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EF03GE08Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados pelo consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a ampliação de hábitos de redução, reúso e reciclagem/ descarte de materiais consumidos em casa, na escola e/ou no entorno.

Natureza, ambientes e qualidade de vidaProdução, circulação e consumo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF03GE08 da BNCC, estamos basicamente falando de fazer a criançada entender a ligação entre aquele monte de lixo que eles veem lá em casa, na escola ou até na rua, e os problemas que esse excesso de consumo causa. E não é só para apontar o dedo e falar "olha que tanto de lixo", é pra criar uma consciência ali, sabe? Fazer eles pensarem em alternativas: como reduzir o que a gente consome, reutilizar o que dá e reciclar o máximo possível. É um desafio e tanto porque nessa idade os meninos já estão começando a perceber o mundo à volta deles de um jeito mais crítico.

E assim, quando eles chegam no terceiro ano, já têm uma basezinha que a gente começa lá no primeiro e segundo ano. Eles já ouviram falar de reciclagem, por exemplo, e sabem identificar as cores das lixeiras. Mas agora a ideia é aprofundar um pouco mais. Tipo assim: entender por que tem tantas garrafas plásticas na lixeira ou por que é melhor levar uma sacola de pano pro mercado em vez de pegar aquelas sacolinhas plásticas, sabe?

Aí vou contar três atividades diferentes que rolou aqui na minha turma e como elas ajudaram os meninos a desenvolver essa habilidade.

A primeira atividade que eu gosto muito de fazer é o “diário do lixo”. Cada aluno tem um caderno (aí pode ser qualquer caderno velho, nada muito chique) e durante uma semana eles anotam tudo o que jogam fora em casa. Pode ser resto de comida, embalagem de iogurte, papel de bala... tudinho. No final da semana, a gente junta todo mundo aqui na sala em roda e cada um compartilha suas anotações. Isso leva até umas duas aulas completas, viu? Porque eles adoram contar cada detalhe. E olha, a cada vez que faço essa atividade, sempre aparece alguma surpresa. Tipo quando o João percebeu que só ele tinha jogado fora umas dez garrafas PET numa semana porque ele bebe muita água com gás que vem nessas garrafas. A partir disso, ele mesmo sugeriu pros pais comprarem aquelas garrafas grandes retornáveis. Esse tipo de reflexão faz valer a pena.

A segunda atividade é a “oficina do reúso”. Para isso, peço com antecedência para os alunos trazerem objetos ou embalagens que iriam descartar em casa. Pode ser uma garrafa de vidro, caixas de sapato, latas... esses materiais que geralmente vão pro lixo mesmo. Separa a turma em grupos pequenos com uns quatro ou cinco alunos e dou para cada grupo um desafio: criar algo novo com aqueles objetos. O legal é dar tempo para eles conversarem e pensarem juntos – geralmente umas duas aulas são suficientes. E olha como eles ficam animados! A última vez que fizemos isso foi incrível: o grupo do Lucas criou um porta-lápis bem legal usando latas e caixas de suco; as meninas da Júlia fizeram um vaso decorativo aproveitando garrafas plásticas. Eles se divertem muito e aprendem na prática sobre reúso.

A terceira atividade é uma visita ao nosso entorno escolar para observar onde tem lixo acumulado e pensar em propostas para melhorar isso. A gente organiza a turma em duplas ou trios e saímos para uma caminhada rápida ao redor da escola – não leva mais do que uma aula pra isso. Cada grupo anota onde encontrou lixo jogado no chão e tenta identificar por quê está ali (se foi porque não tem lixeira por perto, se é descuido das pessoas...). Depois voltamos pra sala pra discutir tudo isso numa roda de conversa. Da última vez, fiquei impressionado com a Mariana: ela sugeriu colocarmos algumas plaquinhas educativas perto da entrada da escola dizendo "Aqui passa criança consciente" pra incentivar todo mundo a jogar lixo no lugar certo. Ideia dela! É incrível ver como eles têm soluções criativas.

Enfim, trabalhar essa habilidade exige criatividade e paciência, mas quando vejo os meninos envolvidos e propondo mudanças reais, percebo que estamos no caminho certo. Essa nova geração tem tudo pra fazer diferente. E se cada professor der sua contribuiçãozinha nesse processo todo, tenho certeza que vamos formar cidadãos mais conscientes e responsáveis pelo planeta onde vivem. E assim seguimos firmes!

Então, gente, continuando aqui sobre esse negócio de ensinar a galera do terceiro ano a ter uma visão crítica sobre o consumo e o lixo. Olha, é interessante perceber como os meninos vão pegando o jeito da coisa sem que eu precise fazer uma prova formal. Quer um exemplo? Quando estou circulando pela sala, vou escutando as conversas deles. Outro dia mesmo, a Mariana tava explicando pro João como que eles podiam reutilizar umas garrafas PET pra fazer um brinquedo pras bonecas dela. Fiquei parado ali um tempo, só ouvindo, e pensei: "Pronto, a Mariana já entendeu o recado".

E tem aqueles momentos em que você vê que a ficha caiu mesmo. Semana passada, enquanto a turma fazia uma atividade prática sobre separação de lixo, percebi o Vinícius mostrando pros amigos como ele organiza as latinhas de refrigerante lá na casa dele pra levar pro ponto de reciclagem. E ele tava todo animado explicando o tanto que é importante separar certinho pra não misturar com o lixo comum. Foi ali que eu vi que ele pegou a ideia direitinho.

Agora, claro que nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que acontecem também. A Ana Clara, por exemplo, sempre confunde os materiais recicláveis com os não-recicláveis. Teve uma vez que ela colocou restos de comida junto com papelão e plástico na atividade de separação. Eu percebo que esse erro acontece porque às vezes essas informações se misturam na cabeça deles, ainda mais quando as cores das lixeiras não batem com as que eles veem por aí. Aí, quando eu pego esse erro assim na hora, eu costumo chamar o aluno de lado, mostro novamente os exemplos e deixo ele tentar outra vez. Geralmente ajuda.

Com o Matheus, que tem TDAH, a parada é outra. Ele precisa de estratégias diferentes pra conseguir se concentrar e absorver o conteúdo. Então eu tento sempre usar atividades mais curtas e dinâmicas. Ele se sai bem com recursos visuais e coisas que ele possa tocar. Tipo as cartelas coloridas pra identificar os tipos de lixo ou os jogos de memória com imagens de materiais recicláveis. O tempo também é amigo dele nessas horas – dividir as atividades em partes menores ajuda muito.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de outras adaptações ainda. Pra ela é importante ter um ambiente previsível e rotina organizada. Então eu faço questão de apresentar as atividades do dia logo no início da aula e usar um quadro visual com os passos das tarefas. Ela gosta muito disso porque pode visualizar o que vem depois. E sempre deixo espaço pra ela fazer no ritmo dela sem pressão de tempo. Uma coisa que funcionou bem foi usar fantoches pra dramatizar histórias sobre reciclagem – ajuda muito na interação e ela adora.

Agora nem tudo funciona sempre né? Teve um dia em que tentei usar música pra explicar um conteúdo e tanto o Matheus quanto a Clara se desinteressaram rapidinho – acho que o excesso de estímulo atrapalhou mais do que ajudou. Mas é isso mesmo, sempre testando novas formas até encontrar as que mais ajudam cada um deles.

Bom, galera, é isso aí! Ensinar sobre consumo consciente e reciclagem não é moleza, mas ver os meninos aplicando isso no dia a dia deles é gratificante demais. Espero que essas experiências ajudem vocês também nas suas turmas! Até a próxima!

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