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EF06ER07Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Exemplificar a relação entre mito, rito e símbolo nas práticas celebrativas de diferentes tradições religiosas.

Crenças religiosas e filosofias de vidaSímbolos, ritos e mitos religiosos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF06ER07 da BNCC é um daqueles desafios bacanas que a gente enfrenta no Ensino Religioso. Basicamente, essa habilidade é sobre os alunos conseguirem entender e dar exemplos de como mito, rito e símbolo estão interligados nas práticas religiosas. É como se fosse montar um quebra-cabeça onde cada peça tem seu papel e juntas formam o todo que é uma celebração religiosa. Então, os meninos precisam pegar um mito, tipo uma história de uma tradição religiosa, e ver como isso se transforma num rito, que é a prática ou o ritual, e perceber os símbolos envolvidos nesse processo.

Por exemplo, se a gente pensar na Páscoa cristã, tem o mito da ressurreição de Jesus, o rito seria a missa ou a celebração eucarística e os símbolos são o pão e o vinho, que representam o corpo e sangue de Cristo. Os meninos já vêm do quinto ano com uma noção básica de símbolos religiosos, mas agora o negócio é aprofundar um pouco mais e conectar esses elementos. É tipo fazer um upgrade no conhecimento que eles já têm.

Agora vamos lá para as atividades que eu costumo fazer com a turma do sexto ano:

Uma das atividades que faço é a "Caixa de Símbolos". Eu uso caixas de sapato mesmo, nada muito complicado, e dentro delas coloco objetos que são símbolos religiosos de diferentes tradições: um terço, uma estrela de Davi, uma imagem de Buda pequena, essas coisas. Eu peço pra galera se dividir em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos por grupo, pra todo mundo ter chance de participar. Cada grupo pega uma caixa e tenta identificar quais ritos e mitos estão ligados aos símbolos ali dentro. Eles têm uns 20 minutos pra discutir entre eles. Da última vez que fiz isso, o João ficou todo empolgado explicando pro grupo dele sobre a estrela de Davi por causa do que tinha aprendido com a avó dele. Eles ficam bem interessados porque há sempre aquele elemento surpresa do que tem dentro da caixa.

Outra atividade que faço é "História em Quadrinhos". Aí a gente usa papel A4 dobrado ao meio pra fazer os quadrinhos. Peço pro pessoal escolher uma história mitológica de qualquer tradição religiosa que eles conheçam ou que pesquisaram em casa com ajuda dos pais. Depois, eles têm que criar uma história em quadrinhos onde aparecem os personagens (do mito), cenas do rito e os símbolos envolvidos. Essa atividade costuma levar umas duas aulas pra dar tempo deles desenharem com calma. A Sara e a Letícia sempre se destacam nos desenhos, são super talentosas! Da última vez, o Paulo fez doze quadros só pra contar direitinho o mito da criação do mundo segundo as histórias indígenas.

Também faço uma atividade chamada "Caminho das Tradições". Nesta, eu organizo um pequeno circuito na sala com diferentes estações. Cada estação representa uma tradição religiosa com informações básicas num cartaz (coisa simples mesmo: papel pardo e canetão) mais algum objeto ou foto símbolo daquela religião. Aí os alunos vão passando por cada estação em grupos de três ou quatro e respondem perguntas simples no caderno sobre o que leram e viram ali. Tipo assim: "Qual é o mito principal dessa tradição?" ou "Que símbolo representa esse rito?". Essa leva uns 30 minutos porque tem bastante coisa pra observar. Uma vez, eu lembro que o Miguel ficou fascinado pela Mandala tibetana na estação do Budismo.

No fim das contas, essas atividades ajudam a turma a se conectar com diferentes culturas e tradições de maneira prática e divertida. E acho mesmo importante esse tipo de abordagem porque sai um pouco da teoria chata e leva os meninos a interagir mais com o conteúdo. Eles acabam descobrindo coisas novas sobre outras religiões, e muitos vezes compartilham histórias pessoais sobre suas próprias tradições familiares.

É isso aí, galera! Se alguém tiver ideias novas ou quiser compartilhar suas experiências em sala com essa habilidade específica da BNCC, manda aí! Tamo junto nessa missão de tornar o ensino mais dinâmico e relevante pros nossos alunos. Até mais!

Quando a gente trabalha com essa habilidade EF06ER07, observar os alunos é como ser um detetive. Não é só dar uma olhada no caderno ou aplicar uma prova formal. A verdadeira compreensão vem nos detalhes do dia a dia. E eles aparecem de formas bem sutis e naturais. Aí você percebe que o aluno aprendeu quando, por exemplo, ele faz ligação entre um mito que discutimos e um símbolo que ele vê em outra situação. Tipo, teve um dia que o João tava falando sobre a história da Fênix numa conversa com a Mariana e de repente ele começou a explicar como o renascimento da Fênix é usado como símbolo de renovação em algumas cerimônias religiosas. Aí é quando a ficha cai pra mim: "Ah, ele entendeu!"

Outro dia, tava circulando pela sala durante uma atividade em grupo e ouvi o Pedro explicando pra Luana e pro Miguel como na cerimônia de casamento hindu, as sete voltas ao redor do fogo são um rito que simboliza os votos feitos pelos noivos. Ver um aluno explicando algo assim com clareza pros colegas é uma baita satisfação. Você percebe ali que o trabalho tá dando resultado e que eles estão integrando o conhecimento.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses aparecem bastante. Tem vezes que os meninos confundem símbolo com rito. Tipo, a Sofia uma vez disse que o rosário era um rito quando na verdade ele é um símbolo usado durante o rito da oração. Aí eu tive que parar a aula e explicar direitinho, usando exemplos de coisas do nosso cotidiano pra clarear as ideias deles. Outra confusão comum é pensar que todo mito tem uma representação literal nos ritos, mas nem sempre é assim. O Lucas achava que por ter uma história sobre chuva em certa mitologia, toda cerimônia tinha que ter água, mas às vezes o elemento simbólico não está tão explícito.

O que eu faço quando esses erros acontecem é explorar mais exemplos concretos com eles. Reviso os conceitos na hora e aproveito pra engatar numa discussão onde todo mundo pode tirar suas dúvidas e compartilhar suas ideias.

Agora, sobre lidar com alunos como o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, isso exige um pouquinho mais de cuidado e adaptação nas atividades. Pro Matheus, eu faço pausas mais frequentes nas aulas e uso materiais visuais pra manter a atenção dele. Outro dia a gente tava falando sobre ritos fúnebres em diferentes culturas e eu trouxe imagens e vídeos curtos sobre as cerimônias, isso ajudou muito ele a se concentrar e compreender melhor o conteúdo.

Com a Clara, eu adapto algumas instruções pra serem mais claras e diretas. Algumas vezes ofereço materiais táteis ou visuais que ela possa explorar ao seu próprio ritmo. Lembro de uma atividade onde pedi pros alunos fazerem cartazes sobre um mito de sua escolha e ela ficou super envolvida quando deixei que usasse texturas e cores distintas no cartaz dela.

Já teve coisa também que não deu muito certo. Tentei uma vez usar jogos de tabuleiro relacionados aos mitos e ritos com eles, mas o Matheus se perdeu nas regras complexas e a Clara achou confuso demais seguir os passos sem um guia mais específico. Então aprendi que simplificar as instruções e dividir as atividades em etapas menores funciona melhor.

Bom, pessoal, essas são algumas das experiências que tenho tido trabalhando com essa habilidade específica no Ensino Religioso. É sempre um aprendizado constante também pra gente como professor. O importante é estar sempre atento às necessidades de cada aluno e ajustar as velas conforme o vento vai mudando. Espero ter ajudado vocês aí com essas dicas práticas! Qualquer coisa, tô por aqui pra continuar trocando ideia. Abraço!

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