Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF03GE11 com os meninos do 3º Ano, a ideia é fazer eles perceberem como as atividades econômicas, tanto na cidade quanto no campo, afetam o nosso ambiente natural. É meio que ligar o que eles sempre ouviram falar sobre meio ambiente ao impacto das coisas que a gente faz todos os dias, tipo plantar, criar gado ou ter uma fábrica na cidade. Então, os alunos precisam entender que plantar soja em grande escala, por exemplo, pode causar desmatamento, e que uma fábrica pode poluir o rio próximo. E não é só ver o que é ruim, mas entender os riscos e as consequências pro nosso planeta.
No ano anterior, eles já tiveram uma introdução sobre meio ambiente e recursos naturais, então agora é como se a gente estivesse aprofundando isso e mostrando como nós, seres humanos, interagimos com esse meio. O desafio é fazer eles pensarem criticamente sobre essas ações e impactos.
A primeira atividade que gosto de fazer é um debate em sala. Divido a turma em dois grupos: um representa as áreas urbanas e outro as áreas rurais. Eu uso algumas imagens impressas de cenários urbanos e rurais, que pego da internet mesmo; nada de muito tecnológico. Passo umas 3 aulas nisso pra dar tempo de preparar e executar o debate. Os alunos ficam super empolgados! Na última vez que fiz isso, o João Pedro estava no grupo urbano e ele claramente tinha pesquisado em casa, porque começou a falar sobre poluição do ar e como as indústrias contribuem pra isso. Aí a Ana Clara, do grupo rural, rebateu falando da importância da agricultura mas também dos agrotóxicos. Foi ótimo ver eles discutindo assim! No final, costumo pedir pra cada grupo anotar os pontos principais e a gente termina com uma roda de conversa pra consolidar as ideias.
A segunda atividade é mais prática e ao ar livre, que os meninos adoram! Organizamos uma visita ao parque da cidade. Não tem custo envolvido com material, só precisamos da autorização dos pais. Antes de ir pro parque, peço pros alunos levarem cadernos pra anotar observações. Lá no parque a gente conversa sobre como aquele espaço verde faz diferença na cidade: falamos das árvores absorvendo CO2 e dos bichos que vivem ali. Dá umas duas horas pra explorar bem e fazer anotações. Na última visita, o Lucas ficou fascinado por um lagarto que vimos e comentou como ele nunca tinha parado pra pensar que a cidade também tinha vida selvagem assim. Essa atividade realmente ajuda eles a verem o impacto positivo dos espaços verdes urbanos.
Por último, gosto de trabalhar com eles uma pesquisa sobre as profissões ligadas ao campo e à cidade. Não precisa de muito além do acesso à biblioteca da escola ou mesmo a internet supervisionada. Cada aluno escolhe uma profissão — tipo assim: agricultor, operário de fábrica — e faz uma pesquisa simples sobre como essa profissão se conecta ao nosso tema de impactar o ambiente natural. Dou uma semana pra eles trazerem as informações e apresentarem pros colegas. O interessante é que cada um traz um ponto diferente e isso enriquece muito o aprendizado coletivo. Da última vez, a Mariana escolheu falar sobre engenheiros civis e trouxe até uns dados sobre construção sustentável que ela encontrou na biblioteca! Foi muito bacana.
Os alunos reagem bem às atividades porque não ficam só na teoria; eles conseguem ver o impacto real das coisas no dia a dia deles. E eu acho isso importante pra desenvolver neles essa consciência ambiental desde cedo, sabe? A ideia é formar cidadãos críticos que possam pensar nas consequências das suas ações pro futuro do nosso planeta.
No fim das contas, trabalhando essa habilidade da BNCC com atividades práticas e interativas, consigo ver os meninos realmente se envolvendo e compreendendo melhor seu papel no mundo em que vivem. Isso aí faz toda a diferença! Bom é isso pessoal, espero que essas ideias ajudem vocês também! Até a próxima conversa por aqui!
E aí, galera, continuando sobre a EF03GE11, a gente sempre se pergunta como saber se os meninos realmente entenderam o que foi ensinado sem precisar meter uma prova formal, né? Bom, no meu dia a dia na sala de aula, eu percebo que eles aprenderam mesmo quando vejo as conversas entre eles rolando de forma espontânea. Tipo, quando tô circulando pela sala e escuto o João explicando pro Pedro que "se a gente plantar muitas árvores no mesmo lugar, pode até faltar espaço pras raízes crescerem direitinho e isso não é legal pro solo", eu já penso: "Cara, ele entendeu o lance da sustentabilidade!"
Uma coisa que acontece bastante é eu ouvir esses papos enquanto eles fazem as atividades em grupo. Tem uma vez que o Thiago tava explicando pra Maria que "não adianta só fazer as coisas pensando no dinheiro e esquecer do meio ambiente". Esse tipo de comentário me mostra que a galera tá começando a ligar os pontos entre economia e natureza. Aí já vejo que o aprendizado tá ali, fixado.
Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, esses são parte do processo também. Um erro clássico é quando os alunos acham que tudo que vem do campo é sempre saudável e tudo da cidade é poluente. Tipo assim, a Letícia um dia falou: "Ah, mas plantar é sempre bom, né professor? Melhor do que ter uma fábrica." Aí eu tive que explicar um pouco mais sobre o impacto de monoculturas de larga escala. Geralmente, esses erros vêm porque eles ainda têm uma visão meio simplista das coisas. Quando pego esses erros na hora, eu paro tudo e trago exemplos práticos: "Imagina um campo enorme só de soja... E como você acha que isso afeta o habitat dos animais ou o solo ali?" Isso ajuda eles a verem como as coisas são mais complexas.
E pra lidar com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, eu faço algumas adaptações nas atividades. Pro Matheus, eu vejo que ele precisa de movimentos frequentes pra se concentrar melhor. Então, sempre que possível, incluo atividades que precisam dele se levantar ou se mover pela sala. Por exemplo, quando fazemos uma atividade sobre mapear onde as fábricas estão em Goiás, deixo ele montar um mapa grande no chão da sala com alguns colegas. Isso ajuda ele a focar melhor.
Pra Clara, que tem TEA, algumas adaptações visuais funcionam bem. Uso cartazes coloridos e organizo as informações em tópicos bem claros. Além disso, dou um tempo extra pra ela processar as coisas e criar respostas. Uma vez fizemos uma atividade onde ela precisava associar imagens de diferentes ambientes com suas atividades econômicas correspondentes. Eu já vi que quando dou esse espaço e esses recursos visuais ela consegue realizar a atividade com mais segurança.
O que não funciona tão bem pra eles? Olha, com o Matheus não adianta deixar ele só na folha preenchendo questionário sentado porque aí ele perde totalmente o interesse e fica inquieto. Pra Clara, atividades muito abertas ou sem um fim claro geram ansiedade nela; então sempre amarro bem os objetivos pra ela saber exatamente o que precisa ser feito.
Bom pessoal, acho que por hoje é isso! Espero ter ajudado aí quem tá buscando novas maneiras de ver esse conteúdo em sala de aula. Se vocês também tiverem experiências ou dicas pra lidar com essas diferenças na sala de aula — especialmente com alunos como o Matheus e a Clara — compartilhem aqui! A gente vai aprendendo junto nessa caminhada de ensinar! Abraço!