Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, eu faço umas adaptações nas atividades pra ajudá-los a acompanhar no ritmo deles. Com o Matheus, por exemplo, eu uso materiais visuais e coloridos, porque ele se distrai fácil com texto muito longo. Damos pequenos intervalos ao longo das atividades pra ele não perder o foco. Uma vez, tentei usar áudios explicativos com ele, mas percebi que ele se dispersava ainda mais, então desisti dessa ideia.
Com a Clara, que tem TEA, as mudanças são mais voltadas pra organização das tarefas. Eu deixo as instruções bem claras e num formato previsível pra ela saber exatamente o que fazer em cada etapa. Além disso, ela trabalha melhor quando tem um esquema visual das etapas do trabalho. Uma vez fiz um cartaz com ícones representando cada fase da atividade e isso ajudou muito. Também fico de olho no tempo que ela leva pra terminar as tarefas. Se precisar de um tempinho extra pra finalizar alguma coisa, ela sempre tem.
Bom, é isso aí pessoal! É importante sempre adaptar nosso jeito pra que todos possam aprender na melhor forma possível. No fim das contas, ver os alunos entendendo e discutindo entre si sobre os conteúdos é gratificante demais.
Vamos continuar trocando essas experiências por aqui! Abraços!