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EF05CO08Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Acessar as informações na Internet de forma crítica para distinguir os conteúdos confiáveis de não confiáveis.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso da tecnologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05CO08 da BNCC, de acessar informações na internet de forma crítica e distinguir conteúdos confiáveis dos não confiáveis, é uma coisa que a gente precisa muito trabalhar com os meninos desde cedo. A gente tá falando de ensinar a molecada a não acreditar em tudo que lê na internet, sabe? Eles têm que conseguir ver uma notícia e pensar: "Será que isso é verdade mesmo?" Na prática, o aluno precisa saber fazer umas coisas tipo verificar a fonte, checar se o site é confiável, procurar outras referências pra ver se aquilo tá batendo ou se é fake news.

No 4º ano, eles já tinham começado a mexer com pesquisa na internet, mas na verdade, eles ainda estavam aprendendo a usar o computador direitinho. Aí agora no 5º ano, a gente foca mais em como eles podem ser críticos com o que encontram online. Uma coisa que eu sempre falo pra turma é que a internet é como um mercado grande, cheio de produtos bons e ruins, e que cabe a eles aprenderem a escolher o que é bom.

A primeira atividade que faço é uma pesquisa guiada. A gente usa os computadores da sala de informática, nada de material complicado. Primeiro eu explico pra eles o que é uma fonte confiável, mostro exemplos como sites de jornais grandes ou portais educacionais. Depois eu passo um tema simples pra pesquisarem, tipo "animais em extinção no Brasil", e dou uns 15 minutos pra eles navegarem. Eles ficam bem empolgados porque adoram mexer nos computadores. Aí eu peço pra eles anotarem onde encontraram as informações e depois a gente discute em grupo. Na última vez que fizemos isso, o João encontrou um site muito esquisito com informações meio malucas sobre dinossauros ainda existirem na Amazônia. Foi uma ótima oportunidade pra mostrar pra turma como checar detalhes como quem escreveu e se outros sites confiáveis falam a mesma coisa.

Outra atividade que fazemos é um joguinho tipo quiz. Eu preparo uns cartões com manchetes de notícias reais e falsas. Pode ser impresso ou no PowerPoint mesmo, tanto faz. Os alunos ficam em duplas e têm que discutir entre si antes de decidir se acreditam ou não naquela notícia. Eu dou uns 10 minutos pra cada rodada e depois revelo se era verdade ou mentira. A galera adora porque vira competição saudável, eles ficam rindo e debatendo. Da última vez, o Lucas e o Pedro ficaram discutindo super empolgados sobre uma notícia falsa de um sapo gigante achado em Goiás. No fim, foi engraçado ver como eles começaram a usar as dicas que demos pra argumentar entre eles.

A terceira atividade é mais prática ainda: criar notícias falsas! Isso parece meio doido à primeira vista, mas ajuda muito a entenderem como as coisas são fáceis de manipular online. Eu divido a turma em grupos de quatro e peço para criarem uma manchete falsa sobre algo divertido da escola, tipo "O diretor trouxe um leão pro colégio". Eles têm uns 30 minutos pra preparar isso. Depois cada grupo apresenta pras outras turmas e os alunos tentam adivinhar o que é falso naquela história. Quando fizemos isso na última vez, a Mariana inventou uma história tão convincente sobre uma piscina nova na escola que metade da turma quase acreditou! Essa atividade gera muita risada mas também reforça a ideia de como é fácil enganar alguém com uma boa história.

O legal dessas atividades é que elas fazem os alunos pensarem além da tela do computador ou do celular. Eles começam a entender que precisam olhar as coisas com mais atenção, discutir com os colegas e até perguntar pros adultos quando tiverem dúvida sobre algo que lerem online. E claro, o mais importante é continuarem curiosos e questionadores.

Então é isso aí galera! Espero ter ajudado quem tá começando ou quem quer mais ideias de como trabalhar essa habilidade super importante com os pequenos. Bora continuar trocando ideias por aqui! Abraço!

Então, no dia a dia da sala, eu vou percebendo que os alunos tão pegando a ideia da habilidade EF05CO08 mais pelo jeito que eles começam a discutir entre si do que por uma prova formal. Sabe quando você tá circulando pela sala e vê um grupo de alunos olhando um site e um deles diz: "Ei, mas esse site aqui é estranho, olha o nome dele, parece fake"? Aí você percebe que a coisa tá começando a fazer sentido pra eles. Já teve vez de eu ver o João explicando pra Maria que ela precisava ver se tinha outra notícia parecida antes de acreditar naquela que ela viu. E na hora que os alunos começam a ajudar uns aos outros, assim como o João fez, aí é que você vê que realmente internalizaram a ideia.

Outra coisa que observo é quando eles fazem perguntas mais críticas em vez de só aceitar a informação. Tipo quando a Ana me perguntou: "Professor, mas como eu posso saber quem escreveu essa notícia? É importante saber quem escreveu?". Esse tipo de pergunta mostra que a molecada tá começando a pensar além do superficial.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns acontecem quando os meninos ainda não conseguem distinguir informações confiáveis das não confiáveis. Teve uma vez que o Pedro tava crente que uma notícia de um site meio esquisito era verdade só porque tinha uma foto legal e chamativa. Ele chegou todo animado falando sobre aquilo e eu precisei explicar que uma foto atrativa não garante que a informação é verdadeira.

Outro erro comum é confiar demais em redes sociais como fontes primárias de informação. A Júlia, por exemplo, chegou super empolgada dizendo que viu uma coisa no Instagram e eu tive que sentar com ela e mostrar como buscar essa informação em sites mais confiáveis. Geralmente esses erros acontecem porque eles ainda estão aprendendo a questionar as coisas e é um processo, né? Então quando pego esses erros, aproveito pra fazer disso um momento de aprendizado pra toda a turma. Às vezes, até paro a aula pra dar uma demonstração prática de como encontrar informações confiáveis.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, o lance é manter as atividades bem dinâmicas e curtas. Ele funciona melhor quando tem pausas regulares e quando as atividades são mais interativas. Por exemplo, criamos uma espécie de mini-jogo onde ele tinha que verificar informações em diferentes sites e marcar pontos por cada acerto. Isso ajudou bastante ele, porque mantinha o foco por mais tempo.

Já com a Clara, que tem TEA, eu procuro ser bem claro nas instruções e criar um ambiente tranquilo pra ela poder se concentrar melhor. A gente usa muito recursos visuais porque ajuda ela a entender o conteúdo de forma mais concreta. Coisas como infográficos ou vídeos curtos têm sido eficazes. Uma vez tentei usar uma aula mais barulhenta, com muita interação em grupo e vi que isso não rolou tão bem pra ela, então agora tenho cuidado com essas dinâmicas.

No final das contas, é sobre encontrar aquele equilíbrio entre atender às necessidades individuais dos alunos e conseguir ensinar o conteúdo pra todos. Cada turma é única e sempre tô aprendendo com eles também.

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado com essas experiências. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar alguma situação semelhante, tô aqui pra ouvir também. Grande abraço!

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